-->Tratamentos para Candidíase na Mulher

Tratamento para Candidíase

Publicado em 15/12/2018. Revisado por Drª Camille Rocha Risegato (Ginecologista e Obstetra - CRM SP-119093) a 15 dezembro 2018

O tratamento para candidíase geralmente é realizado através da administração de medicamentos antifúngicos, em forma de comprimidos, cremes, pomadas ou supositórios que são inseridos na vagina. No entanto, embora muitos desses remédios estejam disponíveis sem receita médica, a mulher grávida com candidíase vaginal não deve usar fluconazol sem orientação médica, pois o fármaco pode pode fazer mal ao bebê.

Provocada pelo fungo Candida, a candidíase é uma doença muito comum entre as mulheres, principalmente quando ela ataca a vagina. A terapia costuma ser medicamentosa, com compostos capazes de combater as ações do fungo causador do problema. Esse tipo de tratamento para candidíase pode ser tanto pela via oral quanto pela tópica. No primeiro caso, a paciente deve ingerir comprimidos, enquanto que no segundo ela precisa aplicar uma pomada.

Caso a paciente seja atendida primeiramente por um clínico geral, ela será direcionada a um médico especialista: o ginecologista. Caso tenham contato sexual desprotegido com uma mulher contamina, os homens também podem adquirir a candidíase. Eles precisam se tratar com um urologista.

Com relação aos medicamentos tópicos recomendados, o paciente pode utilizar os seguintes:

  • nistatina;
  • cetoconazol;
  • fluconazol.

Geralmente, o período de uso dessas substâncias (indicadas para mulheres e homens) não ultrapassa as duas semanas. No entanto, é necessário prestar atenção às orientações médicas, que podem variar conforme cada caso.

Tratamento Para Candidíase

Tratamento caseiro para candidíase

Assim como em outras doenças, o tratamento caseiro também tende a ser benéfico durante a cura da candidíase. Tudo começa com uma mudança dos hábitos alimentares.

É necessário diminuir o nível de acidez e de açúcar do sangue. Para isso, é recomendável tomar bastante suco de limão aromatizado e usar muita salsinha para temperar os alimentos.

Em uma salada simples de alface, convém acrescentar pepino, por exemplo. Outros alimentos que melhoram o aroma dos pratos e ainda aceleram a cura da candidíase são:

  • tomilho;
  • alho;
  • cebola;
  • orégano.

No meio da tarde ou no fim do dia, é aconselhável preparar um chá de gengibre. Se preferir, você pode variar a infusão com erva de poejo. Também é interessante adicionar cerca de 2 gotas de própolis, substância que ajuda no aprimoramento da imunidade corporal. Como lanche no meio da tarde, uma dica é comer um punhado de sementes de abóbora.

Na hora de escolher o óleo de preparo da comida, vale a pena priorizar o óleo de coco. Se o paciente não conseguir consumir nenhuma bebida sem açúcar, ele deverá usar stevia. Afinal, é necessário evitar o açúcar ao máximo.

Caso o paciente goste de consumir algum suplemento natural (iogurte, por exemplo), ele pode adicionar uma pequena quantidade de levedura de cerveja. O iogurte natural ajuda a manter o organismo e a flora vaginal muito mais equilibrados.

Lembre-se que é preciso diminuir a concentração de glicose no corpo. Portanto, durante o tratamento da candidíase é preciso diminuir a ingestão de frutas muito doces. Na hora de comer uma maçã, por exemplo, prefira a versão verde da fruta. Usando o mesmo raciocínio, é preciso evitar bananas muito maduras. O abacate é uma boa alternativa de fruta.

Essa estratégia alimentar é embasada na quase eliminação total de alimentos açucarados. Portanto, a paciente não deve comer:

  • balas;
  • sorvete;
  • mousse de chocolate;
  • brigadeiro.

Um tratamento caseiro mais específico para candidíase pode ser feito com um absorvente interno, o qual será inserido na vagina após ser imerso em iogurte natural. Para que o procedimento surta o efeito desejado, a mulher deve deixar o absorvente agir por cerca de 3 horas.

Cuidados no tratamento para candidíase

Como em qualquer outra terapia, o tratamento desse tipo de infecção exige o cumprimento de algumas medidas, como:

  • ingerir grandes volumes de água;
  • manter bons hábitos de higienização na região da vagina, deixando-a livre de umidade;
  • priorizar o consumo de legumes, frutas e hortaliças;
  • consumir a menor quantidade possível de antibióticos;
  • transar somente com camisinha;
  • não consumir alimentos ricos em gordura e bebidas alcoólicas.

Todo esse conjunto de ações é útil tanto na prevenção quanto no tratamento da candidíase. Além disso, esses hábitos podem ser realizados por pessoas de qualquer faixa etária e sexo.

Tratamento para candidíase recorrente

Infelizmente, a candidíase é uma doença que costuma ser reincidente. A melhora do sistema imunológico é vital para evitar esse retorno. Caso a doença reapareça, é preciso prestar atenção à motivação dessa volta.

Em alguns casos, a recorrência se deve a determinado antibiótico. Se a suspeita for confirmada, o consumo do medicamento deve ser imediatamente interrompido.

Além dos fatores medicamento e debilidade da imunidade do organismo, a existência de patologias severas também são uma possível causa da candidíase recorrente.

Algumas dessas doenças são a leucemia e o diabetes. Naturalmente, cada uma delas deve receber uma terapia específica para que sejam curadas ou amenizadas.

Tratamento para candidíase na gravidez

O objetivo desse tratamento consiste em diminuir ao máximo a probabilidade do feto ser contaminado pelo fungo responsável pela candidíase. Esse risco está vinculado à realização do parto normal. Para isso, a terapia é realizada antes que a mulher dê à luz.

Durante a fase de gestação, a candidíase é uma doença muito frequente. Isso acontece porque, nesse período, as funções desempenhadas pelo sistema imunológico da mulher ficam bem comprometidas. Esse é o ambiente ideal para a proliferação de variados fungos, como a Candida.

Nessa fase delicada da vida da mulher, os medicamentos normalmente usados para combater a candidíase são:

  • oxiconazol;
  • nistatina;
  • terconazol;
  • anfotericina.

Sinais de melhora

Conforme o corpo inicia o processo de combate à candidíase, ele emite alguns sinais de melhora. No caso da candidíase genital, esse prenúncio de cura se manifesta por meio da normalização da cor do corrimento vaginal. Simultaneamente, deve haver uma redução desses sintomas:

  • sensação de coceira — a qual pode atingir níveis insuportáveis para a mulher na região íntima;
  • aspecto avermelhado;
  • intumescimento da região afetada.

No caso da candidíase intestinal, a recuperação do paciente é medida pela:

  • melhora do fluxo do intestino;
  • fortalecimento do corpo e reaquisição da disposição física.

Sinais de piora

Também existe o risco de os sintomas da doença se agravarem, em vez de se serem amenizados. Caso o quadro da paciente piore, ela tende a exibir:

  • náuseas acompanhadas por vômitos;
  • estado de febre elevada;
  • calafrios;
  • falta de apetite;
  • dores acentuadas na região do abdômen.

Se esses sintomas persistirem, a paciente deve ser encaminhada rapidamente para o consultório médico. Cabe ressaltar que, desde que as orientações sejam seguidas corretamente, o tratamento para candidíase costuma ser bem eficaz.

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Nota: O Educar Saúde não é um prestador de cuidados de saúde. Não podemos responder a perguntas de saúde ou aconselhá-lo nesse sentido.

Referências
  • Candidiasis Treatment & Management
    https://emedicine.medscape.com/article/213853-treatment
  • Yeast infection (vaginal) – Diagnosis and treatment – Mayo Clinic
    https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/yeast-infection/diagnosis-treatment/drc-20379004
  • Guidelines for Treatment of Candidiasis – Oxford Academic
    https://academic.oup.com/cid/article/38/2/161/286280
Autores
Drª Camille Rocha Risegato (Ginecologista e Obstetra - CRM SP-119093)

Ginecologista e Obstetra - CRM SP-119093

Dra Camille Vitoria Rocha Risegato - CRM SP nº 119093 é formada há 14 anos pela Fundação Técnico Educacional Souza Marques, Rio de Janeiro.

Dra Camille mudou se para São Paulo onde realizou e concluiu residência médica em Ginecologia e Obstetrícia (RQE nº 25978) no Centro de Referência de Saúde da Mulher no Hospital Pérola Byington em 2007.

Em 2008 se especializou em Patologia do Trato Genital Inferior nesse mesmo serviço. Ainda fez curso de ultrassonografia em ginecologia e obstetrícia na Escola Cetrus.

Trabalha em setor público e privado, atendendo atualmente em seu consultório médico particular situado na Avenida Leoncio de Magalhães 1192, no bairro do jardim São Paulo, zona norte de São Paulo.

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