Viajar com crianças

Revisado por Equipe Editorial a 13 janeiro 2018

Viajar com crianças.

Ir de férias com crianças requer, cada vez mais, uma atenção especial, por isso nada melhor do que fazer a escolha acertada. A começar no hotel. Para o ajudar a separar as boas intenções das intenções de facto, preparámos-lhe um manual de perguntas básicas para prevenir em vez de remediar.

“Crianças são bem vindas” é, não raras vezes, uma das frases mais enganadoras do mercado turístico. É que não basta o hotel apregoar aos sete ventos que gosta de crianças só para atrair famílias. É preciso cumprir a promessa. Para tirar a prova dos nove, é preciso descobrir, antes de mais, como os proprietários de certos locais cumprem o que dizem e arranjam formas de distrair as crianças.

Aqui ficam algumas perguntas- sugestões que deve fazer:

Há ou não há refeições para crianças em separado e quão flexível é a gerência a este respeito?
Quando as crianças com menos de dez anos dizem que têm fome, isso significa que não podem esperar nem mais um minuto. Uma cozinha que não abre antes das 7h30/8h não resulta nestes casos. As refeições para crianças devem estar disponíveis a partir das 6h.

Há ou não há limitações de idade?
Esta é outra eterna dúvida que importa esclarecer antes de marcar o hotel. Isto e a disponibilidade do hotel a nível de educadoras de infância ou auxiliares de educação para, pelo menos, “olhar” pelos mais pequenos quando você pretende divertir-se em locais que o seu pequenote não pode frequentar.

Há uma área para todas as brincadeiras?
Convém averiguar se o facto de dizer que os mais pequenos são bem-vindos se reflecte na existência de um local que tenha uma área de jogos, com brinquedos para todas as idades, onde os pequenos se podem divertir sem se aborrecer ao primeiro minuto de férias.

Há ou não há um clube infantil?
Esta é outra das facilidades que preocupam já alguns hotéis, que tentam manter dois ou três animadores que dirigem as actividades diárias e estabelecem um calendário diversificado para os mais novos poderem escolher as suas actividades preferidas.

Escuta- bebés?
Pois… não há nada mais desagradável do que interromper uma refeição à luz de velas de 5 em 5 minutos para depois subir dois lanços de escadas e verificar se o pequeno ainda dorme. Alguns hotéis já a oferecem serviços de escuta telefónica. Outra solução serão os dispositivos transmissores à venda em qualquer hipermercado.

Babysitting?
Outra das formas de resolver a questão é saber se o hotel dispõe deste serviço e se as pessoas são de confiança. Aliás, a contratação de babysiters temporárias já se tornou num hábito. É preciso ter em atenção na escolha das agências que seleccionam as candidatas.

E os quartos? São ou não espaçosos?
Parece que não, porque pode ser apenas por duas ou três noites, mas o tamanho do quarto tem muita importância. Senão, vejamos: alguns hotéis oferecem a estada a crianças com menos de 12 anos, desde que estes durmam no quarto dos pais. Imagine a dificuldade que um casal com três filhos com menos de 12 anos terá em conseguir pregar olho durante a noite???. Alguns hotéis, estão a optar por colocar preços convidativos em suites que sejam utilizadas por famílias.

As crianças perturbam os restantes hóspedes do hotel?
Claro que podem incomodar. Alguns locais estão a tentar resolver a situação, encontrando espaços mais isolados para colocar as famílias. As grandes vantagens são proteger os restantes hóspedes do barulho dos pequenos e dar a estes o seu próprio espaço, com o qual se sentirão mais à vontade.

Música e TV?
Há quem diga que certo tipo de músicas acalma as crianças, mas algumas só gostam mesmo dos seus CD´s. Assim sendo, nunca é demais perguntar se o quarto tem leitor de CDs. Os canais infantis de televisão também podem ser uma boa ajuda quando se precisa de uns minutos sem a gritaria de crianças.

À escolha do pequeno freguês…
A última pergunta que deve fazer ao seu pequeno: o que gostarias de encontrar no teu local de férias. Depois de ouvir a resposta, não custa tentar que o pessoal do hotel consiga para si.