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Violência Doméstica

Publicado em 16/02/2011. Revisado por Equipe Editorial a 13 janeiro 2018

O que é a violência doméstica?

A violência doméstica também é conhecida como abuso matrimonial. O abuso contra as mulheres é a forma mais comum de abuso. Pelo menos uma em cada seis mulheres é agredida, em algum momento, durante a sua relação. E anualmente, dezenas de milhares de mulheres são agredidas de forma bruta e repetida, quer pelos maridos quer pelos namorados. Porém, os homens também podem ser vítimas de abusos.

Na maioria dos casos o abuso tem tendência a piorar, e pode mesmo acabar em morte. Lembre-se que existem outros casos como o seu, e que existe ajuda disponível quando estiver preparada(o). Ninguém tem o direito de a(o) agredir. É contra a lei.

Abaixo você tem um índice com todos os pontos que discutiremos neste Guia

Existem tipos diferentes de violência doméstica:

violência doméstica física é quando alguém lhe bate, a(o) empurra ou a(o) magoa fisicamente. O abuso físico também ocorre quando alguém é forçado a fazer algo sem que a outra pessoa pense nos seus direitos. Também é abuso se for impedida(o) de fazer algo que pretende fazer.

violência doméstica sexual acontece quando é forçada(o) a ter qualquer forma de contacto sexual (vaginal, oral ou anal) quando não o quer fazer.

violência doméstica psicológica (emocional) ocorre quando lhe incutem um sentimento de inutilidade, quando é constantemente insultada(o), ou quando a(o) fazem sentir-se assustada(o).

Como é que sabe que está a ser vítima de abuso? Responda às questões seguintes. Se responder afirmativamente a, pelo menos, uma destas questões, está a ser vítima de abuso. Alguém que conhece:

Deita-a(o) ao chão, empurra-a(o), bate-lhe, tenta esganá-la(o), pontapeia-a(o), ou esbofeteia-a(o)?

Ameaça magoá-la(o) a si ou aos seus filhos?

Culpa-a(o) por ser vítima das agressões, e de seguida promete não voltar a fazer o mesmo (mas faz)?

Deixa-a(o) em baixo e diz coisas más, directamente a si ou sobre si?

Força-a(o) a ter relações sexuais quando não o quer fazer?

Causas:

O abuso nunca é correcto. As pessoas nunca “pedem que aconteça.” Não é provocado pelo álcool, pelas drogas, por problemas financeiros, por depressão ou por inveja. Porém, estas coisas podem tornar-se uma desculpa para o(a) atacante perder o controlo e abusar de alguém. Muitas pessoas que abusam de outras foram criadas a serem testemunhas de abusos ou foram, elas mesmas, vítimas de abusos enquanto crianças. É importante lembrar-se que não tem culpa pelas acções das outras pessoas.

Sinais e sintomas:

Pode ter dores, nódoas negras, hemorragias, ou inchaço nas zonas onde foi agredida(o). Os olhos negros e as nódoas negras na face são sinais comuns de abuso. Sentir-se mal consigo e sentir-se estúpida(o) pode ser um sintoma de abuso emocional. Sentir que merece ser vítima de abuso pode ser outro sintoma de abuso emocional. A outra pessoa pode estar zangada ou calma, e pode pedir desculpa cada vez com menos frequência após cada ataque.

Solução:

Tomar a decisão de abandonar uma relação de abuso pode ser uma coisa bastante difícil de fazer. Pode demorar algum tempo até se sentir preparada(o). É importante que tenha um plano de segurança, para o caso de estar a ser ameaçada(o). Contacte um Centro de Apoio e peça a ajuda de um médico para elaborar um plano de segurança. Não precisa de revelar o seu nome a ninguém.

Reúna algumas roupas numa mala, ou caixa, para si e para os seus filhos. Deixe-a em casa de um amigo ou de um vizinho. Nesta mala, inclua vestuário extra, medicamentos de que possa precisar, e dinheiro. Lembre-se de incluir um conjunto extra de chaves do carro e da casa. De igual forma, leve o boneco ou o brinquedo preferido dos seus filhos.

Leve documentos importantes, como por exemplo:

A carta de condução ou uma fotografia tamanho passe.
O número da Segurança Social.
Certidões de nascimento, a sua e as dos seus filhos.
Cartões dos seguros de saúde.
A escritura ou o arrendamento da sua casa, ou apartamento.
Quaisquer documentos ou intimações judiciais.
Facturas de pagamento.

Mantenha os números de telefone a seguir num local de fácil acesso:

Serviços sociais.
Centro de apoio ou abrigo na sua localidade.

Avise um amigo próximo, ou um familiar, que pode aparecer a qualquer hora do dia ou da noite, em caso de emergência.

Se não tiver um amigo próximo ou um familiar em quem possa confiar, faça uma lista de outros locais seguros para onde pode ir (abrigos, hotéis, e departamentos de polícia ou de emergência).

Abandone imediatamente o(a) seu(sua) parceiro(a) se este(a) começar a perder o controlo, e sentir que pode ocorrer algum tipo de violência. Leve consigo as crianças e tente chegar a um local seguro. Os sinais de advertência de perigo variam de situação para situação. A pessoa que abusa pode fazer uma, ou mais que uma, das seguintes coisas, que revelam que se pode tornar violenta.

Consumo excessivo de álcool.
Ameaça de utilização de uma arma.
Ameaçar as crianças, outros membros da família, ou animais de estimação.
Forçar o contacto sexual.

Se for atacada(o) ou espancada(o), informe imediatamente a polícia, para que seja feito um relatório do abuso. De igual modo, a polícia pode protegê-la(o) até você, ou o(a) atacante, abandonar a casa. É boa ideia pedir o nome do agente e o número de identificação, assim como uma cópia do relatório.

Consulte um médico se estiver magoada(o). Informe-o sobre o que lhe aconteceu. Pode ter medo de revelar as suas lesões, por receio ou por vergonha. Mas é muito importante revelar as suas lesões a um médico, para poder ser tratada(o). De igual modo, os médicos podem testemunhar e documentar o abuso.

Encontre alguém de confiança e revele o que está a acontecer consigo. Esta pessoa pode ser o seu médico, um membro do clero, um amigo próximo ou um familiar. Pode sentir-se melhor se falar com alguém sobre os abusos de que é vítima. Também é natural que se sinta envergonhada(o). Mas lembre-se de uma coisa, ninguém merece ser vítima de abuso.

Muitas vítimas não abandonam a casa por não terem dinheiro, ou um emprego. Um planeamento prévio pode ajudá-la(o) no futuro. Tente poupar dinheiro e colocá-lo num local seguro. Mantenha o seu emprego, ou tente arranjar um. A maioria dos Centros de Apoio podem ajudá-la(o) se não conseguir arranjar um emprego. Frequentemente, podem ajudá-la(o) a obter a formação necessária para conseguir um emprego.

Gráfico de Dados Estatisticos

CONTACTOS ÚTEIS:
Serviço de Informação a Vítimas de Violência Doméstica
800202148 (chamada gratuita)

Emergência Social
144 (chamada gratuita)
Todos os dias, 24 horas por dia

Associação Portuguesa de Apoio à Vítima
707200077
Dias úteis, das 10:00 às 13:00 e das 14:00 às 17:30

SOS Mulher
239832073
Dias úteis, das 11:00 às 18:00

Saiba mais sobre:
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