Voar em Ultraleve

Revisado por Andre a 28 outubro 2018

Voar em Ultraleve em Espinho – Voar numa maquineta engraçada pelos infinitos areais da praia de Espinho.

A máquina

Já pensaste em voar como os pássaros? Em Espinho tens a possibilidade de experimentar a sensação numa máquina de aparência frágil, que te permite sulcar os céus. É o ultraleve, uma espécie de avioneta mas mais pequena e propulsionada por um pequeno motor. De cor amarela viva, vermelha ou branca, lá estão eles à tua espera, estacionados no hangar do aeródromo.

Ao primeiro olhar ainda podes pensar que é uma maquineta demasiado frágil para descolar com dois adultos, mas não, felizmente as aparências iludem.

Ainda no hangar, espreitas a asa que se alonga sobre a cabina e na extremidade frontal encontra-se o motor com a hélice de madeira. Aproveita para lhe tocar e verás que é muito sólida.

Entras com o instrutor de voo, apertas o cinto de segurança – fundamental – e a seguir o motor ganha vida. Se já andaste de avião comercial, esquece qualquer relação que possa existir com um motor a jacto, daqueles que fazem tanto vento que limpam a água da pista em dias de chuva. Nada disso, apenas um pequeno motor que lembra uma moto fraquinha, mas que te faz voar.

Lá em cima

Lentamente, o ultraleve entra na pista do aeródromo, a rotação do motor sobe, o barulho aumenta e ele salta no espaço. A pista começa a ficar cada vez mais para baixo e se te arrependeres, agora já é tarde demais.

De início, sentes alguma trepidação e o vento na cara. Por instantes, podes até ter dúvidas, mas a verdade é que o avião, mesmo sem ser um caça de combate, não vacila muito. A visão começa a ser qualquer coisa de deslumbrante e até apetece voar como as aves.

Aos poucos, o voo vai-se estabilizando e a pouca turbulência da descolagem desaparece. Parece que andas numa estrada lá bem alto, a apreciar o que se passa cá em baixo.

Pela costa fora, sobrevoas o areal de Espinho e não fosse a água tão fria até apetecia ir a banhos. As poucas pessoas que estão na praia a passear não resistem e lá vão acenando ao ultraleve que passa. Como o Papa, responde-lhes só com um pequeno aceno de mão e verás a felicidade que causas. Parece incrível as coisas que esta maquineta pode fazer. Imagina que se fosses num normal avião a jacto, jamais terias um voo assim tão interactivo como este.

A seguir, podes ser surpreendido por alguma manobra inesperada do piloto que dá uma curva mais apertada para em seguida regressar ao ponto de partida. É uma pena, pois agora até perdeste o medo e estavas a gostar. Pouco depois, voltas a ter contacto visual com a pista e passados breves instantes aterras. O contacto com o solo é suave e em poucos metros o ultraleve imobiliza-se para que voltes a pôr os pés no chão e sintas a força da gravidade ao caminhar.

No final, passaram quinze minutos que pareceram muito mais devido à intensidade do momento, mas paradoxalmente, até souberam a pouco. No fim desta breve experiência, ficou aquele bichinho que dá vontade de repetir algum dia.

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