-->Dor no útero: sintomas e o que pode ser

Sintomas de que o útero pode estar doente

Publicado em 23/01/2019. Revisado por Dr Wesley Timana (Ginecologista e Obstetra - CRM-PR -30998) a 23 janeiro 2019

O útero por vezes desencadeia sintomas de dor e desconforto que normalmente estão relacionados a problemas de pequena gravidade. O corrimento vaginal amarelo por exemplo, não é motivo para pânico. O mesmo se aplica a outros aspectos, como sensações dolorosas ao urinar ou uma coceira insistente.

Esses e outros sinais semelhantes podem decorrer de algum processo inflamatório nos ovários ou no útero. Se a causa se resumir a isso, tudo bem. Contudo, as origens do desconforto no útero podem estar ligadas a patologias mais preocupantes, como os temidos tumores malignos.

Riscos como esse justificam a necessidade da mulher consultar o ginecologista com frequência. O ideal é a mulher ser examinada, pelo menos, duas vezes por ano.

Em muitos casos, o sucesso da abordagem terapêutica (que por vezes exige cirurgia) está dependente da fase (precoce ou avançada) em que a patologia é diagnosticada.

Sintomas De Que O útero Pode Estar Doente

7 Sintomas de alterações no útero

Para saber se o útero pode estar doente, a mulher precisa ficar atenta a esses 7 sintomas:

  • 1. Dores ao longo do canal uterino resultante da penetração do pênis durante o ato sexual;
  • 2. Excesso de idas ao banheiro para urinar;
  • 3. Sangramentos e cólicas em intervalos não correspondentes aos do ciclo da menstruação — mulheres que não menstruam também precisam se atentar a isso;
  • 4. Corrimento vaginal em volume frequente — com alguma coloração atípica (esverdeada, amarronzada ou amarela) e odor pútrido;
  • 5. Expansão do volume da região abdominal — acompanhado ou não de incômodos nas costas;
  • 6. Dores na área compreendida entre o umbigo e a região do púbis;
  • 7. Coceira e intumescimento na região vaginal — podem ser seguidos de vermelhidão.

A atenção a estes sintomas deve ser redobrada, já que, além do risco de câncer, a mulher também está sujeita a desenvolver outras complicações graves. Dois exemplos comuns são a gravidez ectópica e a impossibilidade de engravidar.

Na presença de algum dos sintomas indicados é importante a mulher procurar ajuda médica imediata, não deixando passar mais de 7 dias.

O que pode causar dor no útero

A dor no útero geralmente é consequência de um processo inflamatório na região uterina. Ela tende a piorar no decorrer do ciclo menstrual. É nesta fase que a região do útero incha, enquanto as paredes uterinas se modificam.

Por vezes estas modificações no interior do útero ocorrem devido à endometriose ou a doenças bacterianas. Obviamente, cada doença precisa ser tratada de acordo com as suas características.

Independentemente da verdadeira origem das dores uterinas, a mulher deve prestar atenção ao tempo de permanência desse incômodo. Caso a mulher não esteja menstruada, mas manifeste esse mal-estar por um período superior a 3 dias, é fundamental realizar um exame ginecológico.

Os quadros que evoluem para câncer são ainda mais delicados, uma vez que são assintomáticos (não apresentam dores). Um teste simples que ajuda no diagnóstico precoce de um tumor maligno é o exame papanicolau.

As Doenças mais comuns no útero

A detecção dos sintomas geralmente associados a problemas no útero facilita o diagnóstico das seguintes doenças:

  • Adenomiose — causa uma expansão das dimensões uterinas devido à ocupação do tecido oriundo do endométrio e de glândulas;
  • Cervicite — processo infeccioso que atinge a região do colo uterino;
  • Polipo uterino — proliferação de células nas paredes uterinas;
  • Mioma — trata-se de um tumor benigno caracterizado pelo aumento do útero;
  • Câncer cervical — esse é o tumor maligno que acomete o colo do útero. A origem dele está ligada ao HPV (papiloma vírus humano).

O maior obstáculo no diagnóstico destas doenças é a semelhança dos sintomas que apresentam.

Exames que ajudam a identificar a causa

A precisão do diagnóstico depende da perícia de observação do ginecologista durante a observação das partes que integram a área íntima da mulher.

Dependendo dos sintomas destacados pela mulher, podem ser realizados os seguintes exames:

  • exame especular,
  • toque vaginal,
  • teste Papanicolau,
  • ecografia,
  • ressonância magnética.

Após a introdução de um especulo na vagina, o médico o leva até o útero. Lá, é necessário coletar uma amostra celular do colo uterino. Em seguida, a amostra é submetida a uma análise laboratorial. O especulo também pode ser usado para verificar a existência de sangramentos internos ou secreções.

Outro procedimento de diagnóstico importante é o toque vaginal. Neste caso, o ginecologista insere dois dedos no interior da vagina. Simultaneamente, ele repousa a outra mão na região abdominal. O objetivo do exame é identificar se o quadro está relacionado com a DIP (doença inflamatória pélvica) ou a endometriose.

Existem depois outros exames mais técnicos, como a ressonância magnética e a ultrassonografia.

É importante ressaltar que a quantidade de exames varia de acordo com o relato sintomático da paciente.

Alterações do útero na gravidez

No decurso da gestação, a região uterina também pode exibir modificações. Em alguns casos, o problema limita-se à região vaginal. Como os tratamentos prescritos para gestantes apresentam algumas limitações, é preciso avaliar bem os medicamentos a serem adotados.

Ao menor sinal de que o útero pode estar doente, é importante a mulher consultar o ginecologista.

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Autores
Dr Wesley Timana (Ginecologista e Obstetra - CRM-PR -30998)

Ginecologista e Obstetra - CRM-PR -30998

O Dr. Wesley Jose Timana Yovera é um médico jovem e carismático formado pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná com especialização em ginecologia e obstetrícia pela Santa Casa de Misericórdia de Curitiba.

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Registro de Qualificação de Especialista (RQE nº 20428).

Desenvolveu já no início da sua carreira o Espaço Timana - uma clínica voltada ao atendimento de excelência. Sempre multiconectado e influente no Facebook e Instagram, possui mais de 3 milhões de visualizações no YouTube, com vídeos que trazem ao público informação de qualidade dentro do universo feminino.

Selecionado por diversos projetos como médico do futuro sempre assiste as mulheres com respeito, carinho e atenção. É adepto da Slow Medicine (Medicina Sem Pressa) - uma forma humanizada de fazer medicina que aproxima pacientes e profissionais da saúde.

Com registro no Conselho Regional de Medicina do Paraná n° 30.998, atende atualmente em consultório particular, Av. Visconde de Guarapuava, 2764 - Centro - Curitiba - Tel. (41) 3503-9333 / 9.9995-5117.

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