Silvio Berlusconi

Revisado por Andre a 28 outubro 2018

Silvio Berlusconi nasceu a 29 de Setembro de 1936, em Milão. Oriundo de uma família de classe média milanesa, Silvio Berlusconi é o mais velho de três irmãos. O seu pai, Luigi foi um empregado bancário e a sua mãe Rosa Bossi, doméstica. Berlusconi fez o ensino secundário num colégio salesiano, e posteriormente estudou direito na Universidade Estatal de Milão. Terminou o seu curso em 1961, pertencendo ao quadro de honra do seu ano.

Silvio Berlusconi Antes e Depois do implante capilar

Durante a sua vida universitária, Berlusconi tocou contrabaixo numa banda e atuou por vezes em cruzeiros. O gosto pela música iria acompanhá-lo constantemente, tendo anos depois sido um dos autores dos hinos do AC Milão e do partido Força Itália. Em 2003 e 2006, lançou dois álbuns musicais, em conjunto com o cantor napolitano Mariano Apicella. Silvio Berlusconi é também um fervoroso adepto do AC Milão, clube de que se tornou proprietário e presidente.

A carreira empresarial de Berlusconi iniciou-se na construção, em meados dos anos 60. Depois de alguns projetos iniciais que obtiveram sucesso, Berlusconi aventurou-se na construção do Milano Due, um gigantesco complexo de 10500 apartamentos, construído em Segrate, nos arredores de Milão. O complexo residencial, destinado à classe média-alta, distingue-se pelo seu sistema de passeio e de pontes, que permite que se circule por todo o bairro, sem o incómodo de se cruzar com veículos.

Em 1973, Silvio Berlusconi entrou no negócios dos media ao iniciar uma pequena empresa de televisão por cabo, tendo como propósito original servir o complexo residencial Milano Due. Em 1978 fundou o grupo Fininvest, juntando-se ao lóbi maçónico. Nos cinco anos que se seguiram, Silvio Berlusconi faturou mais de 58 milhões de euros, o que originou várias investigações por parte do Ministério Público italiano, com o objetivo de apurar a origem dos financiamentos do grupo. Este aspeto nunca chegou a ser esclarecido.

Entre 1980 e 1984, compraria vários canais televisivos construindo assim o primeiro império televisivo em Itália. Nesta altura, Berlusconi já possuía o Canale 5, a Italia 1 e a Rete 4. Contudo, após uma grande controvérsia legal, os canais do grupo Fininvest foram durante anos impedidos de transmitir noticiários e programas de cariz político. Apenas a partir de 1990, receberam autorização para operar sem limitações a nível nacional. Em 1995, Berlusconi vendeu parte do seu grupo de comunicação à empresa alemã Kirch.

Segundo a Revista Forbes, Silvio Berlusconi é o terceiro homem mais rico de Itália, com uma fortuna estimada em 9 biliões de dólares. Os interesses de Berlusconi estendem-se à televisão, jornais, finanças, bancos, seguros e desporto. O irmão de Berlusconi é o proprietário do jornal de centro-direita, ilGiornaleque tem levado a cabo uma grande campanha com o objetivo de promover a imagem de Silvio.

Berlusconi fundou o partido Forza Italia (Força Itália) em 1993, tendo como predicados a democracia cristã e a ideologia de centro-direita. Um ano depois da formação do partido, Berlusconi tornou-se Primeiro-Ministro de Itália. Sustentado na gigantesca campanha publicitária que lançou nos seus três canais, em promessas como a criação de um milhão de empregos e numa aliança com dois partidos diferentes, Berlusconi cumpriu o seu sonho de chegar ao poder. Contudo, as dificuldades de entendimento geradas pelas diferentes ideologias dos três partidos coligados, causariam graves perturbações e instabilidade governamental. De tal forma, que um mês depois da sua eleição, Berlusconi foi substituído pelo tecnocrata Lamberto Dini.

Nas eleições de 1996, a coligação de Silvio Berlusconi acabou por perder o governo para Romano Prodi. Em 2001, mais uma vez Berlusconi encabeçou uma lista de coligação, La Casa delle Libertà (“A Casa da Liberdade”), que incluía vários partidos. Em Maio desse ano, Berlusconi tornou-se novamente Primeiro-Ministro de Itália, conseguindo convencer os italianos através de um programa que apregoava fortes medidas sociais, como a simplificação do sistema de impostos, a diminuição da taxa de desemprego, o desenvolvimento e financiamento de um programa de emprego público, o aumento das pensões mínimas e o combate ao crime. Apesar de Berlusconi garantir que implementou todas as suas promessas, os especialistas criticaram-no, porque na prática apenas concretizou o aumento da pensão mínima.

Em 2003, o partido de Berlusconi sofreu um decréscimo de popularidade nas eleições, sendo obrigado a dar maior relevo aos restantes partidos da coligação, por forma a manter-se no poder.

Em Abril de 2006, “A Casa da Liberdade” obteve 49,7% dos votos, contra os 49,8% da “União” de Romano Prodi. Berlusconi seria afastado do poder, devido ao regulamento eleitoral que tinha aprovado poucas semanas antes. Dois anos depois, “A Casa da Liberdade” daria origem a um novo partido, Il Popolo della Libertà (O Povo da Liberdade) e Berlusconi voltaria a ocupar o cargo de Primeiro-Ministro. A 8 de Novembro de 2011 e na sequência da crise europeia, Berlusconi apresentou a sua demissão, em grande parte devido à pressão pública.

As polémicas sobre a vida pessoal de Berlusconi e as suas gaffes são quase tão extensas quanto a sua vida política. Por duas vezes, foi agredido publicamente, a primeira no final de 2004 em Roma, quando um homem o atingiu na cabeça com um tripé. A segunda foi em 2009, quando um agressor lhe bateu com uma estatueta metálica, partindo-lhe dois dentes e faturando-lhe o nariz.

As acusações e suspeitas que recaem sobre o político e magnata italiano já fizeram com que alguns setores da sociedade de Itália o apelidassem de perigo público. As suspeitas da ligação de Berlusconi com a máfia calabresa nunca foram completamente confirmadas nem desmentidas. Entre o rol de processos legais que enfrentou nas última década contam-se acusações de: lavagem de dinheiro, participação em homicídio, ligação à mafia, corrupção e suborno de agentes de autoridade e figuras judiciais.

Nenhum dos julgamentos originou condenações definitivas. Apesar de ter sido declarado culpado do financiamento ilegal de partidos e de corrupção de investigadores fiscais, foi absolvido no tribunal de recurso. Várias outras acusações acabaram por prescrever. Berlusconi afirma que a justiça italiana já usou mais de 1000 magistrados nos processos interpostos contra si, originando gastos superiores a 300 milhões de euros.

No final de 2010, Berlusconi viu-se envolvido em mais um escândalo, o Escândalo Rubygate, no qual é suspeito de ter pago por favores sexuais de uma menor, conhecida por Ruby. Adicionalmente, Berlusconi foi acusado de abuso de autoridade, por ter conseguido que a jovem fosse libertada após uma acusação por furto. As transcrições telefónicas de conversas relacionados com a investigação desse processo contribuíram para a sua dimensão mediática. Algumas afirmações acabariam por ficar célebres, como as ofensas a Angela Merkel, ao afirmar que a mesma “é uma gorda com quem não teria sexo”, ou o desejo de “sair deste país de merda”, referindo-se a Itália. O Escândalo Rubygate continua a ser investigado pela justiça italiana.

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