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Tuberculose Óssea na Coluna Vertebral (Mal de Pott)

Publicado em 20/07/2017. Revisado por Dr. Davi Marinho de Araújo (Ortopedista - CREMEC 13177 / TEOT-SBOT 12704) a 18 dezembro 2018

A tuberculose é uma doença infecciosa provocada por uma bactéria popularmente conhecida como bacilo de Koch.

Esta doença altamente contagiosa é mais conhecida pelo acometimento pulmonar, ou seja, pela tuberculose pulmonar.

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Contudo, a infecção pode atingir outras partes do corpo, entre os quais os rins, os gânglios linfáticos, o cérebro, a pele ou os ossos, entre outros órgãos.

Neste artigo poderá saber mais sobre a tuberculose óssea na coluna. Confira.

Abaixo você tem um índice com todos os pontos que discutiremos neste Guia

Tuberculose óssea na coluna

Também denominada de Mal de Pott ou espondilite tuberculosa, a tuberculose vertebral é um tipo de tuberculose extrapulmonar, sendo a mais frequente entre todas as tuberculoses que afetam outros órgãos que não os pulmões.

Esta doença caracteriza-se pela instalação do bacilo de Koch nos ossos da coluna, provocando sintomas bastante graves e incapacitantes.

O tratamento para este problema de saúde é longo e inclui várias vertentes terapêuticas.

Conheça de seguida os fatores de risco, os sintomas, como se contrai esta doença, e ainda, como é feito o diagnóstico e qual o tratamento mais adequado.

Fatores de risco

Tuberculose óssea Na Coluna Vertebral

Qualquer pessoa pode contrair a bactéria causadora da tuberculose, havendo no entanto indivíduos mais suscetíveis que outros a desenvolverem a doença quando contaminados. Os indivíduos com maior risco são:

– alcoólatras;

– diabéticos;

– doentes com neoplasias;

– doentes a fazer quimioterapia;

– idosos;

– insuficientes renais crônicos;

– sem abrigos e residentes em ambientes prisionais;

– portadores do vírus HIV;

– indivíduos que foram alvos de transplante de órgãos.

Sintomas

Este tipo de tuberculose consiste na invasão dos ossos da coluna vertebral pelo bacilo de Koch, levando à sua destruição gradual.

Sendo uma doença de progressão lenta, os sintomas inicialmente surgem leves ou moderados, com dores ligeiras nas costas, que no entanto, pioram progressivamente.

À medida que as vértebras vão sendo destruídas, a medula pode também ser atingida, causando dores intensas, e ainda, alterações neurológicas, com várias complicações para a capacidade funcional do paciente, entre as quais a mais grave: paraplegia.

Confira de seguida a lista completa de sintomas que se podem manifestar na doença:

– comprometimento da capacidade do indivíduo se movimentar;

– dor progressiva e gradual;

– fraqueza nas pernas;

– massa palpável na região final da coluna;

– existência de febre (nalguns casos);

– emagrecimento;

– rigidez na coluna.

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Contágio

Tal como todas as formas de tuberculose, o contágio desta forma da doença ocorre pela inalação da bactéria responsável.

Nos tipos de tuberculose extrapulmonar, o bacilo entra na corrente sanguínea, podendo alojar-se em qualquer órgão.

No caso desta doença, a bactéria instala-se nos ossos da coluna, dando depois início à sua destruição.

Os pacientes com a doença não conseguem transmitir o bacilo, a não ser que também sofram de tuberculose pulmonar ativa.

Isto acontece pois o bacilo de Koch é transmitido via aérea através de secreções respiratórias contaminadas, como por exemplo a tosse.

Ou seja, um indivíduo com a patologia pode entrar em contacto com outras pessoas, sem receio de as contaminar.

Diagnóstico

O diagnóstico da doença irá integrar um conjunto de vários exames, para ajudar o médico a confirmar o problema e despistar outros problemas.

As formas de diagnóstico incluem exames de sangue, radiografia da coluna vertebral, ressonância magnética, cintilografia e tomografia computorizada.

No entanto, os exames mais fiáveis e eficazes são a biópsia óssea e o PPD (purified protein derivative).

Tratamento

Caso seja confirmada a existência deste tipo de tuberculose, é essencial iniciar logo o tratamento, para evitar a progressão da doença e a sua evolução para complicações ainda mais graves.

O tratamento inclui repouso, toma de antibióticos, fisioterapia e imobilização da coluna com recurso a um colete específico.

Em determinadas situações, pode mesmo ser necessária a realização de um procedimento cirúrgico para estabilizar a coluna ou para drenar os abscessos formados.

Relativamente à toma de antibióticos, o paciente é tratado com um esquema de vários antibióticos, durante um período que pode chegar aos 2 anos.

Um dos grandes problemas no controlo desta doença é o abandono dos antibióticos antes da altura certa.

Muitas pessoas, sentindo grandes melhorias nos seus sintomas ao fim de alguns meses, param de tomar a medicação, não completando o tempo total do tratamento.

Isto irá favorecer o surgimento de cepas do bacilo de Koch muito mais resistentes, o que tornará qualquer regresso da doença bem mais perigoso e mais difícil de tratar.

Prevenção

Controlar a propagação da infecção por tuberculose pode prevenir a espondilite tuberculosa. Os Pacientes que têm uma prova da tuberculina, teste de Mantoux ou teste de PPD positivo (mas não a tuberculose ativa) podem diminuir o risco da doença tomando corretamente os medicamentos para prevenir a tuberculose.

Para tratar eficazmente a doença, é crucial que o paciente tome os medicamentos exatamente como prescrito pelo médico.

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Autores
Dr. Davi Marinho de Araújo (Ortopedista - CREMEC 13177 / TEOT-SBOT 12704)

Ortopedista e Traumatologista - CREMEC: 13177 TEOT(SBOT): 12704

O Dr. Davi Marinho de Araújo realizou a sua Graduação na Universidade Federal de Campina Grande, terminando o curso em 26 de abril de 2008. R. Aprigio Veloso, 882-Bodocongó Campina Grande PB (83) 2101 1000

Residência Médica

Ortopedia e Traumatologia : Serviço de Ortopedia e Traumatologia do Hospital Getúlio Vargas (2009,2010,2011) Av.Gen. San Martin-Cordeiro Recife-PE 50630-060.

Membro titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) - TEOT: 12704

Membro titular da Associação Brasileira Ortopédica de Osteometabolismo (ABOOM), e do Comitê de Doenças Osteometabólicas da SBOT.

Treinamento em cirurgia de Pé e Tornozelo no serviço de Ortopedia e Traumatologia da Clínica Alemana de Santiago-CH, International intership program at Traumatology Department, ankle and foot Unit with MD Cristian Ortiz as tutor.

Treinamento na Especialidade

CURSO INTERNACIONAL AO-HASTES INTRAMEDULARES, realizado no Windsor Barra Hotel Rio de Janeiro RJ, 20 a 21 de maio de 2009.

AO PRINCIPLES OF FRACTURE TREATMENT COURSE, realizado em Fortaleza CE , de 4 a 6 de agosto de 2011.

CURSO AO TRAUMA PE E TORNOZELO, realizado em INDAIATUBA SP, de 24 a 26 de ABRIL de 2014.

CURSO AO TRAUMA AVANÇADO, realizado em RIBEIRAO PRETO SP , de 19 a 22 de AGOSTO de 2015.

Atividades laborais

Hospital Antonio Prudente, Fortaleza CE, atendimento clínico e procedimentos cirúrgicos, departamento de ortopedia e traumatologia, serviço de pé e tornozelo.

Membro titular do comitê de Ética Médica do Hospital Antonio Prudente, Fortaleza - CE, eleito para o atual biênio por processo eleitoral.

Hospital Gastroclinica, Fortaleza CE, atendimento clínico em emergência e procedimentos cirúrgicos.

Governo do Estado do Ceará , Policlínica Regional de Caucaia, médico ortopedista e traumatologista aprovado em concurso público.

Consultório Vittacura: Av Desembargador Moreira, 760 Meireles - Centurion Business Center - sala 809.

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