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Segundo Trimestre da Gravidez

Publicado em 12/10/2014. Revisado por Equipe Editorial a 15 janeiro 2018

Muitas vezes, os primeiros três meses de gravidez vivem-se de forma muito diferente do imaginado. O organismo tem uma autêntica revolução hormonal e começa a sofrer transformações para se adaptar ao novo estado.

Sonolência, abatimento, enjoos, náuseas… são algumas das perturbações que podem ensombrar um pouco este período.

Por sorte, uma vez transcorridas as doze primeiras semanas de gestação, as coisas alteram-se de um dia para o outro – realmente pode acontecer assim – o mal-estar e a fadiga desaparecem; a futura mamã sente as forças renovadas e experimenta uma deliciosa sensação de bem-estar, como se o corpo quisesse compensá-la das dificuldades iniciais.

Começa assim o que para a maioria das mulheres constitui, sem sombra de dúvidas, a melhor etapa da gravidez.

«Claro que senti uma grande mudança. As primeiras semanas foram bastante más. Inclusivamente cheguei a pensar que estava doente e não grávida», diz-nos Ana, uma professora que desfruta – literalmente – do seu quinto mês de gravidez.

Agora não é necessário perguntar-lhe como se encontra; está radiante. «Tinha ficado satisfeita de saber que depois desses meses tão duros viria um período tão bom», lamenta-se.

Mudanças que ajudam a que se sinta melhor

Mas o que acontece para que o segundo trimestre da gravidez se torne tão agradável e reconfortante? Na realidade, não é uma única causa, mas sim a confluência de vários factores.

Um deles, o aumento de volume sanguíneo: agora tem aproximadamente um litro mais de sangue a circular pelas veias.

Além disso, por acção das hormonas, os tecidos estão mais relaxados, o que favorece uma melhor irrigação. A consequência disso é uma maior vivacidade de todos os órgãos. O que se traduz numa maior vivacidade física.

A tensão arterial, que pode descer nas primeiras semanas, tende a estabilizar-se neste período.

O cansaço e a apatia dão lugar a um maior desejo de atividade. Por outro lado, cada vez mais grávidas iniciam nos dias de hoje, hábitos de vida mais saudável ao conhecerem o seu estado.

Deixar de fumar, não beber álcool, seguir uma dieta saudável e equilibrada, dormir mais, fazer exercício físico… Não há dúvida de que tudo isto contribui para melhorar o estado geral da futura mamã (e é agora que começa a notá-lo).

Também um maior equilíbrio emocional

O segundo trimestre da gravidez não só traz consigo um maior bem-estar físico; é nesta fase que a maioria das mulheres que esperam um bebé dizem sentir-se mais tranquilas, equilibradas e felizes.

É inegável que o efeito de se encontrar bem fisicamente, ajuda a que se sintam melhor no plano psíquico.

E as hormonas propiciam esta mudança: depois da enorme instabilidade que caracteriza o primeiro trimestre, alcança-se um equilíbrio hormonal que se manifesta numa maior harmonia emocional.

A partir da semana 16, o aumento de produção da progesterona (a hormona encarregue de manter a gravidez) exerce também um efeito positivo sobre a psique: a gestante sente-se mais relaxada e confiante.

Nesta altura da gravidez, é provável que se tenham desvanecido as dúvidas e temores que surgiram nos primeiros meses (serei uma boa mamã? Saberei tratá-lo?…).

E ainda, superada a barreira das 12 semanas, a gestação está suficientemente implantada e o risco de aborto diminuiu. Uma vez passadas as preocupações iniciais, aflora, já sem reservas, a alegria de ir ter um bebê.

A gravidez já é visível do exterior

No segundo trimestre da gravidez, a barriguinha já se nota mas ainda não perturba nem estorva e suporta-se com facilidade.

Muitas mulheres, em contrário com o que haviam pensado, sentem-se agora especialmente interessantes.

«Confesso que tinha medo de ver-me gorda e deformada. Mas, não foi nada assim. Encanta-me o meu aspecto e passo horas em frente do espelho olhando-me, colocando creme…», conta Bia, uma secretária de 25 anos, grávida de seis meses.

Poder «impor» a barriga implica também uma afirmação de gravidez, que deixa de ser algo abstracto e impreciso e se converte num acto real a compartilhar com os demais.

«Estava desejando colocar roupa de pré-mamã porque queria que todo o mundo visse o meu estado. Agora, o meu marido mima-me muito mais. Inclusivamente os meus colegas de trabalho tratam-me de outra forma. Tudo isso me agrada», diz Maria, dactilógrafa de 31 anos, que espera o nascimento do seu bebê dentro de 4 meses.

Mas, se há algo que agrada verdadeiramente á futura mamã neste período é sentir os movimentos do bebé, um efeito que pode desencadear um conjunto de sentimentos intensos: emoção, ternura, felicidade…

São numerosas as mulheres que afirmam que esta é a sensação mais gratificante de toda a gravidez.

«É incrível. De repente apercebes-te que a criança que vem aí, vem de dentro de ti própria», explica Vera, uma funcionária pública de 30 anos, que está na 24 semana de gestação.

Neste trimestre, muitos maridos começam a falar aos seus bebés.

«Todas as noites, o meu marido passa um bom bocado acariciando-me a barriga e dizendo ao nosso filho as coisas que fará quando nele nascer», diz Vera. « E, o curioso é que às vezes começa a mexer-se, como se entendesse».

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