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Conheça os diferentes Tipos de descolamento de retina

Publicado em 29/11/2018. Revisado por Dr Eduardo Pantaleao Sarraff (Oftalmologista - CRM 124715) a 11 dezembro 2018

Existem três diferentes tipos de descolamento de retina: regmatogênico, tracional e exsudativo ou seroso. O tipo mais comum é o regmatogênico, causado por rupturas. Neste artigo vamos conhecer um pouco sobre cada um deles, suas características e causas.

Descolamento De Retina

Tipos de descolamento de retina

Descolamento tracional

Esse tipo de descolamento de retina é o mais comum entre os diabéticos — principalmente se a corrente sanguínea permanecer com elevados índices de glicose durante muito tempo.

Pacientes que apresentam processos inflamatórios intraoculares ou tromboses também estão sujeitas a sofrerem esse tipo de descolamento.

Esse descolamento é caracterizado pelo aparecimento de vasos sanguíneos defeituosos e pela ocorrência de inflamações. Esses novos vasos formam membranas contráteis que tracionam as camadas neurossensoriais da retina. Além disso danificar a retina, também provoca o desprendimento do epitélio pigmentar.

Descolamento exsudativo ou seroso

Esse descolamento não é causado pelo rompimento da membrana da retina, mas devido a um acúmulo fluídico. Em certas situações, marcadas pelo aparecimento de tumores ou inflamações, até hipertensão arterial grave, ocorre uma acúmulo de líquido no espaço subretiniano, através de dano no epitélio pigmentar da retina. A pressão que o líquido exerce sobre a região culmina no descolamento de retina neurossensorial.

Descolamento regmatogênico da retina (DRR)

Variação mais frequente, esse descolamento de retina costuma ocasionar maior desconforto. Para se ter uma ideia, 1 em cada 10 mil indivíduos se torna vítima do problema por  ano.

Esse descolamento é caracterizado pelo rompimento da membrana, resultado do surgimento de orifícios ou rasgos. No entanto, sempre é bom lembrar que essa fissura na retina não leva, necessariamente, ao descolamento. O problema pode surgir pelo extravasamento do corpo vítreo, que passa a ocupar o local que fica entre o epitélio pigmentar e a retina.

Uma das causas dos orifícios mencionados é o processo de atrofiamento da retina — uma das consequências da idade avançada. Isso favorece o extravasamento do humor vítreo. No entanto, observe que o problema não é exclusivo das pessoas da terceira idade. Assim, estão incluídos no grupo de risco os indivíduos que:

  • Tenham familiares com o mesmo problema de descolamento de retina;
  • Antecedente de descolamento de retina no outro olho;
  • Sofram de miopia severa — a chamada alta miopia;
  • Tenham sido operados para remover a catarata;
  • Tenham sofrido traumas ou lesões nos olhos ou em alguma região do rosto próxima deles.

O Descolamento Da Retina é Uma Condição Séria

Os buracos

Na maioria das vezes, esses buracos são provocados pela influência de processos degenerativos, que podem estar ligados ao envelhecimento do organismo ou a transtornos do globo ocular. Caso a retina tenha trechos mais delgados ou vulneráveis, maior será a probabilidade de rupturas.

A ruptura

Em geral, a ruptura está atrelada ao deslocamento súbito do corpo vítreo, efeito decorrente de um atrito sobre a retina. Os rasgos costumam estar vinculados a traumatismos cranianos ou a danos acentuados nos globos oculares.

Rotura e descolamento

Apenas o rompimento da retina, igualmente chamado de rotura, pode ser insuficiente para que haja um descolamento da referida membrana. Apesar disso, o número de casos de descolamentos envolvendo os casos de rasgadura na retina é significativo. Por isso, é imprescindível tratar a ruptura da retina. Para conhecer alguns tratamentos disponíveis consulte o artigo 4 opções de Tratamento para Descolamento de retina.

Caso o corpo vítreo, independentemente da razão, desprenda-se da retina, o fluído cria um atrito sobre a retina e, com isso, pode ocasionar uma ruptura. O problema pode ser oriundo de processos inflamatórios, casos graves de miopia, outras enfermidades ou traumas.

Normalmente, o indivíduo apresenta leves transtornos visuais, causados por manchas ou flashes, mas não chega a reclamar de dores.

O tratamento da rotura varia conforme o localização, tamanho e da origem do problema. No geral, o paciente é submetido à crioterapia ou à fotocoagulação com laser. O descolamento, por sua vez, exige uma intervenção cirúrgica, pois abrange um nível mais grave, que pode, inclusive, culminar na perda da visão.

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Referências
Autores
Dr Eduardo Pantaleao Sarraff (Oftalmologista - CRM 124715)

Oftalmologista - CRM 124715

O Dr Eduardo Pantaleao Sarraff é Oftalmologista, especialista em Cirurgia Refrativa e Catarata. Além disso possui:

- Graduação em Medicina - Universidade Federal de São Paulo, UNIFESP/EPM - 2006.

- Residência em Oftalmologia – Universidade Federal de São Paulo - 2010.

- Titulo de Especialista em Oftalmologia pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia e Associação Médica Brasileira - 2010.

- Especialização de Catarata – Universidade Federal de São Paulo - 2011.

- Pós-Graduação Lato Sensu em Cirurgia Refrativa – Faculdade de Medicina do ABC - 2013.

Médico colaborador e orientador cirúrgico do setor de Catarata do Departamento de Oftalmologia da Unifesp.

Endereço: Alameda dos Maracatins,780 sala 904 Moema, São Paulo-SP - Tel: (11) 5051-2722 /(11) 957417800

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