-->Vegetarianismo - Tipos e Mitos

Vegetarianismo – Ser ou não ser…?

Publicado em 29/03/2012. Revisado por Equipe Editorial a 13 janeiro 2018

Vacas loucas, galinhas com hormonas, porcos com febres… Será que resta alguma coisa saudável para se comer? Haver, há, mas talvez tenha de se tornar vegetariano e, para que isso aconteça, é preciso uma boa dose de resignação e paciência para aguentar firme quando observar alguém a saborear um suculento hambúrguer mesmo à sua frente.

Se estás mesmo decidido a entrar numa de vegetarianismo tens de ver primeiro qual das suas vertentes (Tipos) é que vais escolher.

Tipos de Vegetarianismo

Vegetarianos clássicos – para eles o Homem não devia comer nada que já tivesse tido uma cara anteriormente, ou seja, não comem o que chamam de “cadáveres”. Logo, carne e peixe estão fora de questão. No entanto, se decidires enveredar por esta opção, fica-te o consolo de poderes comer todos os alimentos de origem vegetal para além de ovos e lacticínios.

Vegan – São os vegetarianos mais radicais que existem, pois recusam-se a comer ou sequer vestir qualquer coisa que tenha origem animal. Os seus princípios baseiam-se na ecologia.

Vegetarianos Crudívoros – estes vegetarianos consomem apenas vegetais e frutos crus e defendem que esta é a forma de alimentação para a qual o Homem está preparado.

Macrobióticos – verdade seja dita: a maior parte dos aderentes da macrobiótica são pessoas que foram proibidas de comer carne por razões de saúde. Mas também há aqueles que o fazem por opção. Podem comer peixe e acham que os cereais e as sementes são os melhores amigos do Homem.

Agora que já está mais elucidado sobre os vários tipos de vegetarianismo já pode fazer uma escolha consciente. Mas se decidir que o vegetarianismo não é para si, não se preocupe, ninguém o condena… Afinal de contas não é fácil resistir a um bom bife. Principalmente quando os que nos rodeiam nem tentam fazê-lo!

Mitos do Vegetarianismo

Uma das razões pela qual os vegetarianos são recriminados pela sua opção é a suposta falta de proteínas e cálcio necessários ao bom funcionamento do corpo humano. No entanto, os vegetarianos dizem que isso não é verdade. Segundo eles, o tipo de alimentação que mantêm é muito saudável e não só ingerem os nutrientes suficientes como ainda por cima abstêm-se de cometer excessos. Talvez por causa deste preconceito se acredite que os vegetarianos adoecem com muito mais facilidade do que as pessoas que comem de tudo. A verdade é que, tal como em tudo, há pessoas mais susceptíveis do que outras à doença.

Uma prova de que o vegetarianismo é saudável é que muitas vezes as pessoas aderem justamente por razões de doença. Claro que também há aquelas que o fazem por respeito aos animais. De facto, muitos vegetarianos têm por princípio não comer nada que tenha origem animal apesar de nem todos serem activistas em ligas que defendem os “bichos”.

O que também passa pelas mentes dos que repudiam o vegetarianismo é que isso é coisa de mulheres. É verdade que a maioria dos vegetarianos é composta por mulheres, mas daí a ser considerado privilégio delas vai um passo. Basta lembrarmo-nos no caso passado do “Big Brother”: em que o Pedro era vegetariano… e além disso praticava ioga. Isso não o tornou um homem diferente.

Já agora, se não te converteste ao vegetarianismo, mas tiveres amigos que o fizeram, não tenhas problemas em convidá-los para jantar. Claro que tens de ter o bom gosto de não os levar aos hambúrgueres ou a uma churrasqueira, mas qualquer restaurante (que não seja especializado em carnes) tem sempre uns pratitos vegetarianos na ementa, nem que seja uma salada :-).

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