Como tratar a tricomoníase

Publicado em 31/05/2011. Revisado por Dr Wesley Timana (Ginecologista e Obstetra - CRM-PR -30998) a 30 janeiro 2019

Na maioria dos casos o tratamento da tricomoníase é simples, passando pela administração de antibióticos (metronidazol ou tinidazol) para eliminar a infecção. Normalmente o medicamento é de dose única, ou seja, é administrado apenas uma vez.

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Diferentemente de outras infecções que acometem a região intima, a tricomoníase é uma DST (doença sexualmente transmissível). Na maioria dos casos, os homens não manifestam sintomas. Já as mulheres atingidas pelo protozoário Trichomonas vaginalis começam a liberar uma secreção incomum, de coloração verde ou amarela. Também é importante lembrar que esse corrimento anormal é acompanhado de coceira. Diante disso, muitas pessoas se perguntam o que devem fazer para tratar a tricomoníase o mais rapidamente possível.

A abordagem terapêutica dependerá de uma análise ginecológica ou urológica individual. De qualquer forma, como referido no inicio deste Guia, ela será realizada com o uso de antibióticos.

Por se tratar de uma doença disseminada pela prática sexual, esta deve ser evitada pelos dois parceiros durante o tratamento. Além disso, ambos precisam passar pelo tratamento simultaneamente. Essa precaução é válida mesmo nos casos em que a tricomoníase não apresenta sintomas.

Como Tratar A Tricomoníase

Os Remédios mais utilizados

O tratamento da tricomoníase é realizado com a utilização de antibióticos, podendo variar dependendo das instruções médicas. A toma pode ser realizada 2 vezes ao dia durante 5 a 7 dias ou em dose única. Em baixo descrevemos os antibióticos mais receitados para o tratamento da tricomoníase e como geralmente são administrados:

Metronidazol: A ingestão do metronidazol pode ser realizada através de via oral, sob a forma de comprimidos. Há também a versão tópica do medicamento (em forma de pomada). Nesse caso, basta que o paciente aplique o produto no local afetado — os médicos indicam que o procedimento seja feito 1 vez por dia, mas é preciso ficar atento a recomendações mais específicas.

Tinidazol: O tinidazol é um remédio que contém uma fórmula poderosa na eliminação do protozoário responsável por causar a tricomoníase. Isso se deve à ação do medicamento, a qual inibe a proliferação desenfreada do agente infeccioso.

No decurso da terapia, o paciente fica terminantemente proibido de ingerir álcool, seja qual for a dosagem e o teor alcoólico. O consumo concomitante dessas medicações com bebidas alcoólicas pode provocar os seguintes efeitos indesejáveis:

  • dor na região abdominal;
  • ânsia de vômito;
  • mal-estar generalizado.

Uma vez que a doença tenha sido eliminada, é importante que o paciente adote alguns hábitos. Um deles se refere a evitar as relações sexuais com múltiplos parceiros. Quando houver sexo, a camisinha deve ser sempre usada.

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No caso da mulher especificamente, ela precisa ficar atenta as características do corrimento vaginal. A qualquer indício de anormalidade, é importante consultar o ginecologista. Endenda o que significa cada cor do corrimento vaginal.

Por fim, cabe salientar que as mulheres grávidas não devem ser tratadas com os antibióticos mencionados. Essa medida aplica-se, no mínimo, aos primeiros 3 meses de gestação.

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Tratamento caseiro

Um ótimo remédio caseiro para tratar a tricomoníase é o chá de ipê amarelo (pau d’arco). Além de apresentar uma função que combate o vírus, as propriedades medicinais da planta também incidem sobre outros micro-organismos, como o protozoário Trichomonas vaginalis.

Para preparar a bebida, bastam 3 colheres (sopa) de folhas de ipê amarelo (pau d’arco) desidratadas. Essa quantidade de folhas é suficiente para 1 L de água. Após entrar em ebulição, a água deve continuar sob o fogo por cerca de 10 minutos. Em seguida, apenas será preciso passar o líquido em uma peneira.

O objetivo é usar o chá para lavar a vagina, e não ingeri-lo por via oral. Consulte outras soluções simples no Guia remédios caseiros para corrimento vaginal.

Possíveis complicações da tricomoníase

Apesar de a tricomoníase não causar consequências graves na maior parcela dos pacientes, trata-se de uma doença perigosa. Afinal, ela abre as portas para outras infecções, como a vaginose bacteriana, a gonorreia e a clamídia. Outra patologia ainda mais preocupante que pode acometer o paciente é a AIDS, já que o risco de contaminação pelo vírus HIV é igualmente ampliado.

Nas situações em que a mulher estiver grávida, a probabilidade de consequências funestas triplica. Sob a condição de gestante, é importante a mulher entender que não pode ser submetida aos tratamentos normais. Conforme o desenvolvimento da tricomoníase, pode haver interferência na formação do feto. Além disso, o bebê pode nascer prematuro.

Sinais de melhora

Após iniciar o consumo dos antibióticos, o paciente tende a exibir os primeiros indícios de cura em aproximadamente 3 dias. Nessa fase, já é possível notar:

  • suspensão do corrimento anormal;
  • diminuição da coceira;
  • redução do excesso de idas ao banheiro;
  • amenização do aspecto avermelhado da região íntima.

Sinais de piora

A doença piora se o organismo não reagir como deveria ao tratamento prescrito. O uso de um remédio inadequado também contribui para a piora do quadro. Os sinais dessa piora são:

  • intensificação do tom avermelhado da área afetada;
  • intumescimento da vagina;
  • aparecimento de pequenas lesões;
  • odor forte e muito desagradável oriundo das partes íntimas.

Embora seja perfeitamente possível tratar a tricomoníase, o tratamento precisa ser realizado o mais rapidamente possível. Dessa forma, evitam-se complicações na maioria dos casos. Portanto, é uma doença que precisa ser diagnosticada o quanto antes, principalmente no caso de mulheres grávidas, já que o evento pode provocar parto prematuro ou contagiar o bebê no momento do parto vaginal.

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Consulte também o Guia 9 Tratamentos Caseiros para Tricomoníase.

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