-->Conheça as cirurgias usadas no tratamento do descolamento de retina

4 opções de Tratamento para Descolamento de retina

Publicado em 29/11/2018. Revisado por Dr Eduardo Pantaleao Sarraff (Oftalmologista - CRM 124715) a 13 dezembro 2018

Após examinar o olho o especialista decide qual o tratamento mais indicado para o descolamento da retina. Existem vários métodos disponíveis (laser, cirurgia…) para reparar e recolocar a retina no seu local de origem. Conheça melhor cada um deles.

Vitrectomia

Fotocoagulação a laser

Esse procedimento é recomendável para as situações em que a retina sofreu um rasgo ou ruptura, mas ainda não se descolou. A função do laser consiste em cicatrizar os diversos pontos de rompimento da retina e, assim, evitar o extravasamento do fluido vítreo. Assim, o quadro do paciente se torna estável.

Retinopexia Pneumática

A retinopexia pneumática é uma cirurgia ocular caracterizada pela aplicação de gás sobre o líquido do humor vítreo. O objetivo também é o de fechar as partes da retina que estejam abertas. A pressão do gás impossibilita o fluxo do líquido. Pode ser necessária a fotocoagulação a laser ou crioterapia para bloquear a rotura. O paciente não precisa se preocupar com o gás, que será absorvido pelo corpo naturalmente.

Introflexão Escleral

Nesse caso, uma faixa de silicone envolve a esclera, pressionando-a contra a retina. O objetivo desse implante consiste em bloquear as roturas e reduzir a tração do vítreo sobre a retina, acelerando o processo de aderência ao seu local de origem.

Vitrectomia Posterior

Na vitrectomia posterior, os olhos recebem uma pequena incisão. Por meio do uso de instrumentos extremamente delicados, o cirurgião executa a reacomodação das camadas do globo ocular.

Durante o procedimento, o fluido do humor vítreo chega a ser trocado por gases expansíveis (SF6 ou C3F8) ou líquidos pesados (Perfluorcarbono ou óleo de silicone). A partir daí, entram em cena os pequenos instrumentos. Ao término, as rupturas estarão restauradas e seladas.

Conforme o tipo de composto usado na substituição do líquido vítreo, ele pode ser facilmente incorporado ao organismo. Caso essa absorção seja impossível, a substância terá de removida via um segundo procedimento.

Qual o tempo de recuperação após tratamento?

Em procedimentos que envolvem anestesia local (por vezes combinados com sedação) são necessários cerca de 7 a 20 dias para que ocorra a recuperação completa.

No entanto, é preciso entender que o tempo de recuperação dependerá de vários fatores.

“Por vezes são necessárias várias semanas para a retina ser recolocada no local de forma segura, e às vezes são precisos meses para o paciente recuperar a visão.”

Nesta fase é extremamente importante rever e cumprir o plano pós-operatório e relatar imediatamente ao médico qualquer alteração na visão ou outros sintomas estranhos.

Cuidados a ter depois da cirurgia (pós-operatório)

Depois da cirurgia oftalmológica, o paciente precisa seguir à risca as orientações transmitidas pelo cirurgião para o pós-operatório. Essas recomendações são essenciais para que a convalescência seja satisfatória.

Durante os primeiros sete dias, o paciente precisa repousar e usar colírios. Some-se a isso a necessidade de não transitar em locais que contenham animais ou estejam empoeirados, além de evitar as maquiagens.

Toda essa cautela é uma prevenção contra crises alérgicas e infecções. Os transportes urbanos (carros — mesmo que na posição de passageiro — ônibus e motos) também devem ser evitados.

Em se tratando da retinopexia pneumática ou vitrectomia com uso de gás, as viagens de avião também ficam proibidas. O paciente sequer deve se deslocar para regiões de altitude elevada, pois o gás usado na cirurgia gera uma hipertensão nas membranas.

O composto introduzido nos olhos fica móvel, motivo pelo qual o indivíduo deve manter a cabeça direcionada para baixo no decorrer dos primeiros dias após o procedimento.

O Insucesso cirúrgico

O insucesso cirúrgico, ligada à presença de rupturas não fechadas, pode se evidenciar imediatamente ou levar mais alguns dias. Vale ressaltar que metade dos casos de descolamento de retina exibe mais de uma ruptura.

Também é possível que, em um primeiro momento, a cirurgia tenha sido efetiva. Porém, o indivíduo pode vir a sofrer um novo descolamento da membrana.

Uma das razões desse insucesso é a formação de membranas que comprimem a retina, forçando-a a se descolar. Esse tipo de membrana surge em menos de 10% dos casos. Mesmo assim, ainda é a maior causa de uma cirurgia ocular (voltada a tratar o descolamento de retina) mal sucedida.

Quanto custa a cirurgia

Não é possível indicar quanto custa um procedimento sem uma avaliação oftalmológica prévia. A vitrectomia por exemplo, em função da abordagem ou técnica cirúrgica necessárias, pode alterar significativamente o valor do procedimento, que pode variar ainda mais, dependendo das medidas de tratamento necessárias após a cirurgia, entre outros fatores.

Medicamentos

O descolamento de retina não pode ser tratado com terapias medicamentosas. Apesar disso, é comum que o médico faça algumas prescrições envolvendo anti-inflamatórios e antibióticos, como terapia auxiliar ao procedimento cirúrgico.

Prognóstico

De fato, a ampla maioria (cerca de 90%) das cirurgias voltadas ao descolamento de retina é bem sucedida. O diagnóstico precoce e tratamento adequado no tempo oportuno é de extrema importância para o bom prognóstico visual. Por outro lado, algumas particularidades podem exigir a realização de algum outro procedimento. Em geral, a convalescência é razoavelmente rápida, sendo que o momento mais crítico do pós-cirúrgico abrange um período de, no máximo, 40 dias.

Desde que a visão não tenha sofrido uma lesão definitiva, o quadro se estabilizará normalmente. Isso não exime o paciente de passar por um monitoramento oftalmológico contínuo, pois o risco de um novo descolamento de retina não pode ser descartado.

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Autores
Dr Eduardo Pantaleao Sarraff (Oftalmologista - CRM 124715)

Oftalmologista - CRM 124715

O Dr Eduardo Pantaleao Sarraff é Oftalmologista, especialista em Cirurgia Refrativa e Catarata. Além disso possui:

- Graduação em Medicina - Universidade Federal de São Paulo, UNIFESP/EPM - 2006.

- Residência em Oftalmologia – Universidade Federal de São Paulo - 2010.

- Titulo de Especialista em Oftalmologia pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia e Associação Médica Brasileira - 2010.

- Especialização de Catarata – Universidade Federal de São Paulo - 2011.

- Pós-Graduação Lato Sensu em Cirurgia Refrativa – Faculdade de Medicina do ABC - 2013.

Médico colaborador e orientador cirúrgico do setor de Catarata do Departamento de Oftalmologia da Unifesp.

Endereço: Alameda dos Maracatins,780 sala 904 Moema, São Paulo-SP - Tel: (11) 5051-2722 /(11) 957417800

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