Sintomas de Hiperatividade

Os sintomas de hiperatividade são a chave para que este problema seja identificado e adequadamente tratado.

Esta doença é uma doença de que se começou a falar apenas mais recentemente. Durante muitos anos houve tendência simplesmente para achar que as crianças eram mal educadas e irrequietas por motivos de educação ou ambiente familiar, mas isso veio mudar nos últimos anos.

Descobriu-se que afinal há uma coisa para a inquietude e impulsividade dos mais novos, e essa causa é na verdade uma doença, a hiperatividade.

Esta doença tem origem hereditária, e reflecte-se logo nos primeiros anos de vida, embora se faça notar um pouco por todas as idade. Nota-se mais na infância até porque nessa idade as crianças têm menos capacidade de controlar os sintomas deste problema.

Deveremos sempre estar atentos aos sinais deste problema, e nesse sentido verificarmos se a nossa criança apresenta alguns ou todos os seguintes sintomas:

  • Inquietude: incapacidade da criança em conseguir estar quieta, movimentos constantes sem aparente nexo ou objectivo;
  • Falta de concentração: a criança não consegue concentrar-se numa tarefa e terminá-la de acordo com as instruções que lhe são dadas. Muitos motivos, por mais simples que sejam, podem ser suficientes para a distrair daquilo que está a fazer;
  • Falta de persistência: incapacidade da criança em terminar as tarefas quando sente que estas lhe poderão eventualmente exigir mais esforço, procurando desistir e fazer outras coisas;
  • Aborrecimento: a criança tende a aborrecer-se com muita facilidade, o que tem impactos ao nível intelectual, e nomeadamente ao nível da auto-estima;
  • Fingimento: a criança tende a fingir coisas como surdez de forma a não respeitar ordens que lhe são dadas ou repreendimentos;
  • Impulsividade: a criança tende a ser impulsiva, não pensando nas consequências das suas atitudes;
  • Falta de atenção: neste caso a criança demonstra não prestar atenção ao que está a fazer ou ao que lhe estão a fazer. Tende mesmo a esquecer-se do que estava a fazer ou tem para fazer.

Estes sintomas devem ser acompanhados com cuidado, até porque a presença de alguns não significa necessariamente que a criança seja hiperativa. No entanto, no caso de dúvida deveremos procurar um especialista na área, e se necessário, iniciar algum tipo de tratamento.