-->Identifique alguns sintomas de distrofia simpático reflexa

Sintomas de distrofia simpático reflexa

Publicado em 27/12/2018. Revisado por Dr. Davi Marinho de Araújo (Ortopedista - CREMEC 13177 / TEOT-SBOT 12704) a 27 dezembro 2018

Os sintomas da síndrome da distrofia simpático reflexa (atrofia de sudeck) incluem dor intensa causada por queimação, variação da temperatura de pele para quente ou fria, inchaço, aumento da sensibilidade, inflamação e descoloração da pele na região afetada.

Esses e outros sintomas são divididos em quatro estágios, sendo o quarto estágio raramente experimentado pela maioria dos pacientes. A doença piora com o tempo e o indivíduo geralmente responde melhor ao tratamento quando a síndrome é diagnosticada logo na fase inicial.

Sintomas De Distrofia Simpático Reflexa

Trata-se de um distúrbio neuro-inflamatório crônico. Na maioria dos casos a distrofia simpático reflexa começa depois do indivíduo sofrer um trauma. Geralmente ocorre quando o sistema nervoso e o sistema imunológico apresentam um mau funcionamento ao responderem a um dano tecidual causado por trauma, fazendo com que os nervos enviem sinais constantes de dor ao cérebro.

Uma das características melhor compreendidas do distúrbio é o que ocorre em cada um dos seus estágios.

Alguns dos sintomas mais contundentes da síndrome em seus estágios iniciais incluem: inicialmente o indivíduo recebe uma lesão ou sofre um grande trauma – numa perna e pé ou num braço e mão, que recebe o nome de fase aguda aos indivíduos que desenvolvem uma dor em forma de queimação ao redor do local afetado, geralmente um membro.

O simples toque na área pode aumentar a dor e a pele também pode se tornar fria ou quente a intervalos regulares.

Entenda que, estes sintomas por si só já justificam o indivíduo consultar um médico sobre a probabilidade de um diagnóstico de distrofia simpático reflexa.

Sempre que ocorre uma lesão ou trauma, a lesão com o tempo melhora, no entanto, os indivíduos acometidos pela condição percebem que as suas expectativas normais de recuperação não serão atingidas. Em outras palavras, a lesão continua a doer muito mais do que deveria.

Os sintomas da distrofia simpático reflexa pioram drasticamente à medida que o paciente progride para a fase 2 ou a fase distrófica.

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A dor torna-se extrema e por vezes tocar a área lesada aumenta dramaticamente o desconforto. Outros sintomas físicos da síndrome na fase distrófica incluem a formação de sulcos nas unhas e a descoloração da pele, ocorrendo algumas vezes sintomas mentais e emocionais como depressão, irritabilidade e perda de memória.

Durante a fase atrófica ou no estágio 3, a dor continua e a pele ao redor da área dolorida pode ficar fina ou parecer
brilhante.

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Um outro sintoma nesta fase é a disseminação da dor para áreas anteriormente não afetadas. As pessoas também podem sofrer reduções na sua capacidade de se mover.

Os estágios 4 geralmente não duram mais de um ano mas o estágio 3 pode durar vários anos.

Os pacientes muitas vezes tentam várias intervenções que acabam interrompendo a progressão da doença. Se o estágio 4 ocorrer, os órgãos e outras partes do corpo podem ser massivamente afetados. Ás vezes a amputação é considerada quando a localização original da lesão foi um membro.

As pessoas que experimentam os sintomas da distrofia muitas vezes se sentem desencorajadas e acham difícil lidar com ela nos estágios posteriores, podendo ficar completamente incapacitadas pelo transtorno.

Uma vez que o tratamento mais bem sucedido é aquele que ocorre logo na fase inicial da doença é muito importante o indivíduo receber o diagnóstico logo desde o cedo.

Fique alerta

Não existe um padrão específico para diagnosticar a síndrome de dor regional complexa. Sempre que uma dor piorar, não melhorar, ou se a dor for mais grave do que se poderia esperar da lesão original, é caso para o paciente e médico pensarem nesta síndrome.

Procure pelos seguintes sinais:

  • Um dor que é descrita como profunda, dolorosa, fria, ardente e / ou aumento da sensibilidade da pele.
  • Uma lesão inicial ou evento traumático, como entorse, fratura, pequena cirurgia, etc, que não deve causar dor tão intensa quanto a experiência, ou quando a dor não diminui.
  • Dor (moderada a grave) associada a alodinia, isto é, uma dor causada por algo que não deve causar dor, como o simples toque da roupa ou durante o banho.
  • Dor contínua (moderada a grave) associada a hiperalgesia, isto é, um aumento da sensibilidade a uma estimulação dolorosa).
  • Inchaço anormal na área afetada.
  • Crescimento anormal de cabelo ou unhas.
  • Alterações anormais na cor da pele.
  • Temperatura anormal da pele, isto é, um lado do corpo é mais quente ou mais frio que o outro em mais de 1 ° C.
  • Suor anormal na área afetada.
  • Limitação de movimento, fraqueza ou outras desordens motoras, como paralisia ou distonia.
  • Os sintomas e sinais podem aumentar e diminuir.
  • Pode afetar qualquer pessoa, mas é mais comum em mulheres, com um aumento recente no número de crianças e adolescentes que são diagnosticados.

Tenha em mente que esta informação não pretende ser um conselho médico, nem um substituto para o diagnóstico realizado um profissional de saúde qualificado.

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Sinônimos da síndrome: algodistrofia, causalgia, síndrome ombro-mão, neuroalgodistrofia, distrofia simpática pós-traumática e Síndrome Dolorosa Complexa Regional.

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Nota: O Educar Saúde não é um prestador de cuidados de saúde. Não podemos responder a perguntas de saúde ou aconselhá-lo nesse sentido.
Autores
Dr. Davi Marinho de Araújo (Ortopedista - CREMEC 13177 / TEOT-SBOT 12704)

Ortopedista e Traumatologista - CREMEC: 13177 TEOT(SBOT): 12704

O Dr. Davi Marinho de Araújo realizou a sua Graduação na Universidade Federal de Campina Grande, terminando o curso em 26 de abril de 2008. R. Aprigio Veloso, 882-Bodocongó Campina Grande PB (83) 2101 1000

Residência Médica

Ortopedia e Traumatologia : Serviço de Ortopedia e Traumatologia do Hospital Getúlio Vargas (2009,2010,2011) Av.Gen. San Martin-Cordeiro Recife-PE 50630-060.

Membro titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) - TEOT: 12704

Membro titular da Associação Brasileira Ortopédica de Osteometabolismo (ABOOM), e do Comitê de Doenças Osteometabólicas da SBOT.

Treinamento em cirurgia de Pé e Tornozelo no serviço de Ortopedia e Traumatologia da Clínica Alemana de Santiago-CH, International intership program at Traumatology Department, ankle and foot Unit with MD Cristian Ortiz as tutor.

Treinamento na Especialidade

CURSO INTERNACIONAL AO-HASTES INTRAMEDULARES, realizado no Windsor Barra Hotel Rio de Janeiro RJ, 20 a 21 de maio de 2009.

AO PRINCIPLES OF FRACTURE TREATMENT COURSE, realizado em Fortaleza CE , de 4 a 6 de agosto de 2011.

CURSO AO TRAUMA PE E TORNOZELO, realizado em INDAIATUBA SP, de 24 a 26 de ABRIL de 2014.

CURSO AO TRAUMA AVANÇADO, realizado em RIBEIRAO PRETO SP , de 19 a 22 de AGOSTO de 2015.

Atividades laborais

Hospital Antonio Prudente, Fortaleza CE, atendimento clínico e procedimentos cirúrgicos, departamento de ortopedia e traumatologia, serviço de pé e tornozelo.

Membro titular do comitê de Ética Médica do Hospital Antonio Prudente, Fortaleza - CE, eleito para o atual biênio por processo eleitoral.

Hospital Gastroclinica, Fortaleza CE, atendimento clínico em emergência e procedimentos cirúrgicos.

Governo do Estado do Ceará , Policlínica Regional de Caucaia, médico ortopedista e traumatologista aprovado em concurso público.

Consultório Vittacura: Av Desembargador Moreira, 760 Meireles - Centurion Business Center - sala 809.

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