Soja e cancro da mama

O consumo de soja e o cancro da mama

A maioria dos estudos publicados relacionando o consumo de soja com o cancro da mama apresentaram algumas falhas na avaliação da ingestão de soja e nem sempre foram considerados alguns efeitos paralelos que poderiam influenciar os resultados. Um grupo de investigadores das Universidades do Sudoeste da California e de Minnesota procurou prestar especial atenção em estudos que avaliassem completa e correctamente o consumo de soja e tivessem em conta factores paralelos nas análises à população-alvo.

Foi então feita uma meta-análise de 8 estudos sendo que 1 era de cohort e 7 de caso-controlo. Estes tinham tido como alvo populações asiáticas com elevados consumos de soja. Verificou-se que os valores mais baixos de ingestão (≤5mg de isoflavonas por dia) representavam um risco intermédio e os consumos mais elevados (20mg de isoflavonas por dia) associavam-se com um risco mais baixo.

No entanto, nos 11 estudos realizados em populações ocidentais com baixos consumos de soja (em média 0,15 a 0,8mg de isoflavonas por dia) não tinha sido encontrada qualquer relação com o risco de cancro da mama.

Com esta avaliação os investigadores assumiram que o consumo de soja poderá ter um efeito protector em populações asiáticas mas não necessariamente noutras.

Referência:

Wu A et al. (2008) Epidemiology of soy exposures and breast cancer risk. British Journal of Cancer 98:9-14.