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Vigabatrim

Publicado em 21/04/2011. Revisado por Equipe Editorial a 13 janeiro 2018

O Vigabatrim (VGB) é um farmaco anti-epileptico, cujo uso clínico tem sido seguido cautelosamente, devido a efeitos toxicos, detectados em certas regiões da materia branca do S.N.C. em roedores e caninos, e alterações campimetricas e electrofisiologicas em alguns doentes.

Estudo

Avaliação da toxicidade ocular do Vigabatrim – monitorização clínica e electrofisiologica prolongada

LUÍS AZEVEDO; MANUEL MONTEIRO; M.L. GUIMARÃES; F. FLACÃO-REIS
Hospital de S. João, Porto

Os autores, na sequência de um estudo prolongado de monitorização clínica e electrofisiologica de doentes epilepticos medicados com VGB; fizeram a reavaliação ao fim de 8 anos de uso do fármaco. Foram estudados 16 doentes com epilepsia parcial refractária, medicados com VGB na dose de 2 gr/dia, durante 8 anos. O protocolo aplicado consistiu na avaliação dos sintomas subjectivos, da acuidade visual, observação fundoscopica, campos visuais (Perimetria Goldmann, e Humphrey – programa 30.2 ), retinografia com luz branca e aneritra, teste da visão cromática ( Farnsworth 100), Potenciais evocados visuais Pattern, ERG e Potenciais oscilatorios; realizados antes do inicio do tratamento, aos 3, 6 e 12 meses (resultados já publicados). Aos 8 anos de tratamento os autores reavaliaram os doentes segundo o protocolo.

Clinicamente foi verificado controlo completo das crises em 3 doentes; redução das crises > 50% em 10 doentes, e uma redução < 50% em 1 . Não houve modificação das crises em 2 doentes. Na avaliação laboratorial de monitorização da toxicidade não foram evidenciadas alterações nas visões, nas fundoscopias, nas aneritras e visão cromatica. Já no que respeita aos PEV verificou-se anomalias em 4 doentes, campimetrias alteradas em 5, ERG anormal em 3, e Potenciais oscilatórios anormais em 8 doentes.

Conclusão: Este estudo de reavaliação aos 8 anos de uso de VGB na epilepsia parcial refractária , sugere uma eficácia sustentada de longo prazo excelente, com evidência clínica e laboratorial de toxicidade ocular.

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