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Útero baixo: o que é, sintomas, causas e como é feito o tratamento

Publicado em 18/01/2019. Revisado por Drª Camille Rocha Risegato (Ginecologista e Obstetra - CRM SP-119093) a 15 março 2019

O corpo humano possui diversos órgãos internos. Em condições ideais, todos eles trabalham em conjunto e de maneira harmônica. No entanto, existem certas particularidades que geram complicações. Quando os órgãos não estão posicionados exatamente onde deveriam, por exemplo, eles podem provocar sintomas desagradáveis. No caso das mulheres, um desses transtornos é o chamado útero baixo.

Como o próprio nome do problema indica, trata-se de uma aproximação anormal do canal vaginal com o útero. Embora pareça algo que não vá causar muitos distúrbios, o útero baixo ocasiona alguns desconfortos impossíveis de serem ignorados pela mulher.

Assim como em muitas outras condições médicas relacionadas às mulheres, o problema precisa ser avaliado por um ginecologista, especialista que se encarregará de determinar a severidade do problema e indicar a melhor terapia a seguir.

Pelas razões demonstradas na sequência da matéria, as gestantes devem buscar atendimento médico o mais rapidamente possível.

útero Baixo

Abaixo você tem um índice com todos os pontos que discutiremos neste Guia

Sintomas do útero baixo

O sinal mais clássico é a lombalgia (um profundo incômodo na parte inferior das costas). Além dessa dor, a queda do útero pode ainda causar os seguintes sintomas:

  • aumento do fluxo de corrimentos vaginais;
  • dores ao praticar relação sexual;
  • dificuldade em liberar a urina ou excretar as fezes;
  • constante sensação de que alguma coisa será expelida pelo canal vaginal a qualquer momento.

Entre as mulheres grávidas, o perigo aumenta devido a essas possíveis consequências:

  • problemas ao caminhar;
  • constipação intestinal;
  • risco de aborto.

Para chegar ao diagnóstico com maior precisão, o ginecologia pode recorrer à realização de uma ultrassonografia transvaginal. Outro exame que ajuda a identificar o problema é o usual toque íntimo. Esse exame, inclusive, pode ser efetuado pela própria paciente, desde que ela receba as devidas orientações médicas sobre como deve proceder.

São várias as complicações graves relacionadas ao rebaixamento do útero, e incluem:

  • aumento da predisposição da mulher para desenvolver infecções do trato urinário;
  • ampliação da vulnerabilidade quanto à infecção causada pelo HPV (papiloma vírus humano).

Colo do útero baixo na gravidez

Uma situação comum e esperada é a queda do colo uterino durante o período de gestação do bebê. Porém, isso deve acontecer no intervalo que antecede a realização do parto, tornando o procedimento muito mais simples. Some-se a isso o endurecimento da região, uma forma que o organismo encontrou para bloquear a saída do feto quando ainda não for a hora certa.

O problema começa com o excesso dessa queda do útero. Caso isso aconteça, o órgão tende a comprimir as estruturas adjacentes, como bexiga, ovários, reto e vagina. As consequências podem ser simples, como uma prisão de ventre, ou bem sérias, como a ocorrência de um aborto. A fim de tomar conhecimento da localização precisa do colo do útero, a gestante deve participar de todo o acompanhamento do período pré-natal.

Principais causas

Normalmente, o útero é suportado pelos tecidos conjuntivos da pelve e pelos músculos, como o pubococcígeo, e é mantido no lugar por ligamentos especiais. O enfraquecimento desses tecidos permite que o útero caia no canal vaginal. A causa mais comum de fraqueza muscular é o trauma sofrido durante o parto, especialmente no caso de crianças grandes ou em partos difíceis.

As principais causas incluem:

Prolapso uterino: É de longe, a causa mais frequente do problema. Trata-se da fragilização da parede muscular responsável por suspender o útero. Ao perder o vigor, essa estrutura permite que haja um deslocamento do órgão. Normalmente, é uma complicação característica de mulheres que estejam em idade mais avançada. Portanto, há uma enorme relação entre o útero baixo e a menopausa. As mulheres gestantes também podem sofrer o que se conhece como prolapso uterino.

Ciclo menstrual: Se a mulher apresentar ciclos menstruais normais, é comum o útero exibir uma queda no decorrer do período. Geralmente, isso ocorre no intervalo fora da ovulação (quando a mulher não está ovulando).

Hérnias: Outra possível causa desse rebaixamento é o desenvolvimento de hérnias na região abdominal.

Muito raramente, a queda do útero também pode ser causada por um tumor pélvico. Outras condições que podem estar associadas a este rebaixamento são, a obesidade, a tosse excessiva e prolongada, e a constipação crônica, já que o esforço associado a ela pode causar fraqueza nesses músculos.

Vale também dizer que, outra complicação provocada pelo útero baixo é a dificuldade de se usar o DIU. A mulher precisa ficar atenta a isso. Se notar que o dispositivo intra-uterino não está bem encaixado, deve solicitar ao ginecologista um meio de contracepção alternativo.

Como é feito o tratamento

Para que o colo do útero baixo seja tratado, o ginecologista precisa avaliar a intensidade do quadro sintomático da paciente. Evidentemente, o tipo de abordagem terapêutica também dependerá da origem exata do problema.

Em princípio, o tratamento pode ser medicamentoso. Porém, não estão descartadas outras possibilidades, como uma intervenção cirúrgica. Outro método utilizado para recuperar o estado de saúde da mulher é a prescrição de atividades físicas específicas que ajudem a fortalecer a parede muscular da região pélvica. Um bom exemplo são os exercícios de Kegel.

Mesmo quando não atinge níveis graves, a queda do útero é um problema que pode causar muitos transtornos na mulher. Ele deve, portanto, ser diagnosticado e tratado adequadamente. Vale ressaltar que as gestantes devem tomar ainda mais cuidado, já que podem ser vítimas de um aborto.

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Autores
Drª Camille Rocha Risegato (Ginecologista e Obstetra - CRM SP-119093)

Ginecologista e Obstetra - CRM SP-119093

Dra Camille Vitoria Rocha Risegato - CRM SP nº 119093 é formada há 14 anos pela Fundação Técnico Educacional Souza Marques, Rio de Janeiro.

Dra Camille mudou se para São Paulo onde realizou e concluiu residência médica em Ginecologia e Obstetrícia (RQE nº 25978) no Centro de Referência de Saúde da Mulher no Hospital Pérola Byington em 2007.

Em 2008 se especializou em Patologia do Trato Genital Inferior nesse mesmo serviço. Ainda fez curso de ultrassonografia em ginecologia e obstetrícia na Escola Cetrus.

Trabalha em setor público e privado, atendendo atualmente em seu consultório médico particular situado na Avenida Leoncio de Magalhães 1192, no bairro do jardim São Paulo, zona norte de São Paulo.

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