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Sífilis (infecção transmitida através das relações sexuais provocada por uma bactéria chamada Treponema palli)

Publicado em 23/05/2011. Revisado por Reinaldo Rodrigues (Enfermeiro - Coren nº 491692) a 14 dezembro 2018

A sífilis é uma infecção transmitida através das relações sexuais e, por vezes, através do beijo.

É muito importante tratar precocemente esta infecção.

Normalmente, a sífilis fica curada com o tratamento, mas pode voltar e então terá de ser tratada novamente.

Sem tratamento, pode disseminar e atingir a pele, o coração, os vasos sanguíneos e o cérebro.

Fotos de sífilis

Causas da sífilis

Esta infecção é provocada por uma bactéria chamada Treponema pallidum.

Transmite-se através do sexo vaginal, oral (boca) ou anal (ânus). Na gravidez, as mulheres grávidas com sífilis podem passar a infecção aos seus fetos.

Tem maior probabilidade de adquirir sífilis se tiver mais do que um parceiro sexual.

Sinais e sintomas de sífilis

A infecção ocorre quando há contacto com alguém com sífilis. As manifestações da doença podem ser múltiplas e dependem do tempo de infecção.

Consideram-se três fases:

Sífilis primária (Primeira fase) (dias a semanas após a infecção): Poderá haver uma inflamação ou ferida no pénis, na vagina, no ânus, na boca ou noutra parte do corpo (onde se deu o contacto).

Normalmente, a lesão é indolor, dura, e pode não se aperceber da sua existência.

Esta lesão desaparece num período de uma ou duas semanas, sem tratamento. Contudo, não está curado da sífilis e pode contagiar outras pessoas nesta fase.

Sífilis secundária (Segunda fase) (normalmente 6 – 12 semanas após a infecção): Caracteriza-se pelo aparecimento de uma erupção na pele, geralmente disseminada, com manchas avermelhadas que atingem também as palmas das mãos e as plantas dos pés.

No entanto, a variedade de lesões cutâneas possíveis é enorme. Outros sinais podem ser febre, gânglios inflamados, dor de cabeça, enjoo, rigidez no pescoço ou cansaço. Durante esta fase, a sífilis ainda é contagiosa.

Sífilis terciária (Terceira fase) (pode ocorrer muitos anos após a infecção): Esta fase tardia da sífilis, quando se manifesta, pode apresentar-se de múltiplas formas.

Podem surgir lesões na pele, perda de cabelo, dores nos ossos, doença cardíaca ou vascular.

Se houver envolvimento do cérebro, poderá não conseguir raciocinar devidamente, ter perda do equilíbrio, ter perda da sensibilidade nos braços ou nas pernas ou ainda ficar paralisado (não se poder mover, andar, levantar).

A sífilis não é contagiosa nesta fase.

Conheça outros sintomas de sífilis

Diagnóstico da sífilis

Habitualmente, a sífilis diagnostica-se pela pesquisa de anticorpos no sangue (testes serológicos).

Poucos dias após a infecção é possível detectar estes anticorpos e, de acordo com o padrão encontrado, determinar se se trata de uma infecção activa ou não.

Nas fases iniciais (primeira e, por vezes, segunda), é também possível identificar a bactéria a partir de um raspado das lesões da pele.

Prevenção e Cuidados a ter

Informe o(s) seu(s) parceiro(s) sexual(is) de que tem sífilis.

É muito importante que os parceiros sejam examinados e tratados. Não deverá ter relações sexuais até o seu médico dizer que é seguro.

Vá novamente ao médico após o tratamento, para se certificar que a infecção ficou curada e para saber se tem outras infecções de transmissão sexual.

Utilize um preservativo quando tiver relações sexuais.

Riscos e Complicações

A sifílis pode ter complicações muito graves a longo prazo. A nível cardiovascular, pode causar aneurisma (dilatação) da aorta ou das carótidas e doença das válvulas cardíacas, entre outras.

O envolvimento do sistema nervoso pode manifestar-se tardiamente por cegueira, demência, paralisia, alterações da sensibilidade e dores intensas.

Menos graves são as lesões da pele, como manchas ou perda do cabelo.

Os recém-nascidos de mulheres infectadas podem ter uma doença fulminante à nascença.

Podem também manifestar erupção disseminada da pele, alteração do comportamento ou vir a ter malformações oculares, ósseas ou cartilagíneas.

A sífilis tem cura? Sim.

Tratamento para sífilis

A sifílis trata-se com antibiótico, preferencialmente a penicilina. Informe o seu médico no caso de estar grávida.

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Autores
Reinaldo Rodrigues (Enfermeiro - Coren nº 491692)

Enfermeiro - Coren nº 491692

O Reinaldo Rodrigues formou-se em agosto de 2016, pela Universidade Padre Anchieta, em Jundiai. Fez curso de especialização em APH (Atendimento Pré-Hospitalar), pela escola 22Brasil Treinamentos, em Barueri, curso de 200 horas práticas, com foco em acidentes de trânsito.

Trabalha como Cuidador de Idosos há 5 anos, e possui experiência em aspiração de vias aéreas, banho de aspersão, curativos, tratamento e prevenção de Lesão por Pressão, gerenciamento de Equipe de cuidadores com elaboração de escalas. Treinamento e acompanhamento de cuidadores nas casas dos pacientes.

Também pode encontrar o Reinaldo no Linkedin.