Stress no Check In

Revisado por Equipe Editorial a 13 janeiro 2018

Mau Comportamento a Bordo.

Filas intermináveis de check-in, stress, adiamentos de voo e a hipótese de passar algumas horas sem poder fumar um cigarro tiram qualquer um do sério. Mas em casos normais, os nossos brandos costumes levam-nos a tentar minimizar a situação lendo um livro, ouvindo boa música ou simplesmente conversando com o parceiro do lado.

No entanto, há quem rejeite esta ideia e opte por passar o tempo a beber e a “chatear” o pessoal de cabina. Passageiros com comportamentos violentos e menos educados a bordo de um avião são um problema universal. Não escolhe geografias, sexos, idades ou naturalidades.

Apesar de todas as iniciativas a nível de cada país para resolver o problema, este tem de ser resolvido a um nível global, que sirva o bem-estar e a segurança de todos os que viajam de avião, seja na Europa, América ou em qualquer outro continente. Esta solução pode passar por um protocolo a partir da Convenção de Tóquio, assinada em 1963, ou pela adopção de qualquer outro documento globalmente aceite.

A Convenção de Tóquio consta de um tratado multilateral que versa as “Ofensas e outros actos cometidos a bordo de um avião” e já foi adoptada por 170 países. Os outros actos aqui referidos dizem respeito a ofensas verbais ou corporais, que possam colocar em causa a ordem e segurança do voo e dos passageiros transportados.

Por certo que alguém, já assistiu ou ouviu falar daquele passageiro que perturbou a ordem do voo só porque embirrou que não tinha pedido este ou aquele lugar, ou porque teria solicitado um lugar de fumador(nos voos onde ainda se pode fumar) que não lhe fora atribuído.

Mas não só… alguns esquecem-se que se podem distrair durante o voo ouvindo música ou lendo um livro e não fazem por menos: afogam as mágoas com álcool, o pior inimigo de quem se encontra aquela altitude, com o baixo teor de oxigénio existente. As companhias aéreas admitem que estes casos quando ocorrem são extremamente perigosos e podem pôr em causa a segurança de todos os passageiros a bordo e do staff.

Mas, afinal, o que provoca tamanha violência e falta de bom senso nos passageiros? Uma questão difícil de responder se tivermos em conta que são diversas as causas possíveis. Estas podem ir desde os simples atrasos no voo ao excesso de tempo que demorou o check-in, passando pelo stress da própria viagem até ao álcool em excesso ou até á simples proibição de fumar.

Até ao momento, apenas a Inglaterra a alguns Estados dos EUA possuem legislação própria para combater estes casos, ao passo que algumas companhias têm ainda legislação interna que regula todas estas situações, ajuda o pessoal de terra e do ar a prevenir, a lutar contra as situações e dá suporte a todas as decisões tomadas.

Apesar de não existir legislação a nível nacional específica sobre estes casos, a Transportadora Aérea Portuguesa (TAP) conseguiu criar um documento interno que regula esta matéria, explica como actuar em cada caso e apoia todas as decisões tomadas dentro e fora dos aviões pelos trabalhadores desde que estes sigam as normas aplicadas.

Para dar confiança a todo o pessoal de terra e ar e aprovar todas as suas decisões nesta matéria, o documento sublinha ainda “o apoio e suporte da Companhia nos casos em que os trabalhadores sejam solicitados a usar a autoridade conferida para implementar esta política, o que inclui a garantia de apoio jurídico, representação, pagamento de deslocações a tribunal, bem como assistência médica e psicológica”.

Em caso de dúvida do pessoal de terra em relação a um passageiro, o documento aconselha a consulta ao comandante e ao supervisor de cabina ou chefe de cabina para decidir qual a melhor decisão a tomar em cada um dos casos. 

Mas para começar e prevenir o problema em terra, evitando levá-lo para bordo do avião, é necessário tomar medidas que tenham um efeito dissuador neste tipo de passageiros. Por exemplo, mostrar-lhes com toda a clareza que serão punidos no âmbito desta ou daquela lei e que incorrem numa pena tal se praticarem este ou aquele acto. Isto é precisamente o que acontece em Inglaterra, com folhetos informativos sobre a segurança a bordo e todas as proibições e coimas aplicáveis.