Vacina e Autismo

Em 1999, o médico inglês Andrew Wakefield publicou um artigo intitulado “MMR vaccination and autism” (MMR Vacina e Autismo) no qual procurava relacionar o autismo com a vacina tríplice. Este artigo despertou desde logo uma grande controvérsia e discórdia.

Segundo o trabalho de Wakefield, o autismo poderia ser uma consequência do Thimerosal, um conservante utilizado nas vacinas. O Thimerosal é um conservante à base de mercúrio, que tem sido amplamente estudado ao longo das últimas décadas.

Depois da publicação do artigo deste médico inglês, foram realizadas diversas outras pesquisas, as quais não conseguiram comprovar a relação entre a vacina e o autismo.

Esta pesquisa foi inicialmente sustentada no facto do autismo ser geralmente diagnosticado perto dos dois anos de idade, a mesma idade em que as crianças recebem a vacina da tríplice viral. Esta casualidade levou alguns médicos como Wakefield, a suspeitarem de uma relação entre a vacina e autismo.

Contudo, os pais devem notar que não exista qualquer evidência científica que confirma esta teoria, pelo que é importante que continuem a vacinar os seus filhos.

Também é importante frisar que hoje já existem vacinas que não possuem Thimerosal na sua composição. O Thimerosal é utilizado em vacinas vivas para evitar a sua contaminação e consequente redução de eficácia. Por se tratar de uma substância que é potencialmente tóxica, a sua quantidade tem sido progressivamente reduzida.

Nos anos que se seguiram à publicação do artigo de Andrew Wakefield, foram muitos os pais que se deixaram afetar pelo alarmismo, deixando de vacinar os seus filhos. Contudo, para salvaguardar a saúde das crianças, é essencial que os pais sigam os programas de vacinação.