Síndrome pré-menstrual – Como o enfrentar

Será verdadeiro, ou é uma história? Poderá a chegada do período mudar o seu estado de disposição? Saiba Como enfrentar o Síndrome pré-menstrual.

Não acontece todos os meses e nem a todas as mulheres. Enquanto que algumas nem o chegam a notar, a outras muda-lhes o carácter. Estas mulheres podem chorar à mínima coisa, passar do abatimento à euforia num instante, sentir-se agressivas ou esgotadas.

Também há mulheres que aumentam de volume e não cabem na roupa, que se enchem de borbulhas ou que começam a comer desenfreadamente… Pode haver muitos sintomas. A que se devem essas reacções? O que acontecerá nesses dias anteriores ao período?

Mudanças hormonais

Sabe-se que as hormonas exercem uma certa influência sobre o estado de ânimo, e o ciclo feminino baseia-se em alterações endócrinas. Depois da ovulação, os ovários aumentam a produção de progesterona, uma hormona sedativa, e reduzem paulatinamente a secreção de estrógenos, as hormonas estimulantes que primaram na primeira metade do ciclo.

Estes altos e baixos hormonais, poderiam considerar-se responsáveis, em certa medida, pelas mudanças físicas e psíquicas, mas nunca a cem por cento.

Os psicólogos e ginecologistas observam que a tensão pré-menstrual é muito mais acusada nas situações delicadas. Por exemplo, se a mulher deseja um filho e demora a conseguir a gravidez (ou pelo contrário, se receia uma gestação indesejada), o período deixa de ser um facto fisiológico, mais ou menos incomodativo, para se converter no mensageiro que confirma ou frusta as suas expectativas.

Não é preciso dramatizar

Mas uma vez que a situação ficou resolvida, o mal-estar que precedia a menstruação costuma esfumar-se. Se a mulher se sentir abatida durante vários ciclos seguidos ou os sintomas chegarem a interferir na sua vida quotidiana, deveria consultar o seu ginecologista e se possível um psicoterapeuta, quer seja um psicanalista, psicólogo ou psiquiatra.

Em determinadas ocasiões, o que se trata de fazer vir ao de cima é um descontentamento com a maneira de ser feminina.

Alguns psicanalistas consideram que cada mulher tem uma ideia inconsciente do que é ser mulher (uma espécie de modelo construído com qualidades da própria mãe e outras que foram adquirindo) e na medida em que a sua maneira de ser se afaste desse ideal, a psique e o corpo protestam.

E que ocasião mais apropriada do que quando se aproxima um acontecimento tão puramente feminino? Geralmente, alguns meses de terapia serão suficientes para compreender o que se está a passar na mente e evitar, ou pelo menos, aprender a conviver com essa pequena revolução mensal.

A grande maioria das mulheres (e dos seus maridos) aprende a manejar este síndroma tirando importância ao assunto. «Quando vou vestir umas calças e vejo que não entro nelas, fico deprimida.

Mas como sei que o período está para chegar e estou com a consequente retenção de líquidos, tranquilizo-me», comenta-nos Laura. «Saber que essa depressão vai terminar amanhã ou dentro de três dias, ajuda-me a suportá-la», conta-nos Susana.

«Quando a minha mulher nos dá uma má resposta, a minha filha mais velha e eu perguntamos às escondidas que dia é hoje. Fazemos contas e zás! Não falha, confirmamos que está prestes a ter o período», diz-nos Alberto.

Sintomas – Alguns medicamentos aliviam os sintomas mais incomodativos, mas o mais eficiente é consultar um psicoterapeuta. Nenhuma substância química pode actuar sobre a psique.

De conduta:

* Existe mais apetite (ou apetência pelos alimentos doces).
* Maior desejo sexual.
* Insónia.
* Falta de habilidade.

Físicos:

* Dor e aumento de volume dos seios.
* Retenção de água: dilata o ventre, os pés e as mãos.
* Acne, borbulhas, herpes labial.

Psicológicos:

* Mudanças bruscas de humor, irritabilidade, nervosismo, agressividade.
* Ansiedade, sentimentos depressivos, perda da auto-estima.