Rinite Alérgica – Mulheres mais vulneráveis

Rinite Alérgica – Mulheres mais vulneráveis

Existe uma enorme relação entre a rinite e a asma

Cerca de 9,3% da população portuguesa sofre de rinite alérgica, o equivalente a mais de 930 mil doentes. Este é um dos dados do estudo recente “Redefinindo a Rinite”, desenvolvido pela Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC), com o apoio da Schering-Plough Farma.

A nivel mundial, são mais de 400 milhões de pessoas que sofrem de rinite alérgica

A Rinite Alérgica atinge maioritariamente as mulheres com 10,4% de doentes, contra apenas 8,7% dos homens. A prevalência aumenta desde o primeiro ano de vida até aos 20 anos, diminuindo a partir dos 30 anos nos homens e dos 60 nas mulheres. As zonas de maior prevalência são os distritos de Lisboa, Aveiro e Portalegre, seguidos da região do Alentejo.

Tratamento da rinite durante a gravidez

Cerca de metade dos casos de rinite são do tipo sazonal, enquanto os tipos perene (crónica) e perene com agravamento sazonal representam um quarto dos casos. As estimativas de prevalência dos três tipos de rinite são, respectivamente, 4,9%, 2,1% e 2,3%.

Sintomas como espirros, rinorreia, obstrução nasal e lacrimejo manifestam-se com mais incidência nos meses de Março a Maio e de Setembro a Novembro, e são desencadeados por factores como o pó da casa e pólens (62%), mudanças de temperatura, humidade e/ou ar condicionado (51%), fumos (47%) e odores (39%).

Doença interfere com actividades diárias

Cerca de 11% dos doentes inquiridos afirmam que a doença interfere directamente com o desempenho das suas actividades diárias, enquanto 32% dizem que esta interferência é moderada e 55% não sentem qualquer consequência da doença no seu dia a dia.

rinite alérgica

Quanto ao tratamento prescrito pelo médico, dominam os anti-histamínicos sistémicos, com 59% das prescrições. Os anti-histamínicos tópicos são receitados em 27% dos casos, tal como os corticóides tópicos. Antibióticos e a imunoterapia não específica são prescritos, respectivamente, 23% e 20% dos doentes. O tratamento considerado pelo conjunto dos doentes como o mais eficaz são os anti-histamínicos sistémicos.

Em 20,2% dos doentes inquiridos no âmbito deste estudo foram as queixas de rinite que deram origem à consulta.Estes doentes são, na sua maioria, do sexo masculino e fumadores e apresentam sintomas como rinorreia e obstrução nasal. Nestes casos, os factores que desencadeiam a rinite são o pó da casa, os pólens, os faneros animais, os alimentos e bebidas alcoólicas. São também estes doentes que referem maior interferência da doença com as suas actividades diárias, sendo a rinite mais do tipo perene com agravamentos sazonais.

Toledo, 2-08-2010.-La vacunación internacional es gestionada por el Gobierno de Castilla-La Mancha en siete centros ubicados en hospitales públicos de la región tras alcanzar un acuerdo con el Ministerio de Sanidad en 2008. (Foto: JCCM)

Os três tipos de rinite apresentam algumas diferenças entre eles. Assim, os doentes com rinite sazonal são mais jovens, sendo os sintomas desencadeados por faneros animais e alimentos. Já os indivíduos que sofrem de rinite perene têm com mais frequência profissões no sector secundários. Por último, os doentes com rinite perene com agravamento sazonal têm como factores desencadeantes o pó da casa, odores, fumos, fármacos e mudanças de temperatura, humidade e ar condicionado.

Classificação da rinite alérgica

O estudo levado a cabo pela SPAIC aponta como factores de risco para a rinite alérgica o facto de pertencer ao sexo feminino, ser de raça caucasiana, exercer uma actividade profissional nos sectores secundário e terciário, uma história familiar alérgica, antecedentes pessoais alérgicos e a presença de qualquer das condições associadas.

A convivência com gatos e com animais de criação associou-se a uma menor prevalência da rinite.

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