Tuberculose Pulmonar

A tuberculose pulmonar (TP) é uma infecção que começa nos pulmões e se pode espalhar para outros órgãos do corpo. Qualquer pessoa pode contrair tuberculose.

Pode-se espalhar rapidamente entre os membros de uma família, colegas de trabalho ou amigos.

A TP é mais comum nos idosos ou nas pessoas infectadas com sida. Se não for tratada, a tuberculose pode ser uma doença muito grave.

Causas da tuberculose pulmonar

A tuberculose é provocada por um gérmen designado por bactéria (micobactéria). Os gérmens transmitem-se pelo ar, de pessoa para pessoa, através da tosse e dos espirros.

Poderá ter maiores possibilidades de contrair a tuberculose se viver com muitas pessoas num local pequeno.

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Sinais e sintomas

A tuberculose pode provocar sintomas diferentes em pessoas diferentes. Algumas pessoas podem ter febres altas súbitas, dores de garganta e tosse. Outras podem sentir-se cansadas e ter dores pelo corpo, suores nocturnos e febres não muito elevadas, durante meses.

A tuberculose afecta principalmente os pulmões, mas quase todas as partes do organismo podem ser infectadas. Os sintomas dependem da parte do organismo que esteja infectada.

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Como se Diagnostica:

O diagnóstico da tuberculose pulmonar exige a identificação do microorganismo responsável pela infecção, o Micobacterium Tuberculosis, que pode ser isolado em amostras de expectoração ou em amostras de secreções brônquicas recolhidas por exame endoscópico (broncofibroscopia).

Prevenção e Cuidados a ter:

Cumprimento obrigatório da medicação, nunca interrompendo-a voluntariamente. Manter uma alimentação correcta e completa. Promover rastreio dos conviventes, nomeadamente menores. Evitar tossir na proximidade de pessoas. Promover a realização de testes de SIDA.

Riscos e Complicações:

Risco de resistências do microorganismo à medicação. Possível infecção extra-pulmonar concomitante. Possibilidade de recaída ou de falência do tratamento. Risco de mortalidade, em relação, nomeadamente, com o estado geral do doente.

Tratamento da tuberculose pulmonar

Serão realizados um teste cutâneo à tuberculose e raio x torácico. Será enviada uma amostra de expectoração para um laboratório para serem efectuados testes.

Necessitará de tomar medicamentos para tratar a tuberculose. Os médicos quererão observá-lo enquanto toma os medicamentos.

É importante observá-lo para terem a certeza de que os medicamentos estão a produzir efeitos. Se não seguir o plano de tratamento dos médicos, a tuberculose poderá danificar os pulmões e outros órgãos atingidos.

Os seus familiares ou colegas de trabalho também deverão submeter-se a testes da tuberculose.

Informação para profissionais de saúde e estudantes de medicina:

Tuberculose Pulmonar

. Fadiga, perda ponderal, febre, tosse, sudorese noturna, hemoptise; alguns pacientes assintomáticos
. Caquexia em muitos casos; às vezes, estertores apicais pós-tosse
. Infiltrados apicais ou subapicais com cavidades clássicas na tuberculose de reativação; derrame pleural na tuberculose primária, infiltração na zona média do pulmão, mas qualquer anormalidade radiográfica é possível
. Teste cutâneo positivo ao derivado protéico purificado (PPD) intradérmico na maioria dos casos
. Mycobacterium tuberculosis na cultura de escarro, líquido pleural, lavado gástrico ou biopsia pleural; cultura do líquido pleural é habitualmente estéril
. Cepas cada vez mais resistentes a antibióticos
. Granuloma na biopsia de pleura em pacientes com derrames; em geral, não há células mesoteliais no líquido
. Tuberculose miliar (disseminação hematogênica do microrganismo) exibe diversas apresentações clínicas, incluindo atraso do crescimento, febre de origem indeterminada, insuficiência de múltiplos sistemas orgânicos, SARA; quase todos têm envolvimento pulmonar franco com numerosos nódulos pequenos

Diagnóstico diferencial:

. Carcinoma broncogênico
. Pneumonia bacteriana ou abscesso pulmonar
. Infecção fúngica
. Sarcoidose
. Pneumoconiose
. Derrame pleural da asbestose
. Outras infecções micobacterianas

Tratamento:

. Terapia antituberculose de combinação durante 6 a 9 meses; todos os esquemas incluem a isoniazida, porém a rifampicina, o etambutol, apirazinamida e a estreptomicina são ativos
. Todos os casos com suspeita de infecção por M. tuberculosis devem ser notificados aos órgãos de saúde pública . Deve-se considerar a hospitalização de pacientes incapazes de cuidar de si ou com probabilidade de expor indivíduos suscetíveis.

Dica
Cinco por cento dos casos de tuberculose são diagnosticados à necropsia.

Referência
Frieden TR, Sterling TR, Munsiff SS, et al: Tuberculosis.