-->Uva - Beneficios da Uva para a Saude

Uva

Publicado em 26/05/2010. Revisado por Reinaldo Rodrigues (Enfermeiro - Coren nº 491692) a 12 dezembro 2018

A uva é um fruto que cresce em cachos apertados. A sua polpa é branca ou púrpura e tem um sabor doce.

Consome-se como fruta fresca ou sumo, embora a sua utilidade principal seja a elaboração de vinhos.

Também se podem fazer conservas de uva. Contém diversos minerais e vitaminas e são-lhe atribuídas propriedades antioxidantes e anticancerígenas.

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A uva é uma fruta carnuda, de forma arredondada, que cresce em cachos compostos por muitos bagos.

A sua pele pode ser esverdeada, amarelada ou púrpura, e a polpa é sumarenta e doce, contendo várias sementes ou grainhas.

É uma fruta conhecida desde há muito tempo pelo homem, e, embora se consuma em fresco, o seu principal uso é a elaboração de vinho.

Em cru constitui uma excepcional fruta de mesa, e pode combinar-se com outras frutas em macedónia.

Grande parte da produção destina-se à obtenção de vinhos e mostos, enquanto das suas sementes se extrai o óleo de grainha de uva.

Da secagem dos cachos obtém-se as uvas passas, e conhecem-se múltiplas conservas de uva, como os bagos de uva em caramelo, o xarope de uva, uvas em álcool e geleia de uvas.

As uvas são um alimento que fornece minerais e vitaminas ao organismo.

É uma das frutas com mais hidratos de carbono, contudo o seu calórico não é demasiado elevado.

Contém resveratrol, um composto antioxidante e anticancerígeno, e desde a antiguidade são-lhe atribuídas diversas propriedades curativas.

Tipos e variedades de uvas

Existem múltiplas variedades de uva, que se podem classificar em uvas para mesa, para passas, para a obtenção de mostos, para conserva e para vinificação.

Dentro deste último grupo encontra-se o maior número de variedades, uma vez que a produção de vinho é o principal uso da videira. Também se diferenciam uvas tintas e brancas, segundo o tipo de vinho que originam.

Uvas Autumn Royal sem sementes

As diferentes variedades de uva podem-se classificar segundo o seu uso.

Uvas para mesa: estas variedades são destinadas ao consumo em fresco.

Dão uvas grandes, de tamanho e cor uniformes. Os cachos que formam não são compactos, para facilitar o consumo. Existem uvas de mesa de três tipos: brancas, tintas e negras.

As variedades brancas mais conhecidas são ‘Almería’, ‘Itália’, ‘Chasselas’, etc. Algumas variedades tintas são ‘Cardinal’, ‘Chasselas dorée’, ‘Emperor Queen’ e ‘Moscatel tinta’. Entre as negras estão a ‘Moscatel de Hamburgo’, ‘Alphonse Lavallé’ e ‘Exotic’.

Uvas Flame sem sementes

Uvas para passas: estas uvas devem ter uma textura suave e ausência de sementes, embora existam algumas variedades com sementes.

Se o seu destino é o consumo directo, as uvas devem ser grandes, mas se vão ser usadas em confeitaria são preferíveis as pequenas.

As principais variedades destinadas a este uso são a ‘Sultanina’, ‘Corintia negra’, ‘Moscatel de Alexandria’ e ‘Dátil de Beirute’.

Uvas para sumos naturais: estas variedades devem manter o seu sabor e aroma naturais após os tratamentos a que são submetidas para a sua conservação. Em geral, as uvas de Vitis vinifera não cumprem estes requisitos e as mais usadas são a ‘Concord’ e ‘Niágara’, pertencentes a Vitis labrusca.

Uvas em conserva: são variedades sem sementes que se usam com outras frutas em cocktails e saladas. A variedade mais apreciada é a ‘Sultanina’.

Uvas Riesling maduras

Uvas para vinho: é a principal utilização das uvas, pelo que se conhecem uma infinidade de variedades aptas para vinho.

Estas uvas podem-se classificar em tintas e brancas, segundo a cor do vinho que originam.

Em Portugal existem inúmeras castas tintas e brancas que se podem cultivar nas regiões vinícolas demarcadas.

Como exemplo de castas brancas pode-se referir o ‘Alvarinho’, ‘Loureiro’, ‘Trajadura’, ‘Azal-branco’, ‘Malvasia-Fina’, ‘Rabigato’, ‘Arinto’, ‘Bical’, ‘Maria Gomes’ e ‘Moscatel’ e como tintas o ‘Bastardo’, ‘Touriga-Francesa’, ‘Tinta-Roriz’, ‘Touriga-Nacional’, ‘Tinto Cão’, ‘Trincadeira’, ‘Baga’, ‘Castelão’ e ‘Vinhão’. Em Espanha, dentro das tintas podem-se encontrar as castas ‘Bobal’, ‘Cabernet Sauvignon’, ‘Embolicaire’, ‘Forcayat’, ‘Garnacha’, ‘Tintorera’, ‘Merlot’, ‘Monastrell’, ‘Tempranillo’, ‘Pinot Noir’, etc. Entre as castas brancas encontram-se a ‘Airén’, ‘Chardonay’, ‘Macabeo’, ‘Malvasía’, Merseguera’, ‘Moscatel’, ‘Planta nova’ e ‘Riesling’.

A planta da uva

A videira é uma planta que se cultiva em forma de arbusto e que trepa graças a umas gavinhas que se enroscam às outras plantas.

As folhas são grandes e lobuladas, as flores são pequenas e aparecem agrupadas em rácimos. Botanicamente distinguem-se várias espécies de videiras, todas elas pertencentes ao género Vitis, sendo a Vitis vinifera a principal para vinificação.

Vitis labrusca

A videira pertence á família das Vitáceas e ao género Vitis. É uma planta trepadora, que trepa graças a umas gavinhas e que pode chegar a medir 17 metros se cresce livremente.

As suas folhas são alternas e lobuladas, formadas por cinco nervos principais e servem para caracterizar as múltiplas variedades (castas). As flores agrupam-se em rácimos e são pequenas.

As pétalas estão livres na base e soldadas no ápice. O fruto é uma baga que contém sementes duras.

O tamanho varia entre os 12mm e os 24mm, segundo a espécie. Pode ter forma esférica, elíptica, ovóide, cilíndrica ou arqueada. A cor do bago varia entre verde amarelado e vermelho enegrecido.

Botanicamente, o género Vitis divide-se em duas secções: Muscadinia e Vitis.

Secção Muscadinia: estas videiras têm origem no Sudeste dos Estados Unidos e no Norte do México. Conhecem-se três espécies, todas com pouco interesse comercial: Vitis rotundifolia, Vitis munsoniana e Vitis mopenoi.

Secção Vitis: este grupo engloba as verdadeiras videiras.

Existem numerosas espécies dentro desta secção. V. candicans, V. Longii e V. champinii são espécies americanas usadas como porta-enxertos ou cavalos.

A V. labrusca é uma variedade americana cujos frutos são usados para consumo em fresco e elaboração de sumos naturais. A V. Caribaeae é uma espécie originária das zonas tropicais da América, conhecida na Venezuela como ‘bejuco de água’ ou ‘agraz’.

Outras videiras de origem americana usadas como porta-enxertos são V. berlandieri, V. aestivalis, V. cordifolia, V. monticola, V. riparia e V. rupestris.

No entanto a espécie de maior importância vinícola é a Vitis vinífera, da qual provêm as principais variedades (castas) de uva usadas para vinificação.

Vitis riparia

Origem da uva e produção

A videira é originária da Ásia e a sua cultura foi-se estendendo ao resto da Europa, donde foi levada para o continente americano.

Atualmente, o principal continente produtor é a Europa. A videira é conhecida desde a pré-história, tendo-se iniciado o seu cultivo no Neolítico.

Considera-se que a videira teve origem no Cáucaso e Ásia ocidental e crê-se que já era colhida no Paleolítico. Sabe-se que já existiam videiras silvestres durante a Era Terciária.

Durante o Neolítico (6000 anos a. C.) iniciou-se o cultivo da videira na Ásia Menor e Próximo Oriente. Com o passar do tempo, foram-se seleccionando as espécies que melhores frutos produziam, até se chegar às videiras actuais com frutos grandes.

Vitis rotundifolia

Os egípcios já conheciam a videira, mas foram os gregos e os romanos que mais desenvolveram a viticultura e expandiram o cultivo da videira por toda a Europa romanizada.

Os espanhóis levaram a cultura da videira para a América do Norte. Actualmente a Europa é o principal continente produtor, com metade da produção mundial de uva, seguida da Ásia.

As zonas que menos uva cultivam são a África e a Oceânia. A produção de uva, tanto de mesa como a que é para vinho, agrupada por continentes é:

  Continente  Toneladas  %
  África  3.176.623  5
  Ásia  13.658.494  22
  Europa  31.453.476  50
  América do Norte  7.331.018  12
  América do Sul  5.297.958  9
  Oceânia  1.395.200  2
  Total  62.312.769  100

Fonte: Anuário FAO de Produção (2000)

Os principais países produtores são, na sua maioria, europeus. O primeiro é a Itália, seguida da França, Estados Unidos e Espanha.

No quadro seguinte mostram-se os principais países produtores de uva, tanto de mesa como a destinada à produção de vinho.

  País  Toneladas
  Itália  9.773.641
  França  7.400.000
  Estados Unidos  6.792.000
  Espanha  5.646.400
  Turquia  3.650.000
  China  3.053.427
  Argentina  2.424.990
  Irão  2.350.000
  Alemanha  1.648.000
  Chile  1.575.000

Fonte: Anuário FAO de Produção (2000)

No quadro em baixo indicam-se os principais países exportadores de uva (mesa e vinho).

O maior país exportador é a Itália, seguida do Chile, Estados Unidos e África do Sul.

  País  Toneladas
  Itália  577.344
  Chile  473.525
  Estados Unidos  280.155
  África do Sul  183.684
  México  107.797
  Espanha  98.255
  Holanda  91.278
  Grécia  87.160
  Bélgica-Luxemburgo  56.642
  Turquia  47.943

Fonte: Anuário FAO do Comércio (2000)

Entre os países importadores, os Estados Unidos é o principal, seguido da Alemanha, China, Reino Unido e França.

  País  Toneladas
  Estados Unidos  383.672
  Alemanha  349.411
  China  163.333
  Reino Unido  153.546
  França  142.356
  Canadá  136.687
  Holanda  132.789
  Bélgica-Luxemburgo  95.064
  Polónia  88.040
  México  51.896

Fonte: Anuário FAO do Comércio (2000)

Mês de colheita e disponibilidade no mercado

Actualmente podem-se consumir uvas frescas durante todo o ano devido à ampla gama de variedades que se cultivam e comercializam.

Também se podem consumir sob a forma de passas ou conservas.

A época de consumo de uva fresca começa no início do Verão e termina nos primeiros dias de Inverno.

No entanto, hoje em dia existem variedades de uva de mesa que se encontram nos mercados todo o ano, de diversas origens.

Além disso, podem-se consumir sob a forma de passas ou enlatadas.

Videira de uvas Concord

No quadro seguinte pode-se observar os meses de disponibilidade no mercado do Reino Unido de algumas variedades de uva.

Também se indicam os países exportadores e o peso das embalagens mais usadas.

  Proveniência  Meses de disponibilidade no Reino Unido  Peso das embalagens
  Argentina
  Almería  Abril-Maio  5kg
  Cardinal  Novembro-Janeiro
  Emperor  Março-Abril
  Flame seedles  Novembro-Janeiro
  Imperial  Dezembro-Janeiro
  Perlette  Dezembro-Janeiro
  Ribler  Fevereiro-Março
  Ruby seedlesss  Fevereiro-Março
  Thompson seedlesss  Fevereiro
  Austrália
  Calmeria  Fevereiro-Abril  5kg
  Flame seedlesss  Janeiro-Junho
  Ohanez  Maio-Abril
  Purple cornichon  Fevereiro-Maio
  Red emperor  Janeiro-Junho
  Sultana  Fevereiro-Abril
  Thompson seedlesss  Fevereiro-Abril
  Waltham cross  Fevereiro-Abril
  Bélgica
  Baidior  Agosto-Outubro  3kg
  Canon Hall  Julho-Outubro
  Colman  Novembro-Dezembro
  LeopoldIll  Junho-Dezembro
  Muscat  Julho-Outubro
  Ribier  Junho-Novembro
  Royal  Junho-Novembro
  Brasil
  Benitaka  Abril-Junho e Setembro-Janeiro  5/8,2kg
  Italia  Abril-Junho e Setembro-Janeiro
  Muscat  Abril-Junho e Setembro-Janeiro
  Perlette  Abril-Junho e Setembro-Janeiro
  Redglobe  Abril-Junho e Setembro-Janeiro
  Ribier  Abril-Junho e Setembro-Janeiro
  Ruby seedlesss  Abril-Junho e Setembro-Janeiro
  Thompson seedlesss  Abril-Junho e Setembro-Janeiro
  Chile
  Almería  Abril-Junho  5/8,2kg
  Alphonse Lavalle  Janeiro-Junho
  Black seedlesss  Dezembro-Março
  Christmas Rose  Março-Maio
  Emperor  Março-Junho
  Flame seedlesss  Novembro-Março
  Perlette  Novembro-Janeiro
  Pink muscatel  Janeiro-Abril
  Redglobe  Janeiro-Julho
  Ribier  Janeiro-Junho
  Ruby seedlesss  Janeiro-Abril
  Santa Elsana  Dezembro-Fevereiro
  Sugraone  Dezembro-Fevereiro
  Thompson seedlesss  Dezembro-Maio
  Chipre
  Cardinal  Junho-Outubro  5/7/8kg
  Gold  Junho-Outubro
  Perlette  Junho-Outubro
  Sultana  Junho-Outubro
  Superior  Junho-Outubro
  Thompson seedlesss  Junho-Outubro
  Egipto
  Crimson seedlesss  Maio-Agosto e Outubro-Novembro  5kg
  Flame seedlesss  Maio-Agosto e Outubro-Novembro
  Kingruby  Maio-Agosto e Outubro-Novembro
  Perlette  Maio-Agosto e Outubro-Novembro
  Romi  Maio-Agosto e Outubro-Novembro
  Sultana  Maio-Agosto e Outubro-Novembro
  Superior  Maio-Agosto e Outubro-Novembro
  Thompson seedlesss  Maio-Agosto e Outubro-Novembro
  Jugoslávia
  Cardinal  Agosto-Outubro  6kg
  França
  Alphonse Lavalle  Agosto-Outubro  5/7kg
  Chasselas  Agosto-Outubro
  Lival  Agosto-Outubro
  Muscat de Hamburgo  Agosto-Outubro
  Grécia
  Ática seedlesss  Agosto-Setembro  5/8,2kg
  Cardinal  Julho-Agosto  9kg
  Sultana  Agosto-Novembro  5/9kg
  Thompson seedlesss  Agosto-Novembro  5kg
  Índia
  Khismis Chomi  Dezembro-Maio  5kg
  Perlette  Junho:
  Sonaka  Fevereiro-Abril:
  Tasa-Ganesh  Fevereiro-Abril:
  Thompson seedlesss  Fevereiro-Abril:
  Israel
  Flame seedlesss  Maio-Junho  5kg
  Mysteri  Junho-Julho
  Perlette  Maio-Junho
  Prime  Junho-Julho
  Springblush  Junho-Julho
  Superior  Julho-Agosto
  Thompson seedlesss  Junho-Julho
  Irão
  Variedades sem sementes  4kg
  Vermelhas e Brancas  Setembro
  Itália
  Alfonse Lavalle  Julho-Outubro  5/6/7kg
  Cardinal  Julho-Outubro
  Italia  Agosto-Dezembro
  Matilde  Julho-Setembro
  Muscat  Agosto-Dezembro
  Palieri  Agosto-Dezembro
  Redglobe  Setembro-Dezembro
  Regina  Agosto
  Regina del Vigneti  Julho-Setembro
  Sem sementes  Agosto-Outubro
  Sugraone  Julho-Setembro
  Vigneti  Julho-Setembro
  Vittoria  Julho-Setembro
  vino  Setembro-Outubro
  Líbano  5kg
  Verygo  Novembro-Janeiro
  Vitamonl
  Jordânia
  Flame seedlesss  Maio-Agosto  5kg
  Thompson seedlesss  Julho-Agosto
  Holanda
  Golden champion  Julho-Setembro  3/4kg
  Muscat
  México
  Flame seedlesss  Maio-Agosto  5kg
  Perlette  Maio-Agosto
  Sultana  Maio-Agosto
  Superior  Maio-Agosto
  Thompson seedlesss  Maio-Agosto
  Marrocos
  Superior  Junho-Julho  5kg
  Thompson seedlesss  Maio-Junho
  Paquistão
  Sem sementes  Julho-Setembro  5kg
  Perú
  Alfonse Lavalle  Novembro-Janeiro
  5/8kg
  Flame seedlesss  Novembro-Janeiro
  Italia  Novembro-Janeiro
  Ribier  Novembro-Janeiro
  Thompson seedlesss  Novembro-Janeiro
  Portugal
  AlphonseLavalle  Junho-Outubro  10/12/15kg
  Cardinal  Junho-Outubro
  Muscatel  Junho-Outubro
  África do Sul
  Biendonne  Janeiro-Março  9kg
  Dauphine  Abril-Junho  4,5/5kg
  Erlihane  Janeiro  2,5kg
  Italia  Março-Maio
  Newcross  Março-Maio
  Peridot  Março-Maio
  Queen of the Vineyard  Janeiro-Fevereiro  4kg
  Victoria  Fevereiro
  Walthman cross  Fevereiro-Maio
  Alfonse Lavalle  Janeiro-Abril  9kg
  Barlinka  Março-Junho  5kg
  Blackgem  Dezembro-Janeiro
  Bonheur  Fevereiro-Maio
  Dan Ben Hannah  Janeiro-Abril
  La Rochelle  Janeiro-Maio
  Redglobe  Janeiro-Maio
  Centennial  Fevereiro  9kg
  Festival  Dezembro-Março  5kg
  Flame seedlesss  Novembro-Janeiro
  Muscat  Janeiro
  Sultana  Novembro-Março
  Sun red seedlesss  Fevereiro-Abril
  Superior  Novembro-Dezembro
  Thompson seedlesss  Dezembro-Abril
  Espanha
  Almería  Junho-Janeiro  5kg
  Alphonse Lavalle  Agosto-Setembro
  Autumblack  Setembro-Dezembro
  Cardinal  Junho-Janeiro
  Crimson  Setembro-Outubro
  Flame seedlesss  Junho-Julho
  Italia  Junho-Janeiro
  Muscatel  Junho-Janeiro
  Napoleón  Setembro-Janeiro
  Redglobe  Agosto-Dezembro
  Rosetti  Junho-Janeiro
  Thompson seedlesss  Agosto-Dezembro
  Tunes
  Cardinal  Julho  6kg
  Muscat  Setembro-Novembro
  Turquia
  Centenal  Julho-Outubro  5kg
  Sultana  Julho-Outubro
  Thompson seedless  Julho-Outubro
  Estados Unidos
  Emperor  Outubro-Dezembro  5/9/10kg
  Exotic  Julho-Agosto
  Flame seedlesss  Julho-Agosto
  Ruby seedlesss  Setembro
  Sugraone  Junho-Julho
  Sugrathirteen  Maio-Julho
  Sultana  Julho-Agosto
  Sunset seedlesss  Setembro-Dezembro
  Thompson seedlesss  Junho-Setembro
  Tudorseedlesss  Agosto-Setembro
  Uruguai
  Cardinal  Janeiro  5kg
  Zimbabwe
  Flame seedless  Depende da procura do mercado  Vários
  Sultana  Depende da procura do mercado

Embalagem
As uvas comercializam-se em caixas de madeira, com capacidade entre 5 e 11kg, ou caixas de plástico de pesos entre 0,5 e 1,5kg. Nos Estados Unidos as uvas podem-se vender em caixas de madeira de 11kg de capacidade.

Para além destas caixas tradicionais, usam-se outras de plástico de 0,5 a 1,5kg, coloridas para serem mais atractivas para o consumidor.

Cada vez mais desenham-se novas embalagens, mais cómodas e atractivas para o consumidor, como sejam as bolsas com um só cacho, ou as bandejas com capacidade para dois cachos, etc.

embalagens

Regulamentações – Normas europeias

As normas europeias sobre a qualidade da uva de mesa indicam que esta se deve comercializar limpa, sã e sem danos de insectos ou doenças.

As uvas de mesa classificam-se em três categorias, segundo a sua qualidade.

A norma de qualidade das uvas passas da ONU classifica-as em três categorias e indica que as passas devem apresentar-se inteiras, sãs, livres de insectos vivos ou ácaros em qualquer estado de desenvolvimento.

A União Europeia baseia as normas de qualidade referentes à uva de mesa no Regulamento(CE) nº2789/1999, da Comissão de 22 de Dezembro de 1999.

Segundo estas normas, os cachos e os bagos de uva devem estar sãos, limpos, praticamente isentos de ataques por insectos ou doenças, sem humidade exterior anormal e sem cheiros ou sabores estranhos. Os bagos devem ainda estar bem formados e aderentes ao cacho.

Devem colher-se cuidadosamente e num estado que permita o seu transporte e manipulação, por forma a chegarem em condições adequadas ao seu destino.

botões florais

As uvas de mesa classificam-se em três categorias, segundo a qualidade que apresentam.

Categoria Extra: estas uvas são as de melhor qualidade. Os bagos devem estar isentos de qualquer defeito, devem ser duros e estar bem unidos ao cacho.

Categoria I: nesta categoria admite-se que os bagos estejam espaçados sobre o engaço de maneira menos uniforme que no caso anterior. Admitem-se ligeiras deformações, defeitos de coloração ou muito ligeiras queimaduras de sol, que afectam apenas a epiderme.

Categoria II: os cachos podem apresentar defeitos leves de desenvolvimento, forma e cor. Os bagos devem ter a polpa suficientemente firme e a sua distribuição no cacho pode ser mais irregular do que na categoria I.

Podem apresentar malformações, defeitos de coloração, ligeiras queimaduras de sol, ligeiras marcas de pressão e alterações na epiderme.

O calibre mínimo, em gramas, está indicado no quadro em baixo. Diferenciam-se variedades cultivadas em estufa e ao ar livre. Estas últimas, por sua vez, diferenciam-se em variedades de bago graúdo e de bago miúdo.

     Estufa  Ar livre   
  Bago graúdo  Bago miúdo
  Categoria Extra  300  200  150
  Categoria I  250  150  100

A distinção entre variedades cultivadas em estufa e variedades cultivadas ao ar livre, de bago graúdo e de bago miúdo, encontra-se no Anexo I desta norma.

Quanto às tolerâncias, admite-se que 10% do produto da embalagem não cumpra as características da categoria ou de calibre indicado na embalagem, salvo para a categoria Extra em que esta percentagem é de 5%.

O conteúdo de cada embalagem deve ser homogéneo e conter cachos da mesma variedade, categoria e grau de maturação. O acondicionamento deve garantir uma protecção conveniente do produto.

Os materiais usados devem ser novos, estar limpos e não devem conter substâncias que alterem o produto.

flor da uva

Em cada embalagem deve-se indicar claramente o embalador, expedidor, a variedade de uva, a origem e a categoria.

Relativamente à qualidade comercial das uvas passas, a ONU possui a norma UM/ECE STANDARD DF-11, de referência e não obrigatória.

As passas devem apresentar-se inteiras, sãs, livres de insectos vivos ou ácaros em qualquer estado de desenvolvimento. Não devem apresentar humidade externa anormal, nem cheiros ou sabores estranhos. O seu estado deve permitir o transporte e a manipulação de modo a que cheguem em condições satisfatórias ao seu destino.

O teor de água das passas não deve ser inferior a 13%, em caso algum, nem ser superior a 31% para o tipo Moscatel, 23% para as variedades com sementes e 18% para as variedades sem sementes.

Os aditivos ou ingredientes adicionados às passas durante o processamento, devem ser permitidos no país importador.

As passas classificam-se em três categorias, segundo a sua qualidade.

Categoria Extra: estas passas são as de melhor qualidade. Devem possuir umas boas características de sabor, textura e cor. Devem ter-se obtido a partir de uvas maduras e devem estar praticamente livres de defeitos, à excepção de alguns ligeiros e muito superficiais que não afectam a qualidade do produto.

Categoria I: neste caso admitem-se ligeiros defeitos, dentro dos valores indicados nas tolerâncias.

Categoria II: admitem-se defeitos, dentro dos limites indicados nas tolerâncias, sempre que não afectem a aparência geral, qualidade e apresentação do produto.

O calibre para todas as categorias determina-se pelo número máximo de bagos em 100g ou pelo menor diâmetro destes.

Nos quadros seguintes indicam-se os defeitos permitidos e as tolerâncias, para cada categoria, dependendo se se trata de uvas com sementes, sem sementes ou passas de Corinto:

Uvas sem sementes

     Tolerâncias
  Defeitos permitidos  Percentagem por peso  Por contagem
  Cat. Extra  Cat. I  Cat. II  Cat. Extra  Cat. I  Cat. II
  Pedaços de caule(por kg)  –  –  –  1  2  2
  Pedúnculos(%)  –  –  –  4  5  5
  Bagos imaturos  2  3  4  –  –  –
  Bagos com sementes  –  –  –  0,1  0,5  1,0
  Bagos bolorentos  2  3  4  –  –  –
  Danificados por insectos  0,5  0,5  1  –  –  –
  Danificados  3  4  5  –  –  –
  Açucarados  8  12  15  –  –  –
  Material vegetal externo  0,01  0,02  0,03  –  –  –
  Impurezas minerais  0,01  0,01  0,01  –  –  –

Uvas com sementes

  Tolerâncias
  Defeitos permitidos  Percentagem por peso  Por contagem
  Cat.Extra  Cat.I  Cat.II  Cat.Extra  Cat.I  Cat.II
  Pedaços de caule(por kg)  –  –  –  1  2  2
  Pedúnculos(%)  –  –  –  4  5  5
  Bagos imaturos  1  2  2  –  –  –
  Bagos bolorentos  2  3  4  –  –  –
  Danificados por insectos  0,5  0,5  1  –  –  –
  Danificados  3  4  5  –  –  –
  Açucarados  5  10  15  –  –  –
  Material vegetal externo  0,01  0,02  0,03  –  –  –
  Impurezas minerais  0,01  0,01  0,01  –  –  –

Passas de Corinto

  Tolerâncias
  Defeitos permitidos  Percentagem por peso  Por contagem
  Cat.Extra  Cat.I  Cat.II  Cat.Extra  Cat.I  Cat.II
  Pedaços de caule (por kg)  –  –  –  1  1  1
  Pedúnculos(%)  –  –  –  2  3  3
  Bagos imaturos  0,1  0,7  1,5  –  –  –
  Bagos bolorentos  2  3  4  –  –  –
  Danificados por insectos  0,5  0,5  1  –  –  –
  Danificados  0,5  2  3  –  –  –
  Açucarados  5  10  15  –  –  –
  Material vegetal externo  0,01  0,02  0,03  –  –  –
  Impurezas minerais  0,01  0,01  0,01  –  –  –

No que respeita à apresentação, o conteúdo de cada pacote deve ser uniforme, contendo passas da mesma origem, qualidade, calibre e ano. Devem estar embaladas adequadamente, com materiais limpos, novos e sem substâncias que alterem o produto. Devem apresentar-se em pacotes pequenos, segundo os requisitos dos países importadores.

Em cada embalagem deve indicar-se claramente o embalador, o tipo de passas (com sementes, etc.), a origem, a categoria, o calibre e o ano de cultivo.

Criterios de qualidade

Gestão atmosferica pós colheita

As uvas de mesa devem armazenar-se a temperaturas entre –1ºC e 0ºC, e humidade relativa entre 90% e 95%. Deve existir uma adequada circulação de ar na câmara. As uvas não são sensíveis ao etileno, embora uma concentração superior a 10ppm possa provocar a separação dos bagos do pedúnculo.

Não se recomenda o uso de atmosferas modificadas, pois traz poucos benefícios.

Problemas pós colheita
As uvas, durante o seu armazenamento, estão sujeitas a diversos problemas, entre eles as alterações fisiológicas, como o aparecimento de bagos aquosos ou a queda de bagos do pedúnculo. A doença mais importante durante a conservação é a provocada pelo fungo Botrytis cinerea.

As uvas de mesa são afectadas por diversos problemas durante o seu armazenamento. As alterações fisiológicas mais importantes são as seguintes:

Queda de bagos do pedúnculo: este problema agrava-se quanto mais madura está a fruta. As variedades sem sementes são menos sensíveis a esta alteração. A queda dos bagos pode ocorre durante a colheita e a manipulação no campo, embora também possa ocorrer posteriormente. Este problema pode ser minimizado se a manipulação é adequada e se mantêm as correctas condições de humidade e temperatura.

Bagos aquosos: O primeiro sintoma desta alteração é o aparecimento de pequenas manchas escuras nos pedúnculos dos bagos. Estas manchas vão-se estendendo, afectando cada vez mais áreas. Finalmente os bagos afectados amolecem e ficam aquosos. Durante a colheita e embalagem podem-se eliminar estes bagos, embora seja uma operação cara.

A podridão cinzenta é a principal doença a afectar as uvas durante o seu armazenamento. É provocada pelo fungo Botrytis cinerea, que se pode desenvolver a temperaturas muito baixas, até –0,5ºC, e que cresce passando de uns bagos para os outros. No início os bagos ficam castanhos e posteriormente cobrem-se de uma bolor cinzento. A infecção por Botrytis pode-se reduzir eliminando os cachos infectados e arrefecendo-os o mais cedo possível, ou então pulverizando com dióxido de enxofre.

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Efeitos Saudaveis

Beneficios da uva para a saude
A uva de mesa é uma fonte de carotenóides, provitamina A, vitamina C e flavonóides (miricetina e quercetina). Também contém outro fitoquímico denominado resveratol. Uma porção de 125 g fornece aproximadamente 25 % da dose diária recomendada de vitamina C, um poderoso antioxidante que protege o organismo contra diversos tipos de cancro e que melhora as funções imunológicas.

Passas de uva

A vitamina A tem efeitos protectores contra transtornos oculares, é benéfica para o desenvolvimento dos ossos, a manutenção dos tecidos corporais, a reprodução e o desenvolvimento do papel hormonal e das co-enzimas. Os flavonóides são compostos secundários presentes nas frutas e hortaliças os quais, numa dieta variada, protegem contra o cancro e as doenças cardiovasculares.

Tradições populares
A uva é usada, desde há muito tempo, pelas suas propriedades curativas. É laxante e diurética, e está indicada para casos de debilidade. Também é um bom depurativo do sangue e previne a osteoporose. Desde há muitos séculos que as propriedades medicinais da uva são conhecidas e muitas civilizações usaram-na como depurativo do sangue e estimulante das defesas do organismo.

Em caso de obstipação, convém consumir as uvas com casca e com grainhas, enquanto que as pessoas idosas ou com o sistema digestivo debilitado deve consumi-las em forma de sumo. A uva é laxante e diurética. Não é adequada para diabéticos, dado o seu teor em açúcar, e a algumas pessoas as variedades tintas podem provocar enxaquecas.

Na medicina chinesa, a uva está indicada para as pessoas que têm falta de energia e de sangue, e para casos de astenia, tosse afónica, palpitações e sudação, dores reumáticas e ardor ao urinar.

Ditados populares
1. A seu tempo vêm as uvas e as maçãs maduras 2. Laranjas em Janeiro, dão que fazer ao coveiro
3. Muita parra, pouca uva4. Em Fevereiro chuva, em Agosto uva
5. Trovoadas em Agosto, abundância de uva e mosto6. Uvas, pão e queijo sabem a beijo
7. Deus criou a uva e o Diabo fez o vinho8. Pelo Santiago pinta o bago

Vitis vinífera, da qual provêm as principais variedades (castas) de uva usadas para vinificação

Lista de variedades de Vitis vinifera L. (origem Europa)

Castas de uvas tintas
  • Alicante Bouschet
  • Baga
  • Barbera
  • Cabernet Franc
  • Cabernet Sauvignon
  • Canaiolo
  • Carménère
  • Cinsaut
  • Dolcetto
  • Gamay
  • Malbec
  • Merlot
  • Mourvèdre
  • Nebbiolo
  • Petit Syrah
  • Pinot Noir
  • Syrah
  • Sangiovese
  • Tannat
  • Tempranillo ou Aragonez
  • Tinta Negra Mole
  • Touriga Nacional
  • Negra Mole
  • Blaufrankish (Kekfrancós na Hungria
Castas de uvas brancas
  • Abelhal
  • Alvarinho
  • Chardonnay
  • Chenin Blanc
  • Gewürztraminer
  • Malvasia
  • Müller-Thurgau
  • Pinot Blanc
  • Pinot Grigio
  • Prosecco
  • Riesling
  • Sauvignon Blanc
  • Semillon Blanc
  • Trebiano
  • Furmint
  • Moscatel Amarela (yellow Muscat)
  • Zeta
  • Bouvier
  • Riesling
  • Harslevelu
Castas de uvas Rosadas
  • Milleau
  • Mosaico Liturcci ou Cereza Italiana
  • Riesling Rosè
  • Saint Tomaint
  • Terreau

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Autores
Reinaldo Rodrigues (Enfermeiro - Coren nº 491692)

Enfermeiro - Coren nº 491692

O Reinaldo Rodrigues formou-se em agosto de 2016, pela Universidade Padre Anchieta, em Jundiai. Fez curso de especialização em APH (Atendimento Pré-Hospitalar), pela escola 22Brasil Treinamentos, em Barueri, curso de 200 horas práticas, com foco em acidentes de trânsito.

Trabalha como Cuidador de Idosos há 5 anos, e possui experiência em aspiração de vias aéreas, banho de aspersão, curativos, tratamento e prevenção de Lesão por Pressão, gerenciamento de Equipe de cuidadores com elaboração de escalas. Treinamento e acompanhamento de cuidadores nas casas dos pacientes.

Também pode encontrar o Reinaldo no Linkedin.