Zumbido no ouvido: Causas, Sintomas, Exames e Tratamento

Revisado por Dr. Fernando César Mariano (Otorrino e Especialista em Medicina do Sono). Publicado em 23 de setembro de 2019

Na literatura médica, o zumbido refere-se à percepção subjetiva contínua ou recorrente de um ruído ou som sem um estímulo acústico vindo de fora (zumbido subjetivo), ou quando existem sons reais no ouvido, percebidos pelo médico através de dispositivos especiais (zumbido objetivo). Este último tem origem no próprio corpo, próximo ao ouvido interno, devido por exemplo, a alterações anatômicas ou fisiológicas, como o estreitamento dos vasos sanguíneos, e geralmente é pulsátil, ou seja, é sincronizado com a pulsação do indivíduo.

A exposição prolongada ao ruído e ao estresse aumenta o risco de zumbido subjetivo, embora as razões pelas quais isso ocorre não sejam totalmente compreendidas. Para confirmar o diagnóstico é necessário descartar outras possíveis patologias, realizar alguns testes e um exame auditivo completo.

O zumbido não é uma doença, mas sim um sintoma que pode ter várias causas.

O tratamento geralmente inclui a administração de medicamentos anti-inflamatórios e estimuladores da circulação por via intravenosa ou em comprimidos. Algumas técnicas de relaxamento podem ajudar a aliviar os sintomas.

Tipos

Dependendo da duração, os especialistas distinguem três tipos:

  • Zumbido agudo: persiste por até três meses.
  • Zumbido subagudo: dura entre três e doze meses.
  • Zumbido crônico: dura mais de doze meses.

Também pode ser classificado de acordo com o grau de gravidade:

Zumbido compensado (graus I e II): O paciente percebe o ruído, mas tolera-o; Não ocorrem problemas de saúde e a qualidade de vida não é limitada.

Grau I: Não há sofrimento

Grau II: O ruído é ouvido principalmente durante o silencioso; aparece com maior intensidade em situações de estresse e esforço excessivo.

Zumbido descompensado (graus III e IV): O ruído tem consequências importantes na saúde e leva a um elevado nível de sofrimento.

Grau III: Limita o ambiente pessoal e de trabalho; Outros problemas incluem distúrbios de concentração, rigidez muscular, dificuldade em adormecer ou isolamento social.

Grau IV: O paciente percebe o ruído permanentemente e o vê como uma doença que limita sua vida pessoal e profissional de forma extrema.

Incidência

O zumbido agudo é um fenômeno frequente. Estima-se que aproximadamente 25% da população sofra com o zumbido em algum momento da sua vida.

Por outro lado, o zumbido crônico, ou seja, a presença contínua do ruído, é menos comum. Pode ocorrer em qualquer idade e afeta cerca de 4% dos adultos. As mulheres sofrem com mais frequência do que os homens.

A incidência tem aumentado em jovens (cada vez mais expostos a ruídos excessivos durante o tempo de lazer, ao ouvir música alta (MP3 ou discotecas, por exemplo).

Causas

As causas do zumbido podem ser várias.

O zumbido subjetivo (unicamente percebido pelo paciente), pode ser um sintoma que ocorre na presença de várias doenças. A sua origem pode estar em diferentes regiões do ouvido ou no cérebro, por exemplo:

Canal auditivo: originado pelo bloqueio do canal auditivo pelo acumulo excessivo de cera ou objetos estranhos (algodão, etc.), ossos proeminentes no canal auditivo (exostose), etc.

Ouvido médio: quando ocorre ruptura ou perfuração do tímpano, disfunções da trompa de Eustáquio, acúmulo de líquido seroso ou mucóide no ouvido médio, otite média, imobilidade do tímpano, etc.

Ouvido interno: por exemplo, devido a distúrbios auditivos originados pelo ruído, como trauma acústico ou dano auditivo induzido pelo ruído, surdez súbita, doença de Meniere, perda auditiva relacionada à idade, uso de alguns  medicamentos (Exemplo: antibióticos, diuréticos, quimioterápicos, aspirina e outros anti-inflamatórios e antidepressivos), queda da pressão arterial com o consequente agravamento da irrigação do ouvido interno, neuroma acústico (tumor do nervo acústico).

Cérebro: pode ocorrer em casos de meningite, tumores cerebrais, esclerose múltipla.

Além disso, o zumbido subjetivo também pode se manifestar devido a:

  • Situações de sobrecarga emocional (estresse, medo);
  • Hipertensão, hipotensão;
  • Anemia;
  • Intoxicação alcoólica;
  • Drogas (por exemplo, heroína);
  • Anestésicos;
  • Doenças psiquiátricas (como esquizofrenia);
  • Problemas cervicais;
  • Distúrbios da articulação temporomandibular;
  • Bruxismo.

Causas do zumbido subjetivo

Tal como descrito acima, o zumbido subjetivo pode tem origem em várias localizações: no nervo auditivo, no centro auditivo do cérebro (zumbido central) ou como resultado do estresse. A forma pela qual o evento ocorre ainda não é totalmente compreendida.

Origem no nervo auditivo

A exposição ao ruído ou a influência de toxinas no ouvido interno (derivado ao uso de alguns medicamentos) podem afetar a função do nervo auditivo do ouvido interno.

Normalmente são gerados impulsos elétricos espontâneos nas fibras nervosas, que não são percebidos. Essa atividade espontânea muda ao expor o ouvido a sensações auditivas, uma vez que contém as informações do estímulo sonoro de forma criptografada e as transmite ao centro auditivo do cérebro.

Quando ocorrem alterações, essa atividade espontânea diminui ou altera a sua sequência temporal. Acredita-se que algumas anormalidades da atividade espontânea no cérebro possam levar à percepção de uma sensação auditiva e, portanto, ao desenvolvimento de zumbido subjetivo.

Origem no cérebro (zumbido central)

O centro auditivo do cérebro interage com o ouvido interno. As fibras nervosas do cérebro transmitem informações para as células ciliadas (receptores sensoriais dos sistemas auditivo) localizadas no ouvido interno e vice-versa.

Quando o paciente sofre de zumbido central, o cérebro processa incorretamente os dados obtidos dos nervos auditivos. Como consequência, o cérebro produz um som ou ruído que não existe.

Zumbido causado pelo estresse

Uma das causas mais frequentes de zumbido é o estresse, que desencadeia uma série de reações no organismo. Por exemplo, aumenta a secreção de cortisol, o hormônio do estresse. O estresse leva ao estreitamento dos vasos sanguíneos e piora a fluidez do sangue, causando obstruções nos vasos sanguíneos menores (capilares), por exemplo no ouvido interno.

Como resultado, o ouvido interno não recebe o fornecimento de sangue suficiente. Ainda não se sabe exatamente como essa falta de irrigação leva ao aparecimento de zumbido.

Por outro lado, as técnicas de relaxamento parecem não ter influência direta sobre o zumbido, portanto, a relação entre o zumbido e o estresse requer um estudo mais profundo.

Causas do zumbido objetivo

O zumbido objetivo (aquele que o médico consegue ouvir com a ajuda de um dispositivo especial), tem origem no próprio corpo, próximo ao ouvido interno. Pode ter as seguintes causas:

Vasoconstrição: o som percebido é geralmente pulsátil (sincronizado com a pulsação do indivíduo).

Espasmos do músculo interno do ouvido médio ou dos músculos do palato: geralmente é exibido um som parecido com um clique.

Função prejudicada no fechamento da trompa de Eustáquio: a trompa de Eustáquio (ou tuba auditiva) conecta o ouvido médio à região nasofaríngea. Quando não fecha adequadamente, o ar pode entrar no ouvido médio. Nesses casos, o paciente ouve, por exemplo, sons relacionados à respiração.

Articulações temporomandibulares: alguns problemas das articulações temporomandibulares podem causar zumbido, por exemplo, devido ao atrito da superfície óssea/cartilaginosa ao abrir ou fechar a boca.

Medicamentos que podem causar zumbido

Existem alguns medicamentos que podem originar ou agravar o zumbido. Geralmente, quanto maior é a dosagem desses medicamentos, pior é o sintoma. Os principais medicamentos conhecidos por desencadear ou piorar o zumbido incluem:

  • Antibióticos, incluindo polimixina B, eritromicina, vancomicina (Vancocin HCL, Firvanq) e neomicina;
  • Fármacos usados no tratamento do câncer, incluindo metotrexato (Trexall) e cisplatina;
  • Diuréticos, como a bumetanida (Bumex), ácido etacrínico (Edecrin) ou furosemida (Lasix);
  • Medicamentos de quinina usados ​​para malária ou outras condições de saúde;
  • Alguns antidepressivos;
  • Aspirina, quando administrada em doses muito elevadas (geralmente 12 ou mais por dia).

Além destes, alguns suplementos de ervas também podem causar zumbido, assim como a nicotina e cafeína.

Zumbido No Ouvido, Causas, Sintomas, Exames E Tratamento

Sintomas

O zumbido manifesta-se como um som ou ruído de vários tipos (toque, clique, assobio, apito, sino, sussurro, zunido, chiado, etc.).

Pode ocorrer continuamente, com interrupção, em maior ou menor volume, e em diferentes tons. Desencadeados pelo zumbido, podem ocorrer outros sintomas ou problemas de saúde, como:

  • Distúrbios do sono;
  • Irritabilidade;
  • Distúrbios de concentração;
  • Tensão muscular na região cervical;
  • Tensão muscular na região mandibular ou nos músculos mastigatórios;
  • Bruxismo (ranger de dentes);
  • Dor de cabeça;
  • Dor de ouvido;
  • Desmaio;
  • Vertigem;
  • Tontura;
  • Audição distorcida, “eco” (disacusia);
  • Hipersensibilidade a sons elevados (hiperacusia);
  • Estados de medo;
  • Estados depressivos ou depressão.

Juntamente com os sintomas descritos, o evento limita bastante a vida de muitos pacientes, podendo até causar incapacidade no trabalho. Geralmente o indivíduo entra num círculo vicioso, pois esses sintomas levam a mais estresse e, portanto, agravam o zumbido.

Diagnóstico

A especialidades médicas que podem ajudar no diagnóstico zumbido no ouvido incluem:

  • Clínica médica
  • Otorrinolaringologia
  • Neurologia
  • Endocrinologia
  • Ortopedia
  • Reumatologia

Quando existe suspeita de zumbido, a primeira intervenção realizada pelo médico são algumas perguntas simples –  sobre o tipo, frequência e intensidade dos sintomas. De seguida são realizados alguns testes auditivos para investigar as causas e fazer o diagnóstico. Estes testes podem incluir:

Exame otorrinolaringológico

O exame otorrinolaringológico usual nesses casos inclui otoscopia, fibroscopia, impedância, audiometria e, se necessário, outros exames otoneurológicos, como otoemissões acústicas, potenciais evocados do tronco cerebral auditivo ou potenciais evocados auditivos no estado de equilíbrio.

Análise do zumbido

Nesta análise determina-se a frequência do sintoma, intensidade e volume com a ajuda de um audímetro. De seguida o ouvido “doente” é então exposto ao chamado ruído branco, que contém todas as frequências audíveis para o ouvido.

Timpanograma / reflexo estapediano

A timpanometria é uma técnica usada para verificar a pressão do ar no ouvido médio, a transmissão de contrações rítmicas dos músculos do ouvido médio, e verificar o funcionamento da cadeia ossicular.

Teste de emissão acústica (EOA)

O ouvido interno não apenas recebe os sons, como também os retorna como um eco a uma intensidade inaudível. Essas emissões otoacústicas podem ser gravadas com a ajuda de um microfone de alta sensibilidade. A ausência dessas emissões indica danos no ouvido interno.

O diagnóstico também pode incluir outros exames:

Audiometria do tronco cerebral (BERA): teste auditivo objetivo que avalia o nervo auditivo.

Teste de equilíbrio: em mais de 20% dos casos, o sintoma está associado a um distúrbio do equilíbrio.

Podem também ser necessários métodos de exploração mais completos, como:

Exames de sangue: contagem diferencial e marcadores inflamatórios; análise de vários anticorpos para descartar infecções por herpes simples, sarampo, caxumba, doença de Lyme ou sífilis.

Tomografia por ressonância magnética do crânio.

Tomografia axial computadorizada (TAC) do crânio.

Análise funcional das vértebras cervicais e aparelho mastigatório.

É importante diferenciar o zumbido subjetivo do zumbido objetivo. Este último pode ser percebido pelo médico por meio de dispositivos especiais, e pode ter sua origem, por exemplo, em espasmos dos músculos do palato.

Tratamento

O tratamento do zumbido não depende apenas da causa, mas fundamentalmente da sua duração:

  • Agudo: presente até 3 meses.
  • Subagudo: entre 3 e 12 meses.
  • Crônico: ocorre há mais de 12 meses.

Quanto mais cedo o paciente consultar o médico, melhores serão as perspectivas de cura. Durante o tratamento, também é importante avaliar a presença de uma perda auditiva. Se essa perda for compensada por um aparelho auditivo, muitas vezes é possível reduzir ou até eliminar o zumbido, já que os ruídos que tinham sido “perdidos” voltam a ser percebidos conscientemente.

Zumbido agudo

O tratamento do zumbido agudo (quando a sua origem está no ouvido interno ou é desconhecida), geralmente é realizado com a administração intravenosa de soluções glicosalinas ou combinações de soluções salinas e substâncias anti-inflamatórias (glicocorticoides). O objetivo do tratamento é ativar as células sensoriais do ouvido interno.

Se a causa for, como costuma ser o caso, um tampão de cera no ouvido (cerúmen), o médico pode removê-lo com facilidade e sem dor.

As perspectivas para o sucesso do tratamento são elevadas quando as medidas necessárias são implementadas de forma rápida, na melhor das hipóteses, nas primeiras 24 horas após a ocorrência do sintoma.

Zumbido subagudo e crônico

No caso do zumbido subagudo e crônico, também são utilizadas soluções de glucosalina ou combinações de substâncias salinas e anti-inflamatórias (glicocorticoides) administradas por via intravenosa.

A psicoterapia também pode desempenhar um papel importante no tratamento do zumbido. Através de técnicas de relaxamento, o paciente pode aprender a dominar situações de estresse e a ignorar o ruído. Este último é conseguido através da concentração em outros sons. Ao tentar controlar o zumbido, o paciente geralmente presta mais atenção, o que o torna ainda mais presente.

Algumas técnicas de relaxamento como o treinamento autógeno, ioga ou relaxamento muscular progressivo, podem contribuir para reduzir gradualmente a tensão e a concentração no zumbido, no entanto, não têm um efeito direto sobre o zumbido.

Outra opção terapêutica usada no tratamento do tipo subagudo e crônico é a chamada terapia de reciclagem de zumbido (TRT), desenvolvida pelo professor Pawel J. Jastreboff, muitas vezes usada quando outros tratamentos não apresentam resultados.

Terapia de reciclagem de zumbido (TRT)

A terapia de reciclagem do zumbido (TRT) pode ser aplicada em situações de zumbido crônico. O método baseia-se na aceitação de que é possível eliminar o ruído da consciência e, portanto, aliviar o paciente. No entanto, a técnica não permite a cura.

O zumbido subjetivo pode ter várias intensidades. A intensidade com que é percebido, muitas vezes é o resultado de um processo de aprendizado desfavorável.

Como a atenção dada ao ruído aumenta gradualmente, ele é percebido com maior intensidade, causando cada vez mais desconforto. Dessa forma, ganha autonomia, e desencadeia reações de estresse físico, que por sua vez podem agravar ainda mais o sintoma, estabelecendo um círculo vicioso.

Portanto, tal como é possível aumentar a percepção do zumbido através de processos negativos de aprendizagem, também é possível o paciente se acostumar a eles, de forma a que sejam menos percebidos ou menos irritantes.

Com a ajuda da TRT é possível restaurar o processamento normal do som e modificar (treinar novamente) a percepção acústica no cérebro.

Geralmente o otorrinolaringologista, Psicólogo e Técnico de prótese auditiva, são os profissionais que trabalham juntos na terapia. O TRT é composto por:

  • Aconselhamento;
  • Procedimentos de diagnóstico;
  • Assistência psicológica;
  • Redução do estresse através de técnicas de relaxamento.

A terapia é realizada a nível ambulatorial e dura entre um a dois anos.

Ginkgo biloba

Acredita-se que as preparações de ginkgo biloba, entre outros efeitos, estimulem o fluxo sanguíneo. Por esse motivo, o ginkgo biloba é frequentemente usado no tratamento do zumbido. No entanto, a sua eficácia é discutível, uma vez que os estudos realizados mostram resultados contraditórios.

Outras opções terapêuticas

Existem outras possibilidades terapêuticas que podem complementar o tratamento do zumbido, dependendo da sua causa:

Região cervical: se o zumbido ocorre devido a alterações ou tensões na região cervical, o tratamento pode incluir técnicas manipulativas ou osteopáticas.

Articulações temporomandibulares/aparelho de mastigação: algumas alterações nas articulações temporomandibulares ou no aparelho de mastigação também podem causar zumbido. Nestes casos o tratamento deve ser realizado por especialistas como, ortopedista maxilar ou dentista com orientação terapêutica funcional.

Medicamentos para Zumbido no ouvido

É importante perceber que apenas um especialista qualificado pode indicar qual o medicamento mais adequado ao caso, bem como o doseamento correto e a duração do tratamento. Os medicamentos recomendados mais comuns são:

  • Cinarizina: vasodilatador cerebral;
  • Clonazepam: ação anticonvulsivante, sedativo, relaxante muscular e efeito tranquilizante;
  • Rivotril ação anticonvulsivante, sedativo, relaxante muscular e tranquilizante.

Cumpra sempre as indicações do médico e NUNCA se automedique. Nunca suspenda o uso do medicamento sem antes consultar um médico.

Evolução

Nem sempre é fácil eliminar o zumbido. Portanto, o paciente geralmente precisa aprender a conviver com ele. É muito importante conhecer e evitar, tanto quanto possível, os fatores que o intensificam.

O zumbido nunca deve causar isolamento social. Os Grupo de Apoio a Pessoas com Zumbido oferecem a oportunidade de obter aconselhamento e apoio de outras pessoas que sofrem da mesma patologia.

Auto-ajuda

Durante a evolução natural do zumbido é importante o paciente continuar ativo e colocar em prática algumas medidas:

Evitar o silêncio: quando o paciente está em silêncio, o zumbido é percebido com maior intensidade, pois não há distração. Para dormir, pode ser útil ouvir música suave para acalmar e relaxar a mente e relaxar.

Reduzir o estresse: evite o estresse sempre que possível e use técnicas de relaxamento, como ioga, treinamento autógeno ou relaxamento muscular progressivo.

Manter a vida ativa: não é bom pensar constantemente no problema. Hobbies e outras atividades podem ajudar a direcionar a atenção para coisas positivas.

Prevenção

Não existem medidas específicas conhecidas que possam ajudar a impedir o zumbido. Uma vez que o ruído excessivo é um fator de risco, é importante evitá-lo sempre que possível ou, usar tampões nos ouvidos em shows, discotecas e locais de ruído intenso. Também é importante aprender a lidar com situações estressantes de forma mais consciente e descontraída.

Os principais fatores de risco são:

  • Exposição a ruídos muito altos. A exposição prolongada a ruídos muito elevados pode danificar as pequenas células ciliadas sensoriais do ouvido que transmitem som ao cérebro. As pessoas que trabalham em ambientes barulhentos – como trabalhadores de fábricas e obras, músicos e soldados – estão particularmente em risco.
  • Idade. À medida que envelhecemos, o número de fibras nervosas em funcionamento nos ouvidos diminui, originando possíveis problemas auditivos muitas vezes associados ao zumbido.
  • Sexo. Os homens são mais propensos a experimentar zumbido que as mulheres.
  • Fumar. Os fumantes têm maior risco de desenvolver o desconforto.
  • Problemas cardiovasculares. Condições que afetam o fluxo sanguíneo, como pressão alta ou o estreitamento das artérias (aterosclerose), podem aumentar o risco de zumbido.

Consulte a resposta a 14 dúvidas frequentes sobre zumbido.

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Referências
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Autores
Dr. Fernando César Mariano (Otorrino e Especialista em Medicina do Sono)

Especialista em Otorrinolaringologia e Medicina do sono/ Mestre em cirurgia - CRM/PR: 21398 - RQE Nºs: 16536/18787

Consultar > Currículo Lattes.

O Dr. Fernando César Mariano tem especialização em Otorrinolaringologia, mestrado em cirurgia e área de atuação em Medicina do Sono (atende adultos e crianças, com grande experiência no tratamento cirúrgico de Ronco e Apneia do Sono).

Formação Profissional

Dr Fernando é formado em Medicina pela Universidade Federal do Paraná em 2004, com residência Médica em Otorrinolaringologia no Hospital de Clinicas da mesma instituição (UFPR), 2009.

Título de Especialista Em Otorrinolaringologia concedido pela Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico Facial e Associação Médica Brasileira (AMB) em 2009, com RQE 16536 no CRM-Pr

Realizou estágio de complementação especializada (fellowship) no Hospital IPO de Curitiba (Pr) entre 2009 – 2010 e, desde então, tem se dedicado à Medicina do Sono, em especial ao tratamento de ronco e apneia, com estágios e cursos na área, em serviços internacionais de renome:

- UCSF University of California San Francisco – California (EUA)

- Azienda USL di Imola – Emilia-Romagna (Itália)

- Nicholson Hospital – Florida (EUA)

Possui certificado de Atuação na Área de Medicina do Sono conferido pelas Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico Facial e Associação Médica Brasileira (AMB) em 2014, com RQE 18787 registrado no CRM-PR.

Mestrado em Cirurgia pelo Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná – 2016 e é instrutor em cirurgia de ronco e apneia do sono no programa de fellowship do Hospital IPO Curitiba – Paraná.

É o criador do game educativo (app) sobre sono “Hey, Roncabilly! O game do sono saudável”, que faz parte de um projeto social com crianças de escolas públicas, ao ensinar a importância do sono saudável.

Realiza consultas na área de Otorrinolaringologia, exames de Laringoscopia, Nasofibroscopia, acompanhamento clínico e cirúrgico de Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono, com expertise em cirurgia de faringoplastia.

Endereços: Hospital IPO – Curitiba (Paraná), Av República Argentina 2069. Fones (41) 30495699 whatsapp (41) 91076626

Clínica Intersaúde – Quatro Barras (Pr) – Rua Isaque Rodrigues A Silva 28 – Centro. Fones (41) 3672 3422 whatsapp (41) 91076626

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Última atualização da página em 06/11/19