Taxa de Sucesso dos Implantes Dentários

Revisado por Equipe Editorial a 13 janeiro 2018

A taxa de sucesso dos Implantes Dentários ronda os 98%.

Com a evolução que se tem vindo a verificar no universo dos Implantes dentários, cada vez mais fácil é ter acesso a uma alternativa que consiga eficazmente simular todas as características das raízes naturais dos dentes.

Consistindo em estruturas cónicas em titânio puro, os implantes funcionarão como suporte para as próteses dentárias que terão como objectivo substituir os dentes perdidos.

Ao contrário das crenças populares, poucos são os riscos oferecidos por este simples procedimento, que hoje em dia possui já uma taxa de sucesso a rondar os 98%.

Implante Dentário Imagens Antes e Depois

Os Implantes dentários representam a opção ideal para indivíduos que não podem utllizar próteses removíveis, ou que, simplesmente, procurem uma alternativa mais segura e viável do que as tradicionais próteses dentárias.

Por muito útil que uma prótese removível se possa revelar, a verdade é que jamais conseguirá simular as características dos dentes naturais com a mesma eficácia de um implante, sendo, por isso, uma opção que apresenta tendência para cada vez mais vir a cair em desuso e a perder terreno para alternativas tecnologicamente mais avançadas, como é o caso do Implante dentário.

Os Implantes dentários não constituem uma solução de fácil acesso, na medida em que, não só possuem preços verdadeiramente elevados, como também ainda não são comparticipados pelo Plano Nacional de Saúde.

No entanto, e apesar de todos os entraves financeiros, a procura de Implantes dentários por parte dos Portugueses tem aumentado cerca de 20% anualmente, o que só vem comprovar que cada vez mais pessoas começam a reconhecer esta como a opção mais viável a que poderão ter acesso para a recuperação de toda a sua estrutura dentária.

Sendo ligeiramente rosqueadas, estas estruturas cónicas inserem-se facilmente nas gengivas, oferecendo assim uma estabilidade inabalável, que contribuirá para que possa mastigar livremente qualquer tipo de alimento sem correr o risco de ver os seus implantes a caírem, coisa que, ocasionalmente, costuma acontecer com as dentaduras convencionais, e contribui para dificultar a execução de muitas tarefas que poderiam facilmente ser executadas através da utilização dos dentes naturais.

Com os implantes, as probabilidades de vir a experienciar quaisquer tipos de problemas são praticamente nulas, daí serem tão bem recomendados por especialistas da área.

Apesar de não ser muito doloroso, pois é efectuado sob o efeito de anestesia, este procedimento poderá revelar-se relativamente complexo, na medida em que é composto por 4 sessões:

A inserção do implante na gengiva, a preparação do molde, o teste dos materiais e a colocação da coroa sobre o implante.

Dependendo muito da densidade óssea do paciente, poderá surgir a necessidade de ser submetido a mais sessões.

Apesar de serem raros os casos onde é sentida qualquer tipo de dor significante, uma pequena percentagem das pessoas mais sensíveis poderá sentir algum desconforto no decorrer de todo o processo.

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Geralmente, o nível de sucesso de um implante calcula-se através da evolução do mesmo durante os primeiros 2 meses.

Se não se verificarem quaisquer reacções adversas durante esse período, então as probabilidades do implante vir a manter-se estável entre 15 a 20 anos são muito elevadas.

Apesar desta estimativa, existem já casos de implantes que ultrapassaram os 30 anos de estabilidade permanente.

Ainda que muito remota, existe sempre uma pequena probabilidade de insucesso, que poderá dar-se sob o efeito de uma reacção inflamatória.

Em casos como esse, o implante poderá ser removido com imensa facilidade.

Ao contrário do que acontece com a maioria das pessoas, as taxas de sucesso entre fumadores são “apenas” de 85%.

Isto deve-se ao facto da nicotina poder ser aspirada pela a boca, o que contribuirá para dificultar todo o processo de cicatrização.

Ainda assim, esta taxa de sucesso irá variar imenso consoante o número de cigarros fumados diariamente, sendo que apenas em fumadores mais extremos os perigos se tornam mais expressivos, como é o caso de quem fuma mais de 10 cigarros por dia.

Para que as probabilidades de fracasso possam ser eficazmente reduzidas é importante que o paciente informe o seu médico de todos os hábitos do seu dia-a-dia que se possam revelar passíveis de colocar em risco o decorrer de todo o processo.

Dessa forma, o médico responsável terá a oportunidade de adaptar da melhor forma todo o procedimento à condição pessoal do paciente.