Ilha de santorini, Grécia

Revisado por Equipe Editorial a 13 janeiro 2018

A paisagem da ilha de Santorini, localizada na Grécia nas ilhas Cíclades, não tem segredos. Os bares e restaurantes de Firá, a principal localidade, ficam cheios de gente que vêm apreciar uma das vistas mais espectaculares que existe: uma baía-cratera em lua crescente com penhascos de 300 metros de altura. Lá embaixo, navios de cruzeiro parecem barquinhos no pequeno porto de Skála Firá. Um cenário de sonho que esconde um dos capítulos iniciais da história ocidental. A pacata e romântica Ilha de Santorini sofreu a maior hecatombe registrada no Mediterrâneo. Em 1450 a.C., um vulcão arrasou a cultura minóica que prosperava desde 3000 a.C. Não por acaso o episódio está ligado à lenda de Atlântida.

Não foi encontrado nenhum corpo, como em Pompéia, sinal de que os habitantes conseguiram fugir. Este passado pode ser visto no museu arqueológico de Firá, ou em Akrotíri. Na costa sudeste, perto de um promontório com 370 metros de altura, foram descobertas ruínas ptolomáicas, helénicas, romanas e até uma igreja cristã primitiva. Já o nome Santorini foi dado á ilha pelos venezianos, no século XIII, em homenagem a Santa Irene (Iríni, em grego).

Nos curtos trajetos até às praias de areias negras de Kamári e Períssa ou para o interior, o aluguer de uma pequena motocicleta dá liberdade e descontracção. Já em Firá é preciso andar. As ruas são estreitas, tortuosas e cheias de escadarias. O calor de 30ºC é amenizado pelo vento meltémi. O pôr-do-sol faz com que a luminosidade de cartão-postal da ilha vulcão seja substituída por uma das noites mais irresistíveis do verão europeu. É para jamais esquecer.