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Uso da chupeta

Publicado em 27/07/2014. Revisado por Drª Gizele Cunha (Pediatra, Alergologista e Pneumologista Infantil - CRM/SP: 116541) a 16 dezembro 2018

Desde há muitos anos a esta parte, é costume utilizarmos um utensílio para o bebé, chamado chupeta. A chupeta é, geralmente, um bocado de borracha maleável que o bebé pode colocar na sua boca (sem se engasgar) e que pode trincar e chupar.

A chupeta foi inicialmente introduzida porque se esperava que pudesse ter um efeito relaxante. A verdade é que quando os bebés se encontram irritados, com sono, ou desconfortáveis com algo, a chupeta tem um papel fundamental no sentido de acalmar o bebé e deixá-lo mais tranquilo.

No entanto, a utilização da chupeta por parte do bebé não deve ser excessiva. No caso de cólicas, sustos ou companhia (quando o bebé está sozinho) não se deve recorrer à chupeta, porque pode criar más habituações e em alguns casos pode mesmo ser prejudicial para a resolução dos problemas que estão a afectar o bebé.

Contudo, nem tudo é um mar de rosas. Enquanto a chupeta pode ter um impacto muito positivo ao nível do psicológico do bebé, pode também ter um efeito nocivo para o seu estado físico.

Estudos realizados ao longo dos anos permitiram concluir que a utilização da chupeta pode criar deformações na boca, nomeadamente na face e na estrutura dentária. Pode, por exemplo, prejudicar a forma como os dentes irão nascer e desenvolver-se, propiciando problemas futuros ao nível da estrutura dentária.

Logicamente, quanto maior for o tempo de uso da chupeta e a frequência do mesmo, maiores serão os problemas, maiores serão as alterações dentárias e as alterações ao nível das bochechas e suas estruturas musculares.

Em bebés prematuros, a utilização da chupeta poderá ser aconselhada devido à incapacidade de o bebé conseguir sugar o seio materno, e assim a chupeta poderá ser utilizada como um auxiliar para o processo de amamentação. Mas ainda assim, a sua utilização deve ser cuidada e limitada sob pena de ter as mesmas consequências para a estrutura dentária que tem a chupeta tradicional.

Recomenda-se que a utilização de chupeta nunca passe os três anos de idade, e idealmente devemos tentar que o bebé deixe o uso da chupeta o mais cedo possível. Idealmente convém que, durante o período temporal de uso da chupeta, este seja restrito o mais possível, preferencialmente apenas quando o bebé está no berço ou quando precisa de adormecer.

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Autores
Drª Gizele Cunha (Pediatra, Alergologista e Pneumologista Infantil - CRM/SP: 116541)

Pediatra, Alergologista e Pneumologista Infantil - CRM/SP: 116541

A Dra Gizele Ferreira Cunha é Graduada em Medicina pela Universidade de Ribeirão Preto - SP - 2004. Além disso possui:

- Especialização em Alergia e Imunologia Infantil pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (HCRP - FMRP - USP) – 2009.

- Especialização em Pneumologia Infantil pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (HCRP - FMRP - USP) – 2007.

- Especialização em Pediatria pela Universidade de Ribeirão Preto - 2006 .

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