Conheça os Principais Sintomas de Colesterol alto

Revisado por Equipe Editorial a 29 março 2018 - Publicado a 2 de abril de 2016

O colesterol elevado é um factor de risco dos mais importantes, e é absolutamente silencioso.

É uma raridade absoluta uma pessoa que tem o colesterol elevado ter algum tipo de sintoma, a não ser que esse nível de colesterol chegue a valores tão elevados que comece a acumular-se na pele e origine o aparecimento de manchas típicas de colesterol alto, como o xantelasma por exemplo, verificando-se também o aumento do fígado ou aumento do baço, em casos extremos.

Sintomas de Colesterol alto imagens de manchas na pele

O mais importante a ter em conta é que é uma patologia totalmente silenciosa, e como tal a única forma de fazer o diagnóstico é o paciente realizar um exame laboratorial para isso.

Histórico familiar

O paciente pode levantar essa suspeita, se já tiver uma história familiar de colesterol alto.

Se o seu pai, mãe, irmão, tio etc, tiver o colesterol alto, você já deve suspeitar disso, uma vez que tem o componente hereditário, determinado geneticamente, bastante importante.

Se o paciente nunca realizar o exame laboratorial, um exame bastante simples, não tem diagnóstico.

É por esse facto que existe tanta gente com o colesterol alto e não faz a menor ideia.

Biótipo

O nosso biótipo também não nos conta a verdade, porque existem muitas pessoas magras com o colesterol muito alto, tal como existem muitos obesos com o colesterol muito baixo.

Então é aquela história, “quem vê cara não vê colesterol” :-).

Quando Medir o Colesterol

Quando o paciente não tem nenhum historial da doença na família, a idade ideal para medir o colesterol é com cerca de 20 anos de idade, o que é uma coisa quase incrível, uma vez que praticamente ninguém o faz, “mas devia”.

Quando os níveis de colesterol dão normais com esta idade, o exame deve ser repetido a cada 5 anos, tal como as sociedades internacionais o recomendam.

Agora, se a criança tiver o pai ou a mãe com os níveis de colesterol elevados, essa criança tem de tomar medidas muito mais jovem.

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História familiar

Um mito importante, que não passa apenas disso, “o quanto da nossa história familiar contribui ou não para termos um problema cardíaco”.

Os tempos passam e a medicina evolui, na medida em que se vai entendendo mais sobre a biologia e como realmente funcionam as doenças.

No passado acreditava-se muito naquele determinismo genético, ou seja, se os meus pais tiveram problemas, eu também vou ter problemas cardíacos, e não tenho como fugir disso. Não é verdade!

Foi realizado um estudo muito importante no início dos anos 2000 chamado INTERHEART, em que mostrou que a genética acaba contribuindo apenas em 20% do seu risco total de ter um infarto do miocárdio.

Os restantes 80% estão relacionado com o nosso estilo de vida e a factores de risco que qualquer um de nós pode corrigir.

Então por exemplo, o colesterol tem uma determinação genética indiscutível. Mas é possível melhorar o colesterol com dieta e exercício físico? A resposta é sim, pode, mas não consegue tratar o problema se este tiver em níveis muito elevados.

Hoje em dia a medicina dispõem de medicamentos seguros e com muito poucos efeitos colaterais. Então é um factor de risco muito difícil de não o conseguirmos combater.

Raros são os casos de hipercolesterolemia familiar homozigótica em que não é possível tratar o problema através de dieta, atívidade física e medicação.

Quais são os níveis ideais de colesterol?

Esta é uma pergunta difícil de responder, porque depende de todo um conjunto de factores de risco que cada pessoa tem. Depende da idade, depende se a pessoa tem outros factores de risco como por exemplo obesidade, hipertensão, diabetes. Quanto mais problemas tivermos, mais reduzidos deverão ser os nossos níveis de colesterol ideal.

Ou seja, quando a pessoa não tem nenhum factor de risco associado, 200 de colesterol total é um número bastante bom para a população adulta, mas o ideal é uma análise em todo o contexto, a que os médicos chamam de risco cardiovascular global.

Porque por exemplo, o LDL colesterol, que é um colesterol mau, para uma pessoa sem nenhum outro factor de risco, e jovem, até 160 de colesterol é um número aceitável, mas para uma pessoa que tem diabetes esse número deverá ser 100 ou menos.

Ou seja, a situação muda completamente.

E é ai que entra a necessidade de um tratamento mais agressivo. Porque, reduzir o colesterol de 180 para 160, qualquer paciente consegue isso através de dieta e atividade física, sem problema.

Agora, baixar de 180 para 100, apenas com dieta e exercício físico vai ser muito difícil. Mesmo que o paciente vire um vegetariano extremo :-), chega perto, mas acaba não chegando. Ai entra a necessidade das medicações.

Remédios para combater o colesterol

Por norma são remédios de dose única, e de posologia fácil. Os efeitos destes são depois medidos através de exames de sangue. Um mês depois de começar a tomar o remédio o paciente já tem a certeza do quanto ele está funcionando.

Ou seja, atualmente a medicina tem tudo para controlar o colesterol alto. Talvez seja o factor de risco em que a medicina tem mais armas para conseguir um controlo adequado, do que qualquer outra patologia.

Uma vez estabilizados os níveis de colesterol alto os exames devem ser repetidos a cada 6 meses, mais ou menos, de forma a observar se o paciente está bem, porque o colesterol é muito dinâmico.

O paciente quase certamente irá tomar, ou deverá tomar o remédio para o resto da vida, mas, o remédio não vai ter um carimbo “o remédio vai ser este para sempre“.

Ou seja, a dose do medicamento poderá mudar; poderá haver alguma intercorrência que obrigue a trocar de remédio; poderá mudar o perfil lipidico e aumentar mais o triglicerídeo, etc, fazendo com que por vezes exista a necessidade de acrescentar alguma droga á receita atual.

Ou seja, tudo é muito dinâmico, e o paciente deverá ser sempre monitorado. Não podemos pensar que por já termos uma receita poderemos ficar tomando esse remédio indefinidamente e sem acompanhamento médico.

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