Como tratar a tricomoníase

Conteúdo revisado por Drª Camille Rocha Risegato. Última Atualização: 04/06/21

Na maioria dos casos o tratamento da tricomoníase é simples, passando pela administração de antibióticos (metronidazol ou tinidazol) para eliminar a infecção. Normalmente o medicamento é de dose única, ou seja, é administrado apenas uma vez.

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Diferentemente de outras infecções que acometem a região intima, a tricomoníase é uma DST (doença sexualmente transmissível). Na maioria dos casos, os homens não manifestam sintomas. Já as mulheres atingidas pelo protozoário Trichomonas vaginalis começam a liberar uma secreção incomum, de coloração verde ou amarela. Também é importante lembrar que esse corrimento anormal é acompanhado de coceira. Diante disso, muitas pessoas se perguntam o que devem fazer para tratar a tricomoníase o mais rapidamente possível.

A abordagem terapêutica dependerá de uma análise ginecológica ou urológica individual. De qualquer forma, como referido no inicio deste Guia, ela será realizada com o uso de antibióticos.

Por se tratar de uma doença disseminada pela prática sexual, esta deve ser evitada pelos dois parceiros durante o tratamento. Além disso, ambos precisam passar pelo tratamento simultaneamente. Essa precaução é válida mesmo nos casos em que a tricomoníase não apresenta sintomas.

Como Tratar A Tricomoníase

Os Remédios mais utilizados

O tratamento da tricomoníase é realizado com a utilização de antibióticos, podendo variar dependendo das instruções médicas. A toma pode ser realizada 2 vezes ao dia durante 5 a 7 dias ou em dose única. Em baixo descrevemos os antibióticos mais receitados para o tratamento da tricomoníase e como geralmente são administrados:

Metronidazol: A ingestão do metronidazol pode ser realizada através de via oral, sob a forma de comprimidos. Há também a versão tópica do medicamento (em forma de pomada). Nesse caso, basta que o paciente aplique o produto no local afetado — os médicos indicam que o procedimento seja feito 1 vez por dia, mas é preciso ficar atento a recomendações mais específicas.

Tinidazol: O tinidazol é um remédio que contém uma fórmula poderosa na eliminação do protozoário responsável por causar a tricomoníase. Isso se deve à ação do medicamento, a qual inibe a proliferação desenfreada do agente infeccioso.

No decurso da terapia, o paciente fica terminantemente proibido de ingerir álcool, seja qual for a dosagem e o teor alcoólico. O consumo concomitante dessas medicações com bebidas alcoólicas pode provocar os seguintes efeitos indesejáveis:

  • dor na região abdominal;
  • ânsia de vômito;
  • mal-estar generalizado.

Uma vez que a doença tenha sido eliminada, é importante que o paciente adote alguns hábitos. Um deles se refere a evitar as relações sexuais com múltiplos parceiros. Quando houver sexo, a camisinha deve ser sempre usada.

No caso da mulher especificamente, ela precisa ficar atenta as características do corrimento vaginal. A qualquer indício de anormalidade, é importante consultar o ginecologista. Endenda o que significa cada cor do corrimento vaginal.

Por fim, cabe salientar que as mulheres grávidas não devem ser tratadas com os antibióticos mencionados. Essa medida aplica-se, no mínimo, aos primeiros 3 meses de gestação.

Tratamento caseiro

Um ótimo remédio caseiro para tratar a tricomoníase é o chá de ipê amarelo (pau d’arco). Além de apresentar uma função que combate o vírus, as propriedades medicinais da planta também incidem sobre outros micro-organismos, como o protozoário Trichomonas vaginalis.

Para preparar a bebida, bastam 3 colheres (sopa) de folhas de ipê amarelo (pau d’arco) desidratadas. Essa quantidade de folhas é suficiente para 1 L de água. Após entrar em ebulição, a água deve continuar sob o fogo por cerca de 10 minutos. Em seguida, apenas será preciso passar o líquido em uma peneira.

O objetivo é usar o chá para lavar a vagina, e não ingeri-lo por via oral. Consulte outras soluções simples no Guia remédios caseiros para corrimento vaginal.

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Possíveis complicações da tricomoníase

Apesar de a tricomoníase não causar consequências graves na maior parcela dos pacientes, trata-se de uma doença perigosa. Afinal, ela abre as portas para outras infecções, como a vaginose bacteriana, a gonorreia e a clamídia. Outra patologia ainda mais preocupante que pode acometer o paciente é a AIDS, já que o risco de contaminação pelo vírus HIV é igualmente ampliado.

Nas situações em que a mulher estiver grávida, a probabilidade de consequências funestas triplica. Sob a condição de gestante, é importante a mulher entender que não pode ser submetida aos tratamentos normais. Conforme o desenvolvimento da tricomoníase, pode haver interferência na formação do feto. Além disso, o bebê pode nascer prematuro.

Sinais de melhora

Após iniciar o consumo dos antibióticos, o paciente tende a exibir os primeiros indícios de cura em aproximadamente 3 dias. Nessa fase, já é possível notar:

  • suspensão do corrimento anormal;
  • diminuição da coceira;
  • redução do excesso de idas ao banheiro;
  • amenização do aspecto avermelhado da região íntima.

Sinais de piora

A doença piora se o organismo não reagir como deveria ao tratamento prescrito. O uso de um remédio inadequado também contribui para a piora do quadro. Os sinais dessa piora são:

  • intensificação do tom avermelhado da área afetada;
  • intumescimento da vagina;
  • aparecimento de pequenas lesões;
  • odor forte e muito desagradável oriundo das partes íntimas.

Embora seja perfeitamente possível tratar a tricomoníase, o tratamento precisa ser realizado o mais rapidamente possível. Dessa forma, evitam-se complicações na maioria dos casos. Portanto, é uma doença que precisa ser diagnosticada o quanto antes, principalmente no caso de mulheres grávidas, já que o evento pode provocar parto prematuro ou contagiar o bebê no momento do parto vaginal.

Consulte também o Guia 9 Tratamentos Caseiros para Tricomoníase.

Autores
Drª Camille Rocha Risegato

Ginecologista e Obstetra - CRM SP-119093

Dra Camille Vitoria Rocha Risegato - CRM SP nº 119093 é formada há 14 anos pela Fundação Técnico Educacional Souza Marques, Rio de Janeiro.

> Consultar CRM (Fonte: https://portal.cfm.org.br/index.php?option=com_medicos&Itemid=59)

Dra Camille mudou-se para São Paulo onde realizou e concluiu residência médica em Ginecologia e Obstetrícia (RQE nº 25978) no Centro de Referência de Saúde da Mulher no Hospital Pérola Byington em 2007.

Em 2008 se especializou em Patologia do Trato Genital Inferior nesse mesmo serviço. Ainda fez curso de ultrassonografia em ginecologia e obstetrícia na Escola Cetrus.

Trabalha em setor público e privado, atendendo atualmente em seu consultório médico particular situado na Avenida Leoncio de Magalhães 1192, no bairro do jardim São Paulo, zona norte de São Paulo.

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    Última atualização da página em 04/06/21