Vitamina K: Usos, deficiência, dosagem, fontes de alimentos e muito mais

A vitamina K é um grupo de vitaminas de que o corpo necessita para a coagulação do sangue, ajudando na cicatrização de feridas. Também desempenha um papel importante no metabolismo ósseo e na regulação dos níveis de cálcio no sangue. E, ao contrário de muitas outras vitaminas, geralmente não é usada como suplemento dietético.

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A vitamina K é uma vitamina solúvel em gordura, e na verdade trata-se de um grupo de compostos.

Os mais importantes são a vitamina K1 (filoquinona), encontrada em vegetais de folhas verdes, como a couve e o espinafre, e a vitamina K2 (menaquinona) encontrada em alguns alimentos de origem animal e alimentos fermentados. As menquinonas também podem ser produzidas por bactérias no corpo humano.

Sem a vitamina K, o corpo não consegue produzir protrombina, um fator de coagulação necessário para a coagulação do sangue e metabolismo ósseo.

A vitamina K ajuda a produzir várias proteínas necessárias na coagulação do sangue e construção óssea. A protrombina é uma proteína que depende da vitamina K e está diretamente envolvida na coagulação sanguínea. A osteocalcina é outra proteína que requer vitamina K para produzir tecidos ósseos saudáveis.

A vitamina K pode ser encontrada em todo o corpo, incluindo o fígado, cérebro, coração, pâncreas e ossos. É decomposta muito rapidamente e excretada através da urina e fezes.

Por isso mesmo, raramente atinge níveis tóxicos no organismo, mesmo em quantidades elevadas.

Vitamina K

Por que as pessoas tomam vitamina K?

Coagulação do sangue

A vitamina K ajuda a produzir quatro das 13 proteínas necessárias para a coagulação do sangue, impedindo que as feridas sangrem continuamente para que possam cicatrizar.

Saúde óssea

A vitamina K está envolvida na produção de proteínas nos ossos, incluindo a osteocalcina, necessária na prevenção do enfraquecimento ósseo.

Doença cardíaca

A vitamina K está envolvida na produção de proteínas Gla da matriz (MGP) que ajudam a prevenir a calcificação ou o endurecimento das artérias cardíacas, um contribuinte para as doenças cardíacas.

Outros Usos:

  • Embora as deficiências de vitamina K sejam raras em adultos, são muito comuns em recém-nascidos.
  • Também pode ser usada para neutralizar uma overdose de um anticoagulante como a Varfarina (Coumadin), por exemplo.

Embora a sua deficiência no organismo sejam incomum, o individuo pode estar em maior risco se:

  • Tem uma doença que afeta a absorção no trato digestivo, como a doença de Crohn ou a doença celíaca ativa
  • Toma medicamentos que interferem na absorção da vitamina K
  • Está gravemente desnutrida
  • Ingere muito álcool

Nestes casos o profissional de saúde pode sugerir a suplementos de vitamina K .

Quanta vitamina K eu preciso?

Os adultos precisam de aproximadamente 1 micrograma de vitamina K por dia para cada quilograma de peso corporal.

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Por exemplo, alguém que pesa 65 kg precisaria de 65 microgramas por dia de vitamina K, enquanto uma pessoa que pesa 75 kg precisaria de 75 microgramas por dia.

A ingestão recomendada, tanto através de alimentos como de outras fontes, está indicada abaixo. Lembre-se que a maioria das pessoas obtém vitamina K suficiente apenas através da alimentação.

Grupo

Consumo Adequado

Crianças 0-6 meses

2 microgramas / dia

Crianças 7-12 meses

2,5 microgramas / dia

Crianças 1-3

30 microgramas / dia

Crianças de 4 a 8 anos

55 microgramas / dia

Crianças 9-13

60 microgramas / dia

Meninas de 14 a 18 anos

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75 microgramas / dia

Mulheres de 19 anos e acima

90 microgramas / dia

Mulheres, grávidas ou amamentando (19-50)

90 microgramas / dia

Mulheres, grávidas ou amamentando (menores de 19 anos)

75 microgramas / dia

Rapazes 14-18

75 microgramas / dia

Homens 19 e acima

120 microgramas / dia

Não são conhecidos efeitos adversos da vitamina K com os níveis encontrados naturalmente nos alimentos ou suplementos. No entanto, isso não exclui o perigo quando ingerida em altas doses. A pesquisa ainda não estabeleceu uma dose máxima segura.

Boas fontes de vitamina K

Boas fontes incluem:

  • Fontes de vitamina K1 (filoquinona): Legumes como espinafre, aspargos, brócolis, nabo, espinafre, couve de Bruxelas, repolho, alface, acelga, Óleo de soja e canola.
  • Fontes de vitamina K2 (menaquinona): Natto (soja fermentada), fígado, queijo ou outros laticínios, ovos.

Exemplos práticos:

  • uma porção de 3 onças de Natto (soja fermentada) contém 850 mcg
  • meia xícara de couve de Bruxelas contém 530 mcg
  • uma xícara de espinafre cru contém 145 mcg
  • 1 colher de sopa de óleo de soja contém 25 mcg
  • uma porção de meia xícara de uvas contém 11 mcg
  • um ovo cozido contém 4 mcg

Sinais de deficiência

A deficiência em adultos é rara, mas pode ocorrer em pessoas que tomam medicamentos que bloqueiam o metabolismo da vitamina K, como antibióticos, ou em indivíduos com condições que causam uma má absorção de alimentos e nutrientes.

A deficiência também pode ocorrer em recém-nascidos já que a vitamina K não atravessa a placenta e o leite materno apenas a contém em pequenas quantidades.

A quantidade reduzida de proteínas de coagulação do sangue no nascimento aumenta o risco de sangramento em bebês se não for realizada uma suplementação de vitamina K.

Conheça em baixo os sinais mais comuns de deficiência:

  • Necessidade de mais tempo para o sangue coagular (maior tempo de atividade da protrombina)
  • Hemorragia
  • Osteopenia ou osteoporose

Quais são os riscos de tomar vitamina K?

Os efeitos colaterais da vitamina K oral nas doses recomendadas são raros.

Interações: A vitamina K pode interagir com vários medicamentos comuns, incluindo antiácidos, anticoagulantes, antibióticos, anticonvulsivantes, aspirina e medicamentos usados no tratamento do câncer, colesterol alto, para perder peso e outras condições.

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Riscos: As pessoas que usam Varfarina (Coumadin) para problemas cardíacos, distúrbios de coagulação ou outras condições precisam equilibrar a alimentação para controlar a quantidade de vitamina K que ingerem. Estas pessoas não devem usar suplementos de vitamina K, a menos que sejam orientados pelo médico a fazê-lo.

Anticoagulantes: Aumentar ou diminuir repentinamente a ingestão de vitamina K pode interferir nos efeitos destes medicamentos. Manter a ingestão de vitamina K consistente no dia a dia pode ajudar a prevenir esses problemas.

Anticonvulsivantes: se tomados durante a gravidez ou amamentação, podem aumentar o risco de deficiência de vitamina K em fetos ou recém-nascidos.

Os medicamentos para baixar o colesterol interferem na absorção de gordura. A gordura dietética é necessária para o corpo absorver vitamina K, portanto, as pessoas que tomam estes medicamentos podem ter um maior risco de deficiência.

Você sabia?

Os antibióticos podem destruir as bactérias produtoras de vitamina K no intestino, diminuindo potencialmente os níveis de vitamina K, especialmente se o indivíduo estiver tomando o medicamento por mais de algumas semanas.

A melhor forma de garantir que o corpo recebe nutrientes suficientes é fazer uma dieta balanceada, com muitas frutas e vegetais. Os suplementos só devem ser usados ​​em caso de deficiência e, sempre sob supervisão médica.

Autores
Drª Caroline Vallinhos (Nutricionista Clínica e Estética - CRN-3 nº 37006)

Nutricionista Clínica e Estética - CRN-3 nº 37006

A Drª Caroline Vallinhos é graduada em ciências da nutrição pela Universidade de Guarulhos/SP. Possui 7 anos de experiência em Nutrição clínica e estética. Forte atuação em coaching de emagrecimento e qualidade de vida para pessoas em busca de melhoria alimentar e enfermos com necessidade de melhoria de quadro clínico.

Vasta experiência com consultoria para empresas do ramo alimentício, tais como grandes indústrias de alimentos, cozinhas experimentais e mercado de food service.

Com registro no Conselho Regional de Nutricionistas CRN-3 (Brasil) nº 37006

Também pode encontrar a Drª Caroline Vallinhos no Linkedin, Facebook: e Instagram.

Telefone: (11) 97670-1909 Atendimento em Guarulhos - SP (Região Jardim Maia)


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    Última atualização da página em 23/06/21