Tratamento para Sífilis Congênita

O principal tratamento para sífilis congênita é um tratamento que consiste em injeções de penicilina, num método que será mais detalhadamente descrito ao longo deste artigo.

A sífilis é uma doença transmitida por via sexual, e que é causada por uma bactéria de nome Treponema pallidum. A transmissão da doença poderá ocorrer por via vaginal, oral ou anal, sendo o contacto com úlceras suficiente para o contágio.

Existem casos em que o contágio pode ocorrer também da mulher grávida para o seu filho, sendo que neste caso se chama sífilis congénita. Este tipo de sífilis pode trazer consequências eventualmente graves para o bebé, provocando-lhe diversos problemas de saúde derivados da sífilis.

O tratamento para a sífilis varia conforme estejamos a falar de adultos ou de bebés, por isso vejamos os diferentes tratamentos que podem ser feitos para estes dois grupos.

Tratamento da sífilis nos adultos

Desde logo, mulheres grávidas deverão ter um especial cuidado com esta doença, devendo efectuar periodicamente exames para verificar a presença ou não do problema.

Nomeadamente, durante o período de gravidez a mulher deverá ser submetida ao exame de VDRL durante os 9 meses (fazê-lo 3 vezes, trimestralmente) para detetar a presença ou não da bactéria já referida no seu organismo.

Mesmo que os níveis de infecção diminuam, no caso de a infecção estar activa, o tratamento não deve ser suspendido e deve continuar até o problema estar totalmente resolvido.

Também para efectuar o diagnóstico no bebé deverá efectuar-se o teste sorológico para a sífilis, que consiste na retirada de algum sangue do cordão umbilical. Este teste permite saber se o bebé está ou não infectado com a doença.

Depois do bebé nascer é também importante efectuar análises ao sangue para saber se o mesmo se encontra ou não contaminado.

Relativamente ao tratamento em adultos, e nomeadamente na gravidez o tratamento é feito com penicilina e da seguinte forma:

  • Sífilis primária: dose de 2.400.000 UI de penicilina benzatina;
  • Sífilis secundária: dose de 4.800.000 UI de penicilina benzatina;
  • Sífilis terciária: dose de 7.200.000 UI de penicilina benzatina;
  • Neurossífilis: 18-24 milhões UI diariamente de penicilina G aquosa cristalina, via endovenosa, em diversas doses de 3 ou 4 milhões U de 4 em 4 horas, durante cerca de 14 dias.

Tratamento da sífilis no bebê

No caso dos bebês, se os mesmos não apresentarem sinais de contágio aquando do nascimento, deverá apenas seguir-se uma política de controlo de testes frequentes.

Contudo, caso nos testes de VDRL a taxa for maior ou igual à da mãe, o bebê deverá igualmente iniciar um tratamento com penicilina, numa dose que irá variar consoante diversos factores, como a idade do bebé e o seu peso.

Nos bebês que tenham até 7 dias de vida que possuam o problema e não tenha sido devidamente tratado na sua fonte, deverão tomar duas injeções de penicilina durante aproximadamente 10 dias.

Em bebês com mais de 7 dias de vida, deve iniciar-se a toma de duas injeções de penicilina durante cerca de 14 dias.

Existem ainda outros exames que poderão ser importantes para avaliar a gravidade da doença, nomeadamente o raio-x dos ossos dos braços de das pernas do bebé, bem como uma punção lombar.

Se o tratamento não for feito atempadamente e de forma eficaz, podem surgir muitos problemas secundários, como cegueira, surdez, problemas ao nível ósseo e problemas ao nível neurológico.

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