Urticária Medicamentosa

Publicado em 19/07/2014. Revisado por Drª Gizele Cunha (Pediatra, Alergologista e Pneumologista Infantil - CRM/SP: 116541) a 16 dezembro 2018

A urticária medicamentosa é a reação do organismo à toma de um determinado medicamento. Manifesta-se em forma de reação alérgica localizada que provoca uma irritação exacerbada, vermelhidão, inchaço e muita comichão.

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A urticária medicamentosa pode surgir numa zona do corpo delimitada, como por exemplo, um braço ou pode espalhar-se por todo o corpo.

Sempre que esta surge na zona do pescoço ou em todo o corpo existe o risco de choque anafilático (anafilaxia), ou seja, a garganta incha e as vias respiratórias ficam bloqueadas, dificultando a respiração normal. Nestes casos. a pessoa deve ser encaminhada de imediato para o hospital, pois corre risco de vida.

Esta reação surge em consequência da toma do medicamento, por isso é importante tentar identificar qual foi o medicamento que provocou a urticária medicamentosa.

No entanto, há pessoas que sofrem deste problema com a ingestão de vários medicamentos e nesses casos, o mais provável é que sejam alérgicos a algum composto que esteja presente em vários medicamentos, como é o caso de Tartrazina, que é um corante.

Medicamentos mais propensos a provocar a urticária medicamentosa

A lista de medicamentos que podem provocar urticária medicamentosa é muito extensa, na verdade todos os medicamentos podem provocar esta reação alérgica, no entanto há alguns que são mais propensos a este problema, nomeadamente:

  • Antibióticos;
  • Ácido acetilsalicílico (Aspirina) e outros anti-inflamatórios;
  • Anticonvulsivos;
  • Anestésicos;
  • Codeína e outros analgésicos do mesmo género.

Como tratar a urticária medicamentosa

O tratamento da urticária medicamentosa deve ser sempre indicado por um médico.

Por norma, o melhor tratamento é identificar o medicamento que provocou a alergia e parar a sua toma de imediato. Contudo, por vezes encontrar o fator que desencadeou a alergia é difícil e mesmo quando o mesmo é identificado pode ser necessário continuar com a toma do medicamento em causa.

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O médico pode prescrever comprimidos anti-histamínicos juntamente com a aplicação localizada de cremes com corticoides, para acalmar a urticária de uma forma mais rápida e eficaz.

Também devem ser evitados alimentos que tendencialmente provocam alergias alimentares, como é o caso dos ovos, morangos, tomates, peixe, chocolate, amendoins, entre outros.

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Há situações em que pode ser necessário fazer um registo de todas as atividades diárias e alimentação durante uma semana. O objetivo deste registo é tentar identificar o fator que despoleta a reação alérgica, pois na maioria dos casos as análises de sangue são bastante inconclusivas.

De uma forma geral, a melhor forma de evitar novos episódios de urticária medicamentosa passa por apostar na prevenção, evitando todos os medicamentos e substâncias mais propensas a originar este problema.

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Autores
Drª Gizele Cunha (Pediatra, Alergologista e Pneumologista Infantil - CRM/SP: 116541)

Pediatra, Alergologista e Pneumologista Infantil - CRM/SP: 116541

A Dra Gizele Ferreira Cunha é Graduada em Medicina pela Universidade de Ribeirão Preto - SP - 2004. Além disso possui:

- Especialização em Alergia e Imunologia Infantil pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (HCRP - FMRP - USP) – 2009.

- Especialização em Pneumologia Infantil pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (HCRP - FMRP - USP) – 2007.

- Especialização em Pediatria pela Universidade de Ribeirão Preto - 2006 .

Endereço: Avenida Senador César Vergueiro, 571 - Ribeirão Preto - SP - Email: cviver@bol.com.br - Telefone: (16) 33291337

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