Vasculite Leucocitoclástica: Causas, sintomas e tratamento

A vasculite leucocitoclástica, também chamada de vasculite de hipersensibilidade, descreve a inflamação de pequenos vasos sanguíneos. O termo leucocitoclástico refere-se aos restos de neutrófilos (células imunes) dentro das paredes dos vasos sanguíneos. A doença pode ser limitada à pele (cutânea) ou afetar muitos órgãos diferentes do corpo, como os rins, sistema nervoso central, coração, trato gastrointestinal e pulmões.

Possíveis causas

Existem múltiplas causas de vasculite leucocitoclástica, mas em quase metade dos casos a etiologia é desconhecida. Uma reação alérgica a drogas, alimentos ou aditivos alimentares apoia a teoria de que o sistema imunológico desempenha o papel dominante.

Infecções, doença inflamatória intestinal, artrite reumatoide, lúpus eritematoso, síndrome de Sjögren, são algumas das várias condições associadas à vasculite.

A doença ocorre muitas vezes em resposta a um novo antígeno: fármacos, neoplasias, doença do soro, infecção bacteriana ou viral, deficiência congênita de complemento.

Foto De Vasculite Leucocitoclástica

Principais sintomas

Na pele, os vasos sanguíneos danificados tornam-se “vazados” e pequenas áreas de hemorragia aparecem como lesões púrpura-avermelhadas, conhecidas como púrpura palpável.

São muitas vezes encontradas múltiplas lesões discretas ou agrupadas, nas pernas ou em outras áreas dependentes do corpo. Essas lesões geralmente não apresentam sintomas, mas podem apresentar coceira ou dor.

Bolhas grandes, dolorosas e ulceradas são indicativas de inflamação mais grave dos vasos. As lesões estão presentes por 1 a 4 semanas, em média, antes da cicatrização (geralmente com algumas cicatrizes residuais).

Os sinais de envolvimento sistêmico incluem febre, dores musculares, dor nas articulações, sangue na urina ou nas fezes, dor abdominal, vômitos, tosse, dormência e fraqueza.

Diagnóstico

O médico geralmente pode fazer o diagnóstico com base nas características clínicas. Uma biópsia por punch de uma das lesões pode ajudar a confirmar o diagnóstico. São recomendados exames adicionais para descartar doenças sistêmicas associadas. Alguns dos exames a serem considerados incluem hemograma completo, urinálise, painel bioquímico sérico, fator reumatoide, painel de hepatite, sorologia para HIV, anticorpos antinucleares e radiografia de tórax.

Nota: A púrpura palpável da vasculite por hipersensibilidade localiza-se nas regiões inferiores e, portanto, espalha-se pelas pernas do paciente capaz de deambular, mas concentra-se no sacro e na face posterior das coxas daquele confinado ao leito.

Diagnóstico Diferencial:

  • Poliarterite nodosa
  • Púrpura de Henoch-Schonlein
  • Crioglobulinemia mista essencial
  • Vasculites associadas a ANCA (de Wegener, poliangiite microscópica)
  • Meningococemia
  • Gonococemia

Tratamento

O tratamento da vasculite leucocitoclástica varia de acordo com o histórico do paciente. Os casos podem ser agudos ou crônicos. Os casos agudos envolvem uma única ocorrência de lesões na pele que diminuem após o agente agressor, como infecção, droga ou alimento, ser removido.

Em casos recorrentes, o tratamento é mais complexo. Nestes pacientes, deve ser identificada e tratada a doença sistêmica subjacente. Pode ser necessário o uso de corticosteróides sistêmicos e agentes imunossupressores quando a doença envolve órgãos internos ou quando estão presentes lesões cutâneas ulceradas.

Alguns estudos mostram evidências de que medicamentos como a colchicina e a dapsona podem ser úteis em casos crônicos.

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Referências
  • Cuellar ML: Drug-induced vasculitis. Curr Rheumatol
  • Leukocytoclastic Vasculitis – American Osteopathic College of of Dermatology <https://www.aocd.org/page/LeukocytoclasticVas>
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