Vale do Lima

Revisado por Equipe Editorial a 13 janeiro 2018

Vale do Lima:

A Região

O grande traço definidor da região do Vale do Lima é o rio Lima. Nascido na Galiza, na serra de São Mamede, vai percorrer mais de uma centena de quilómetros em território espanhol até entrar em Portugal junto ao castelo do Lindoso. Logo aí vai ser represado pela barragem do Alto Lindoso, formando uma vasta albufeira que se estende por terras galegas e lusitanas.

Neste troço inicial, o Lima corre apertado entre duas serras, a do Soajo na margem direita e a Amarela na margem esquerda. Tanto do lado do Soajo como no do Lindoso, a ocupação humana é semelhante: aldeias com os seus espigueiros em granito, possuindo, muitas vezes no alto das serras, «extensões» unicamente utilizadas de Verão, as brandas, para onde é levado o gado. Exemplo disto é a aldeia de Ermida com a Branda de Vilhares, descrita no percurso de Ponte da Barca.

A 17 km a jusante do Alto Lindoso, perto de Entre-ambos- os-Rios (o rio de Froufe e o de Tamente, que aqui confluem com o Lima), foi construída em 1993 nova barragem, de Touvedo. Daqui em diante, e em particular para jusante de Ponte da Barca, o vale vai começar a alargar-se, tornando-se mais verde e povoado.

Esta mancha verde, que se alarga à medida que nos aproximamos da foz, corresponde a campos de milho, prados e vinhas, sejam as tradicionais de enforcado, sejam as mais modernas, adaptadas já à utilização dos tractores, mas sempre do afamado vinho verde. As principais elevações do troço final do Lima situam-se na margem direita. É o caso da serra d’Arga, rematada pelo santuário e miradouro da Senhora do Minho, e da serra de Santa Luzia, sobranceira a Viana do Castelo. Na margem direita, o grande miradouro sobre o rio é o Monte da Madalena, nos arredores de Ponte de Lima.

Cooperativas, centros de artesanato e produtores independentes procuram perpetuar objectos e maneiras de fazer ligadas às antigas artes e ofícios. É o caso das diversas fases do ciclo do linho ou do trabalho do granito, para além da filigrana e do trabalho do ouro.

Mas se há actividade que nestes últimos 20 anos marcou fortemente o Vale do Lima foi a adaptação de antigas quintas e solares às diversas modalidades de Turismo no Espaço Rural. Pioneiro deste movimento foi Francisco Calheiros que, desde o início, compreendeu as potencialidades deste programa, já que a exploração integrada da vertente turística (turismo no espaço rural, rotas de vinhos, recuperação de aldeias históricas, dinamização do artesanato e das produções tradicionais de qualidade, etc.) pode ser um dos pilares do fortalecimento da economia local, tanto mais que a agricultura tradicional atravessa a crise que se conhece e que a região não possui características que a tornem atractiva para a indústria em larga escala.

De resto, bastaria olhar para a quantidade de casas aqui em funcionamento para perceber que foi a partir daqui que o Turismo no Espaço Rural irradiou.

De que forma são recuperadas casas antigas para as adaptar a esta modalidade de alojamento? Que problemas se levantam do ponto de vista da arquitectura e da recuperação do património? Seguem-se algumas reflexões de José Manuel Fernandes, arquitecto e colaborador dos Guias do EXPRESSO.

A forma como esta adaptação é feita acaba por traduzir a a atitude dos proprietários face aos «outros», ou seja, aos visitantes- pernoitantes, procurando conjugar o melhor acolhimento possível com a salvaguarda da intimidade da vida familiar, afinal um dos valores mais fortemente associados à ideia de «domus» na nossa cultura.

No campo da relação com o visitante surgem diferentes soluções. Exemplos há em que se assume com clareza uma separação entre os dois espaços. É o caso de inúmeros solares onde a expressão arquitectónica do edifício mais vetusto é associada a uma área de vida quotidiana da família residente, à qual o visitante pode naturalmente aceder (faz parte das regras do sistema), ficando em quartos inseridos na espacialidade pré-existente do solar, como um parente que há muito não vinha visitar aquele ramo da família.

Noutros casos, embora mantendo esta possibilidade de integração, as soluções adoptadas favorecem a permanência dos visitantes no chamado «anexo», por via de regra um corpo novo, construído de raiz na continuidade do volume antigo mas dele fisicamente demarcado. É uma perspectiva diferente de acolhimento, mais virada para a salvaguarda da intimidade alheia. Mas algumas vezes é o próprio visitante que assim prefere.

Nenhuma é melhor ou pior que a outra. São duas hipóteses diferentes de estabelecimento de convivialidades que, por existirem, dão o direito da escolha.

É interessante ver, dentro destas diferentes perspectivas, como é que a arquitectura ajuda a resolver os espaços.

Casos há, notáveis pela qualidade da relação humana que os anfitriões propõem, em que a vida da família se expõe no quotidiano. Quase não há transformação arquitectónica, a não ser nas infra-estruturas mínimas: aquecimento, sanitários, etc. É a arquitectura antiga com os seus salões, o mobiliário, a lareira, o pátio que constitui a base de convívio, alimentada pelas histórias de família que se contam à volta da mesa ou do lume.

Outras situações opostas assentam numa reformulação profunda. Assume-se que a vida familiar muda, que se passa de uma casa ou um solar para um misto de habitação e equipamento turístico. As melhores intervenções nesta linha são as que reconstroem pavimentos, tectos e restantes materiais, mas na base de um olhar culto, de um projecto de arquitectura que sabe ir aproveitando os elementos com valor como património, reinserindo-os no novo ambiente, às vezes com uma dimensão cirúrgica.

Nenhuma das opções é melhor, havendo apenas que garantir condições para uma qualidade de vida e um diálogo entre visitante e visitado.

Um Olhar

Andanças pela Ribeira-Lima

Pátria das mais alegres cantigas, dos vinhos rumorejantes e de duas dúzias de solares, os mais deles resguardados em breves matas, a Ribeira-Lima é ainda berço de frades poetas e de poetas que foram inspirar-se ao outro lado do mundo. Falo dos manos Diogo Bernardes e Agostinho da Cruz, como de António Feijó, acrescentando-se o nada poético mas muito erudito Cardeal Saraiva, mais uns quantos tipos populares sentados à volta de uma mesa de taberna, dando baixa a uma lampreiada ou a uma sarrabulhada, facilitando o verbo na malga colectiva de um tinto das vinhas limianas.

E se calhar ser no Caravana, bem poderão dizer que sem sair daquele repasto, ante o remansoso Lima, terem ao alcance dos vermelhuscos narizes a coluna granítica do velho pelourinho do concelho, cujas peças verdadeiras têm andado repartidas! Eis, pois, a Ribeira-Lima, onde raríssimos reclamam contra a morte por exaustão da celebrada vaca das cordas. E, no entanto, na véspera do Corpo de Deus, lá vai a pobre vaca perseguida por uma multidão ululante, que lhe condiciona os movimentos puxando os cânhamos. E o cornúpto, bravio à custa da gritaria, regado com um cântaro de vinho, é depois amarrado às grades da matriz de Ponte do Lima. Logo ali, a dois passos da judiaria da vila, onde não há fé de hoje se topar sequer um marrano de amostra, desses que vieram da Catalunha, correndo o século XV, instalando-se primeiro em Viana, depois ali, na enfiada do expansionismo territorial e económica.

Ah, e quantas vezes da judiaria subi as escadinhas de acesso à Torre da Cadeia, para me encontrar com o meu bom amigo José Rosa de Araújo, naquele seu posto arejando alguma da velha papelada limiana, onde costumava abastecer as numerosas colunas de imprensa regional, que às vezes se transformavam em folhetos e, muito tarde já, se foram enfeixando em livros. Mas isto já nas vésperas da sua morte, quando o prior do Crato havia muito correra solares e se aboletara ora em camas ora em arcas, estivessem os agentes filipinos mais longe ou mais perto! Excelente conversador, Zé Rosa ensinou-me que a Ribeira-Lima é uma espécie de paraíso merecido pelos que rondam cartórios não sonhados, cotejam gavetões e enfrentam esses monstros papeloclastas chamados traças. Extremamente sabedor e vivido, Zé Rosa era uma viva enciclopédia alto-minhota como nunca voltará a encontrar-se.

Um dia, no Porto, bastante zangado com os homens, lá foi encontrar-se com os fantasmas de Abel Viana e do conde de Aurora, decerto aproveito para esclarecer umas quantas coisas com Feijó ou com os frades de Ponta da Barca, com o próprio conde da Barca, pegando-se ainda com Tomás de Figueiredo, não lhe escapando o Barbosa e Silva ou o Junqueiro como seus amparos na apresentação que ele mais almejava: Camilo Castelo Branco. Quem poderia contar-nos o estado desse universo imponderável, depois de lá ter chegado o Zé Rosa seria o Amadeu Costa, seu parceiro de etnografias, que o outro dia também se meteu a caminho.

Então, que volta estás disposto a dar, leitor? A uma das muitas romarias? Conhecerás a Senhora da Agonia? E a de S. Lourenço da Montaria? Às Feiras Novas, ver desconversar os conversados, alguns ainda com sinais do trajo tradicional e com a pega do guarda-chuva metida na parte de trás do colarinho do casa-co, o chapéu atirado para a nuca, desafiantes? Esta cotovelada que te dei, leitor, foi para te despertar deste tempo e acenar-te para uma representação do Auto de Floripes, nas Neves, mas és capaz de preferir o filme de Manoel de Oliveira. Leitor, és capaz de tudo, confessa.

E de imaginar que, com um bocado de sorte, apanhas mais duas representações, a do S. João em Subportela ou os Turcos de Crasto. Então, de repente, metido numa velha luta entre cristãos e mouros, hem? E o rio Lima além, a pedir umas bucólicas falas, dessas que já nem tu nem eu somos capazes de aviar! E as botas de sete léguas que calçamos? Que importa calcorrear esta pátria pequena, interrogando cada tosco torrão ou pedra lavrada como é que aqui se forjaram vocações de navegadores? Só as gerações dos Velhos! Foi da embocadura deste rio Lima que saiu a primeira exportação de vinho, tinto dizem, a caminho de Inglaterra. Não se estranhe, então, que da mesma foz se rumou à Terra Nova, em demanda de todo o bacalhau que isso implica! E terá razão o dr. António Baião que faz nascer Fernão de Magalhães em Ponte do Lima ou da Barca, talvez mesmo na casa da Quinta de Mato Bom? Mas, leitor, anda daí, como quem vai em demanda de Compostela, busquemos as sugestões do caminho. O apóstolo esperará o tempo que for preciso e suponho haver bula especial para viajante atento aos pequenos milagres. Da Natureza, por exemplo, que faz cheirar a cravo as camélias do adro da igrejinha de Esturãos!

Eis Ponte da Barca. O que diria o Venturoso se lá voltasse hoje e visse o arremedo do seu retrato – dois modilhões que o povo diz serem o rei e a rainha – numa casa que dá para o Jardim dos Poetas? No documento de vínculo, de 19 de Setembro de 1729, consta que D. Manuel «nela pousou, fazendo-lhe muitas mercês a seus filhos», aos de Isabel Gonçalves da Costa, e «esta é a razão porque os principais desta vila são todos Costas por sangue e usam este apelido»! Vinha então o rei de Compostela, cumprindo a segunda metade do caminho e encontrou apenas um casario pobre ocupado por toda uma família -e que família! A de Isabel, decerto a barqueira da passagem, que ali vivia com sua mãe, Maria Lopes, na única casa de sobrado do lugar. E reza a lenda que eram oitenta os filhos, netos e bisnetos desta Maria, cujo número viria a ultrapassar razoavelmente a centena!

E lá vamos bordejando paços e casas senhoriais e de lavoura, executadas no grosso e rijo granito da região e das paisagens da vizinha Galiza, que exportava pedra e canteiros que a trabalhassem. Mosteiros já não se contam pelos dedos, alguns ainda em razoável estado, igrejas e capelas que se aguentam nos séculos, cruzeiros, ermidas, apontando-nos uma invulgar rota do românico, assinalando-se pedras-de-armas frequentes nas frontarias, ainda que a fidalguia do trato natural do povo alto-minhoto ombreie com o fino trato que, por alvará régio, surja no sangue de cada um! Terras de Ponte, Terras da Nóbrega e Terras de Valdevez como cenário para o que galgam os nossos pés. Essa margem direita do Lima, a Terra da Vinha, fronteira à Terra do Neiva, esse microcosmo da Terra de Santo Estêvão, o de Gerz do Lima, somado ao Couto da Correlhã e ao Condado de Refojos do Lima, bem como a sobranceira, por montanhosa, Terras da Miranda! Aí estão os itinerários que nos cabe vencer.

Tivéssemos a máquina do tempo e ainda despacharíamos aquilo que o literato conde de Aurora classificava de «melhor bacalhau do mundo», o da Margarida da Praça, da praça de Viana, que ainda hoje, eminiscentemente, figura nos cardápios mais inteligentes da Ribeira-Lima. E de coisas antigas decerto se falará numa romagem ao cume dos séculos, à citânia de Santa Luzia, às vezes abandonada, às vezes bem estudada, dependendo da política dos homens. E uma aturada visita ao Museu de Viana, renovado e a sugerir a aquisição de um serviço de louça de Viana, bem linda!

Os apelidos da Ribeira-Lima dão uma sensação de corte na aldeia, hoje acessível através do Turismo de Habitação. Só o pernoitar num aposento com a sua «petite histoire» contada ao jantar já é a garantia de um fim-de-semana de aventuras! E este erritório turisticamente neo-habitável vai da beira-rio aos confins da Serra d’Arga, santuário natural que António Pedro cantou num protopoema.

Bem, leitor, entremos aqui na Clara Penha, em Ponte do Lima, para uma sarrabulhada a preceito. E que nos valha a benção do mais profano dos santos que eu conheço no universo limiano – S. Francisco Sampaio, patrono do Alto Minho!

Espigueiros do Lindoso Vale do Lima
Paisagens e Património
– Ponte da Barca
– Ponte de Lima
– Viana do Castelo
   
   
  

 

 

 

 

 
Capela românica de Bravães

 

Praia fluvial em Ponte da Barca

Ponte da BarcaA vila está virada para o rio e a margem foi recuperada com a implantação de espaços verdes, esplanadas e praias fluviais. A quinhentista ponte sobre o Lima está ali perto com o seu torreão do lado da vila. O principal monumento da vila é a Igreja Matriz, com fachada de carácter barroco,
o interior forrado de azulejos de padrão e talhas barrocas dos altares. Na vila ainda há várias casas apalaçadas.A quatro km na estrada para Ponte de Lima encontra a Igreja Românica de Bravães. Apresenta, na sua porta lateral voltada para estrada, um Agnus Dei sobre duas carrancas e no portal um Cristo ladeado por dois santos, tendo como esplendor arquivoltas com figuração de santos, bichos fantásticos e temas fitomórficos e abstractos. No interior vêem-se frescos encontrados sob o reboco durante as obras de restauro.Nos arredores desloque-se à Aldeia de Ermida, que conserva ainda grande número de habitações com telhado de colmo e paredes de pedra solta. Possui também um pequeno museu que conta e mostra um pouco da sua história e das tradições comunitárias.Estando aqui, tem de passear até ao Lindoso. Situada entre a serra Amarela e a serra do Cabril, a aldeia é uma povoação muito antiga que conserva uma estrutura tradicional que remonta à época medieval. O Castelo é uma construção do século XII implantada num grande rochedo de granito dominando o vale do Lima. Depois de trabalhos de restauro, está transformado num espaço vivo, no qual se desenvolvem actividades culturais.

Junto ao castelo, construído sobre lajes de rocha natural, subsiste um conjunto de algumas dezenas de espigueiros em granito, destinados à secagem de cereais, testemunhas de uma tradição comunitária que ainda não se perdeu.

Quem vem de Ponte da Barca para o Lindoso encontra a Vila Nova de Muía, cuja Igreja Matriz pertenceu ao antigo Convento da Ordem Regrante de Santo Agostinho. Templo
de grandes dimensões, conserva ainda vestígios românicos. No adro encontra-se um cruzeiro gótico sobre um capitel românico.

   
   
Ponte medieval de Ponte de Lima 

Ponte de Lima

Comece por olhar e percorrer a Ponte Medieval, que foi romana, estilo de que conserva ainda os quatro primeiros arcos da margem direita. D. Pedro I tê-la-á fortificado e mandado nela construir duas torres de portagem, que figuram no brasão da vila. Daqui pode calcorrear a zona ribeirinha, a necessitar de recuperação, com a praia fluvial e o clube náutico.Das muralhas só restam duas torres que dão para o rio – ligadas por muralha -, a de S. Paulo e a da Cadeia.

A Igreja Matriz, de traça romano-gótica, tem um interior de três naves. De salientar o pórtico renascentista da capela da Epístola, o arco abatido do coro, os retábulos barrocos das capelas do transepto e o frontal do altar-mor representando a Última Ceia.

Na estrada para Viana do Castelo desloque-se a Correlhã, onde merecem destaque a Igreja de S. Tomé, de traça românica, e, mesmo ao lado, a capela românica de Santo Abdão. Mais acima, entre frondoso arvoredo, a Capela da Senhora da Boa Morte, local de uma das mais concorridas romarias da Ribeira Lima.

Nos arredores está Bertiandos, que merece a viagem pelo seu Solar, composto de dois edifícios do século XVIII e uma torre quinhentista, um dos mais belos exemplares das casas nobres de Portugal.

Em Estorãos encontra um curioso conjunto de monumentos muito antigos: a ponte, a azenha e as alminhas.

   
   
Praça Velha de Viana do Castelo
Viana do Castelo

Pode começar por dar um passeio à beira-rio com um jardim em espaço roubado às águas e junto do qual foi construída uma marina e vasta zona de lazer. Da Praça da República, de onde irradia o centro histórico e a vida cívica e comercial da urbe, parta para a visita à cidade. Na praça tem o chafariz quinhentista, fontanário de granito de dupla taça; os antigos Paços do Concelho, com características góticas. Ali perto está a Igreja da Misericórdia, com altares de talha dourada e cujo interior é coberto por azulejos azuis. De seguida encontra a Sé, edifício de estilo gótico, construído ao longo do séc XV, com influências galegas e algo de tradição românica na fachada. Saindo do Largo da Sé atinge o Hospital Velho que conserva uma porta quinhentista.Há pela cidade solares e igrejas dignos de um olhar.

No Palacete dos Barbosa e Maciel, construído em 1720, está instalado o Museu Municipal. O seu espólio de cerâmica artística justifica a visita.

O Castelo que dá o nome a Viana é a Fortaleza de Santiago da Barra. Erguida em local estratégico a dominar a entrada da barra, sofreu obras de ampliação com D. Sebastião. É filipino o conjunto dos quatro baluartes. No interior se ergueu a Capela de Santa Catarina, que durante a ocupação espanhola passou a ter a invocação de Santiago.

Deve subir até à Basílica de Santa Luzia, obra revivalista de Ventura Terra construída em 1903, imitando o Sacré Coeur de Paris, porque a vista sobre a cidade de Viana do Castelo e foz do Rio Lima é considerada uma das mais belas de Portugal.

Situada no alto do monte de Santa Luzia, junto à Pousada, está a Citânia, um dos mais significativos castros do Alto Minho. O seu período de ocupação estende-se desde o séc. I a.C. à época das invasões romanas. Começou a ser escavado em 1876.

Para chegar ao alto de Santa Luzia pode subir pelo elevador, que foi construído em 1923. É composto por duas pequenas carruagens com 12 lugares cada e sem condutor. A viagem é segura e começa numa pequena central com acesso na Estação do Caminho-de-Ferro, no centro da cidade.

De Viana desloque-se a Afife, com as casas em anfiteatro sobre o mar e o calmo e frondoso local do Convento de Cabanas. Terra de estucadores que se ausentavam para longas
empreitadas, ficavam as mulheres responsáveis pelas casas de família, dando-lhes o nome: casa das Barros, casa das Ferreiras…

Em Areosa atente na Capela de Nossa Senhora da Boa Viagem, construída no século XVI e dedicada a Nossa Senhora pelos marinheiros e pescadores para a salvação das suas almas e das suas aventuras marítimas. A povoação de Lanheses fica no limite do concelho de Viana do Castelo. O Paço de Lanheses, o pelourinho barroco (monumento nacional) e a Capela de Nossa Senhora do Cruzeiro das Necessidades,também barroca, são locais a visitar.

Conselhos e Sugestões

Onde comer
Vinhos
Compras
Feiras e Romarias

O vale do Lima, para além de oferecer ao visitante magníficos panoramas, é famoso pela sua gastronomia e pelo seu artesanato. Um dos maiores cartaz turístico serão as feiras e romarias Aqui ficam uma série de sugestões em matéria de comidas, compras e animação.

Onde Comer
Não faltam restaurantes cujas ementas privilegiam pratos tradicionais minhotos. É o caso do arroz de lampreia, do cabrito à Serra d’Arga e do bacalhau (este, sob diversas formas).

Vinhos
De todo o Minho, os «verdes» do Vale do Lima são dos mais conceituados. É o caso do Vinho Verde da Adega Cooperativa de Ponte da Barca. Já no que respeita a Ponte de Lima, merecem referência os vinhos verdes produzidos e engarrafados na adega cooperativa local.

Centro de Arte e Cultura Compras
Para além da doçaria típica e da ourivesaria, mais específicos de Viana do Castelo, mantêm-se vivas uma série de artes e ofícios tradicionais, como sejam os ligados ao ciclo do linho e ao trabalho da pedra (nomeadamente o granito). Nalguns casos, como sucede em Ponte de Lima, funcionam centros de artesanato.