Como saber se as pintas na pele são Sardas ou câncer?

Atualizado e Revisado por Dr Pedro Secchin (Dermatologista CRM-SP 195965) a 12/03/2019

As pintas castanhas claras da pele conhecidas como sardas fazem parte da maioria dos humanos, alguns mais do que outros. As pessoas com a pele mais clara são mais propensas a desenvolver estas pintinhas em áreas da pele que têm mais contato com os raios ultra violetas do sol, indicando um aumento na produção de melanina na pele.

Sardas e câncer raramente andam juntos, especialmente quando são do tipo de sardas chamadas Lentigines (lentigos) que se desenvolvem com queimaduras severas. Os lentigos (simplex ou juvenil) são um pouco maiores e mais escuros do que as sardas e efélides comuns, variando aproximadamente de 2 a 10 mm, possuindo uma cor marrom clara, rosa ou vermelho. Os lentigos também não diminuem durante o inverno como as sardas comuns.

Outros crescimentos geralmente benignos incluem manchas hepáticas e ceratoses seborreicas que geralmente se desenvolvem na pele dos idosos. Nenhum desses é geralmente canceroso, no entanto, quando qualquer um deles muda de aparência o dermatologista deve ser consultado.

Apenas a presença de sardas geralmente não são um sinal de câncer. O câncer na pele normalmente cria lesões ou pápulas anormalmente grandes. Ele também se pode manifestar em forma de acrocórdons (fibromas moles) que de repende mudam de cor, como no caso do melanoma.

Consulte o dermatologista sempre que ocorrer uma alteração significativa na cor das sardas, mesmo aquelas localizadas em áreas com pouca exposição solar.

A luz ultra violeta do sol é acusada de desenvolver sardas e câncer, embora o primeiro não seja necessariamente um precursor do segundo. Segundo a Clínica Mayo, esta é apenas uma causa, já que não explica todos os tipos de câncer de pele que acorrem em áreas da pele que não são expostas ao sol.

Outros fatores que podem levar ao câncer de pele incluem:

  • ter pele clara;
  • queimaduras sucessivas;
  • exposição ao arsênio;
  • grande número de lesõews ou manchas;
  • predisposição genética;
  • comprometimento do sintema imunológico.

Embora as pessoas com pele clara sejam mais aptas a exibir sardas, isso não significa que as sardas realmente causaram o câncer, apenas a sensibilidade da pele.

Os dermatologistas recomendam regularmente proteger a pele dos raios ultra violeta usando um bom potetor solar, especialmente quando se passarm várias horas sobre a luz direta do sol. Isso ajuda a prevenir a formação de sardas e câncer na pele.

Mesmo com essa proteção durante o curso da vida, aqueles com a pele mais clara são mais propensos a ter um super crescimento de melanócitos (células produtoras de pigmento na epiderme) para criar sardas.

Pintas E Sardas Podem Se Transformar Em Câncer De Pele

Como distinguir uma sarda “boa” de uma “má”

Conheça as características que deve procurar:

A chamada “regra ABCD” (assimetria, borda, cor, diâmetro) ajuda a distinguir uma sarda ou um nevo melanocítico de uma possível lesão cancerosa. Consulte o dermatologista se detectar alguma destas características:

  • Assimetria: Os nevos são geralmente redondos e simétricos. Suspeite sempre se ele for assimétrico, isto é, se metade do nevo não se parecer com a outra e não tiver uma forma oval.
  • Borda: Suspeite sempre que borda for irregular ou tem picos.
  • Cor: As sardas benignas geralmente são de cor castanha clara ou escura, mas homogéneos. Em contraste, as lesões malignas costumam ter dois ou mais tons: marrom, avermelhado, escurecido …
  • Diâmetro: Os nevos são geralmente menores que 6 mm. Se a mancha for maior, não deixe de consultar o dermatologista.

Outros sinais de aviso incluem:

Sardas velhas: Observe se elas mudaram de aparência, se picam, se causam dor, se sangram ou se apresentam inflamação, vermelhidão ou endurecimento.

Manchas novas: Deve estar atento ao aparecimento de novas sardas, verrugas ou nevos melanocíticos, especialmente se sentir desconforto.

Manchas esbranquiçadas: Consulte o dermatologista se aparecerem manchas na pele de cor translúcida e/ou pálida, ou se tiverem uma mistura de cores.

Feridas ou úlceras que não cicatrizam: Podem ser pequenas lesões cobertas por crostas de sangue que não cicatrizam, ou lesões persistentes que não incomodam, mas que sangram quando você as toca ou esfrega.

Lesões que crescem: Podem ser plana ou ter a forma de uma pequena protuberância que permanece no local e aumenta de tamanho lentamente.

Como examinar a pele

A maioria dos cânceres de pele são curados quando detectados precocemente. É por isso muito importante verificar a pele pelo menos uma vez por mês, em busca de nevos, imperfeições, sardas e marcas estranhas para identificar qualquer alteração. Tente realizar o auto-exame em uma sala bem iluminada com um espelho. Peça ajuda para verificar as áreas de acesso mais difícil.

Siga este passo a passo:

Primeiro verifique o corpo: Sente-se em frente a um espelho e procure por sinais no rosto por todo o corpo. Primeiro de frente > costas > e por fim, de lado.

Pescoço e cabeça: Com um espelho de mão e de costas para outro espelho, examine a parte de trás do pescoço e couro cabeludo, afastando os fios de cabelo.

Parte inferior das costas: Sirva-se do espelho de mão para examinar também a região final das costas, incluindo os lados e as nádegas. Em seguida, verifique a área genital.

Braços e antebraços: Novamente na frente do espelho, examine cuidadosamente os braços, antebraços e axilas. Observe também suas mãos e unhas.

Pés: Sente-se e verifique a parte de trás das pernas. Para facilitar, use um espelho de mão. Verifique a pele sobre os pés, as plantas e a pele entre os dedos.

É importante examinar o corpo uma vez por mês.

Uma boa forma de verificar se as sardas ou nevos mudaram de cor, textura ou tamanho ao longo do tempo é tirando fotografias sempre que detectar qualquer mancha suspeita, para ver como ela progride.

Por que as manchas na cabeça são mais perigosas?

20% dos melanomas aparecem na cabeça e são geralmente mais agressivos pelas seguintes razões:

Áreas esquecidas: Como as orelhas, nariz ou couro cabeludo. Geralmente não colocamos protetor solar sobre eles e muitas vezes não nos protegemos com chapéus, e é por isso que eles estão desprotegidos do sol.

Não costumamos aplicar protetor nas orelhas ou pálpebras.

São mais difíceis de observar: Estando cobertas pelo cabelo, as lesões geralmente são vistos mais tarde, em estágios mais avançados.

Na cabeça, há mais suprimento de sangue: Havendo um maior fornecimento de sangue as lesões podem se espalhar com mais facilidade.

Estão mais próximas do cérebro: Esta proximidade aumenta o risco das células cancerígenas se espalharem e alcançar o cérebro.

Proteja-se do sol

Os danos causados pelas queimaduras solares acumulam nas células. É por isso que se diz que a pele “tem memória“: as queimaduras produzidas durante a adolescência podem ser traduzidas em câncer de pele depois de 40 anos.

Danos no DNA das células da pele fazem com que elas cresçam fora de controle. Isso favorece o surgimento do câncer de pele, que pode ser de dois tipos: carcinoma (o mais frequente) e melanoma (menos comum, porém mais agressivo).

Para impedi-los, é essencial:

  • Tomar sol com moderação e evitar as horas de maior radiação, entre 12 e 16 h.
  • Aplique o fotoprotetor meia hora antes de se expor ao sol e reaplique-o a cada 2 horas. Sem esquecer áreas como as orelhas, nariz, mãos ou pés.
  • Proteja a cabeça com um chapéu ou boné e use óculos de sol de qualidade.
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Referências
  • Oncoguia
    http://www.oncoguia.org.br/conteudo/quem-esta-em-maior-risco-de-cancer-de-pele/3054/844/
  • La Fundación de Cáncer de Piel
    http://cancerdepiel.org/cancer-de-piel/nevos-displasicos
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