Saint Paul de Vence

Revisado por Equipe Editorial a 13 janeiro 2018

Saint-Paul-de-Vence, localizado no sul da França, é o destino certo para quem aprecia o charme provocado pela mistura de arte moderna, arquitetura medieval, cafés, sol e belas paisagens. Nos anos 20, esta vila na Provença tornou-se refúgio de artistas que queriam aproveitar o verão perto do Mediterrâneo, mas fugiam da agitação de Nice, a 12 quilômetros. No Pátio das Boules, Picasso, Modigliani, Cocteau, Signac e outros eleitos reuniam-se para trocar experiências e matar o tempo. Hospedavam-se ao lado, no hotel La Colombe d’Or (A pomba de ouro) e, como acontecia muitas vezes se não tinham dinheiro, deixavam pinturas como pagamento. A pouco e pouco o pequeno hotel foi se transformando num museu, com quadros de Matisse e Picasso na sala de jantar, uma pomba de Braque na piscina e um mural de Léger no terraço, onde anos depois Yves Montand se casaria com Simone Signoret. Na galeria de visitantes ilustres estão Sophia Loren, Burt Lancaster, Greta Garbo, Sartre e Simone de Beauvoir. Evitar uma visita é difícil. A sensação é de que um deles vai aparecer na sua frente a qualquer momento.

A reputação da pequena localidade consolidou-se de vez em 1950, com a instalação do estúdio de Marc Chagall. O toque final veio em 1964, quando Aimé e Margherite Maeght criaram ali um dos melhores museus de arte moderna do planeta. Fora das muralhas, a fundação Maeght abriga obras de Kandinsky, Chagall e Bonnard. Ao redor do prédio espalham-se trabalhos de Calder, Arp, Giacometti e Miró. Na hora de passear, é bom saber que a vila foi restaurada algumas vezes, ainda que conserve características medievais. As muralhas guardaram um posto fronteiriço. Na praça fica a Chapelle des Penitens Blancs, de quase 500 anos, ladeada pela antiga prisão, enquanto que na Rue Grande, casas seculares exibem brasões de famílias nobres. É um passeio para ser feito sem pressa. O apelo de Saint-Paul é único. Afinal, mesmo sem as suas histórias, o clima provençal já bastaria para qualquer um querer passar ali o resto dos seus dias.

Melhor época para ir
Junho e Julho, quando a temperatura pode ficar entre 25ºC e 30ºC. O mormaço e a luminosidade intensa criam as paisagens que inspiraram o neo-impressionista Signac.