Tratamento para doença inflamatória pélvica

Se não tratada a tempo, a DIP (doença inflamatória pélvica) pode originar complicações severas no aparelho reprodutor feminino. Ao causar danos nas trompas uterinas, a mulher fica sujeita a desenvolver problemas associados à reprodução. Uma das probabilidades é a gravidez ectópica, caracterizada pela implantação do óvulo no exterior do útero. Em outros casos, a mulher tende a ter muita dificuldade para engravidar. Felizmente, as terapias disponíveis são eficazes. O tratamento quase nunca exige cirurgia.

Tratamento Para Doença Inflamatória Pélvica

Quais os antibióticos mais usados

A abordagem terapêutica para curar a doença inflamatória pélvica é realizada com o uso de medicamentos antibióticos, por administração oral ou por via intravenosa. A duração do tratamento depende da orientação médica mas pode se estender até 2 semanas. Alguns dos medicamentos antibióticos mais usados incluem:

  • azitromicina — o composto mais utilizado;
  • doxiciclina;
  • levofloxacino;
  • ceftriaxona;
  • amoxicilina;
  • clindamicina;
  • metronidazol.

Durante o tratamento a mulher não deve manter atividades sexuais. Se for usuária do DIU (dispositivo intrauterino) precisa removê-lo antes de iniciar o tratamento. As dores podem ser minimizadas com o consumo de remédios anti-inflamatórios, como o ibuprofeno, e analgésicos, como o paracetamol.

Tome o medicamento exatamente como o médico lhe diz. Termine TODO o tratamento, mesmo que se sinta melhor antes de terminá-lo.

Em relação ao parceiro, ele precisa ser submetido ao mesmo tratamento em simultâneo com a mulher. Esta recomendação é válida até mesmo nos casos em que o homem não exibe sintomas, e serve para prevenir a reincidência da doença.

Quando o tratamento não oferece melhorias após 3 dias de terapia antibiótica pode ser necessária a administração de fármacos via intravenosa.

A evolução da DIP aumenta o risco da formação de abscessos repletos de material purulento nas trompas de Falópio, uma complicação que exige cirurgia, usada com o objetivo de drenar o líquido presente nesses abscessos.

Alguns cuidados a ter:

  • Faça repouso na cama. Se a infecção for grave, pode ser necessário ficar na cama por vários dias.
  • Beba bastante líquido e alimenta-se de forma saudável.
  • Não use tampões.
  • Se sentir dor, pode tomar aspirina, ibuprofeno ou paracetamol. Usar uma almofada de aquecimento também pode ser útil em alguns casos.

Possíveis complicações da DIP

Quanto mais cedo a mulher for submetida ao tratamento da doença inflamatória pélvica, mais protegida ela estará de algumas complicações. As cicatrizes geradas no útero podem causar:

Infertilidade: O risco da mulher ficar infértil é elevado, uma vez que o processo de cicatrização da DIP podem inviabilizar a fecundação adequada do óvulo.

Gravidez ectópica: A presença de cicatrizes em determinados locais das tubas uterinas, pode ser um obstáculo para a saída do óvulo para o útero. O grande problema é que, mesmo assim, o óvulo pode ser fertilizado pelo espermatozoide, independentemente da localização, podendo levar a uma gravidez totalmente inviável, problemática e dolorosa para a mulher, já que ocorre nas trompas. Entenda o que é a Gravidez Ectópica: Causas, Sintomas e Tratamentos.

Abscessos ovarianos: Com a aglutinação de fluido purulento liberado pelas inflamações das cicatrizes, a região atingida fica propensa ao desenvolvimento de abscessos e cistos nos ovários. Em caso de rompimento, o pus contido nesses abscessos tende a provocar profundas infecções internas. Por vezes a mulher também apresenta sangramentos.

Todas essas complicações costumam ser acompanhadas de dores crônicas na região pélvica. A única maneira de amenizar essas dores e evitar as complicações mencionadas é adotando um tratamento efetivo.

Como posso evitar a DIP?

O teste para detectar doenças sexualmente transmissíveis é uma das melhores maneiras de evitar a doença inflamatória pélvica, já que a clamídia e a gonorreia são a causa da doença. Muitas pessoas com clamídia ou gonorreia não apresentam qualquer sintoma, portanto, a única maneira de saber você tem alguma dessas infecções é realizando os testes de rastreio.

Ambas, tanto a clamídia como a gonorreia, podem ser facilmente tratadas e curadas com o uso de antibióticos. Quanto mais cedo iniciar o tratamento, menor será o risco de desenvolver a doença (e o mesmo se aplica aos parceiros sexuais). Praticar sexo seguro e usar preservativo também pode ajudar a evitar muitas destas infecções e outras doenças sexualmente transmissíveis.

Os contraceptivos hormonais NÃO previnem as doenças sexualmente transmissíveis, portanto, o fato de usar contraceptivos não significa que a mulher não esteja em risco de contrair uma dessas doenças.

Cuidado com as duchas e as vaporizações vaginais, pois geralmente são habitos que não são bons para a vagina, levando por vezes a irritações e infecções. Além disso, também contribuem para a DIP, uma vez que empurram as bactérias para o interior do corpo e tornam a vagina um local perfeito para bactérias.

Sintomas de melhora

Quando a mulher reage da maneira esperada ao tratamento, geralmente verifica melhoras após alguns dias. Para identificar a melhora do quadro, basta estar atenta aos seguintes sinais:

  • amenização do quadro febril (se houver);
  • reequilíbrio do ciclo menstrual;
  • alívio das dores localizadas na região pélvica.

Existem, é claro, aqueles quadros assintomáticos, em que o médico precisa avaliar o progresso de cura por meio de uma laparoscopia ou ultrassonografia.

Sintomas de piora

Caso a paciente dê início ao tratamento da doença inflamatória pélvica de forma tardia, ela estará suscetível às cicatrizes típicas da doença. O sinal mais evidente dessas cicatrizes, que indicam o avanço da doença, são os sangramento presentes entre os ciclos menstruais.

Outro indício de piora é a sensação dolorosa na vagina durante a saída da urina ou penetração sexual, além do aumento do incômodo sentido na região pélvica.

A DIP é uma patologia muito associada às mulheres que apresentam uma vida sexual bem ativa ou que são usuárias do dispositivo intra-uterino.

Para minimizar todos estes riscos, a mulher precisa ficar atenta a manifestações estranhas na região pélvica e consultar o ginecologista caso os sintomas persistam.

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